Banco de Moçambique
Sede do banco | |
| Banco central do | Moçambique |
|---|---|
| Sede | |
| Estabelecido | 1975 |
| Governador | Felisberto Navalha |
| Moeda | Metical MZN (ISO 4217) |
| Reservas | 3739 milhões de dólares |
| Taxa básica bancária | 10,25% (agosto de 2025) |
| Website | www |
O Banco de Moçambique (abreviadamente BM) é o banco central da República de Moçambique. De acordo com a Lei nº 1/92 de 3 de Janeiro (Lei Orgânica do BM) desempenha as funções de (a) banco do estado, (b) conselheiro do governo no domínio financeiro, (c) orientador e controlador das políticas monetária e cambial, (d) gestor das disponibilidades externas do País, (e) intermediário nas relações monetérias internacionais e, (f) supervisor das instituições financeiras que operam no território nacional.[1]
Historia
[editar | editar código]Foi fundado em 17 Maio de 1975, na sequência dos Acordos de Lusaka assinados entre o Governo Português (representando a potência colonial) e a Frente de Libertação de Moçambique em 7 de Setembro de 1974. O património do BNU (Banco Nacional Ultramarino) em Moçambique reverteu integralmente para o BM. Inicialmente além de banco central possuía funções comerciais, as quais cessaram em 1992 com a criação do então BCM (Banco Comercial de Moçambique). A história e a evolução do Banco está indelevelmente ligada à evolução do país e das suas políticas económicas e sociais, particularmente na 1ª década após a Independência.[2]
Uma das grandes tarefas do BM foi a substituição, em 16 de Junho de 1980, da moeda colonial (o escudo) pelo metical, uma operação que foi levada a cabo com grande sucesso e em curto espaço de tempo.[3]
O Banco de Moçambique tem a sua sede em Maputo, capital de Moçambique, e delegações nas capitais provinciais. Em 3 de Julho de 2017 foi inaugurado o novo complexo de edifícios na sede do banco, alargando substancialmente o espaço até então limitado ao edifício da era colonial. O complexo consiste em três edifícios: uma Torre de Escritórios com 29 andares, um Silo Automóvel com 19 andares e um Polo Técnico com seis andares.[4]
É dirigido por um Governador, coadjuvado por um vice-governador, ambos nomeados pelo Presidente da República, o qual chefia o Conselho de Administração, composto por mais quatro a seis membros, nomeados pelo primeiro-ministro.[1] O actual governador é Felisberto Dinis Navalha e a vice-governadora é Benedita Guimino, nomeados em 1 de Setembro de 2026, depois de terminar o mandato de Rogério Zandamela.[5] Inicialmente, Zandamela foi substituído pelo seu vice-governador, Waldemar de Sousa, mas esta nomeação foi revogada pelo Presidente da República quando o seu nome foi alvo de contestação devido a “questões supervenientes”, ou processos judiciais em curso.[6]
Lista dos governadores
[editar | editar código]| Ordem | Nome | Mandato |
|---|---|---|
| 1 | Alberto Cassimo[7] | 1975–1978 |
| 2 | Sérgio Vieira[7] | 1978–1981 |
| 3 | Prakash Ratilal[7] | 1981–1986 |
| 4 | Eneas Comiche[7] | 1986–1991 |
| 5 | Adriano Maleiane[7] | 1991–2006 |
| 6 | Ernesto Gove[7] | 2006–2016 |
| 7 | Rogério Zandamela[7] | 2016-2026 |
| 8 | Felisberto Navalha[5] | Desde 2026 |
Referências
- 1 2 «Define a natureza, os objectivos e funções do Banco de Moçambique como Banco Central da República de Moçambique, Lei n.º 1/1992, Boletim da República, I Série, número 1, 2º Suplemento». Imprensa Nacional de Moçambique. 3 de janeiro de 1992. Consultado em 16 de agosto de 2025
- ↑ Governo de Moçambique (ed.). «Banco de Moçambique: 40 anos de Independência Monetária». Consultado em 6 de maio de 2018
- ↑ «43.º Aniversário do Metical». Banco de Moçambique. 16 de junho de 2023. Consultado em 16 de agosto de 2025
- ↑ «PR Nyusi inaugura nova sede do Banco Central». Folha de Maputo. 4 de julho de 2017. Consultado em 16 de agosto de 2025
- ↑ «Banco de Moçambique: PR Revoga Nomeação de Waldemar de Sousa em Menos de 24 Horas e Escolhe Felisberto Navalha». Diário Económico. 1 de setembro de 2026. Consultado em 1 de setembro de 2026
- 1 2 3 4 5 6 7 «Ernesto Gove substituído por economista do FMI à frente do Banco de Moçambique». A Verdade (Moçambique). 1 de setembro de 2016. Consultado em 16 de agosto de 2025