Batalha de Monte Seleuco

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A Batalha de Monte Seleuco foi travada em 353 entre as forças do legítimo imperador romano Constâncio II e as forças do usurpador Magnêncio. As forças de Constâncio foram vitoriosas, e Magnêncio mais tarde cometeu suicídio.

Aconteceu em La Bâtie-Montsaléon, no departamento Altos Alpes, sul da França.

Antecedentes e batalha[editar | editar código-fonte]

Após a derrota na Batalha de Mursa Maior, em setembro de 351, o rebelde Magnêncio tentou restabelecer sua defesa ao longo dos Alpes orientais, baseando-se em Aquileia.[1] No entanto, ele alienou toda a Itália por seus massacres cruéis após a repressão da revolta debelada pelo usurpador Nepociano; revolta esta que o forçou a recuar ainda mais. Finalmente, Magnêncio se retirou em segurança para a Gália.[2]

O dilatório Constâncio, determinado a decidir a disputa por poder esmagador e não por velocidade, instigou os francos e os alamanos do outro lado do Reno a invadir os domínios do usurpador na Gália, enquanto despachava contingentes para conquistar a Espanha e a África.[3] Somente quando a frota imperial havia entrado no Ródano para capturar Lyon na retaguarda de Magnêncio - e quando chegaram as notícias de que seu irmão Decêncio fora sitiado em Sens pelos alamanos sob Conodomário [4] e que o norte da Gália rompera sua aliança - que Constâncio moveu-se contra o usurpador. [5]

Os exércitos se reuniram no Monte Seleuco, no atual departamento de Altos Alpes, perto de Gap, no sudeste da França. Constâncio, depois de um dia sangrento, foi novamente vitorioso, e Magnêncio, abandonado por sua guarda pessoal, tirou a própria vida em Lyon a 10 de agosto. [6]

Consequências[editar | editar código-fonte]

Constâncio II tornou-se o imperador indiscutível do Império Romano, o qual passou o inverno em Arles, comemorando simultaneamente o trigésimo aniversário da sua eleição como César e a derrota de seu inimigo.[7] Os ex-adeptos de Magnêncio foram cruelmente perseguidos, [8] e as atenções de Constâncio foram direcionadas ao arcebispo Atanásio, primaz de Alexandria, que além de se opor às opiniões teológicas do imperador, dera uma recepção favorável aos embaixadores do usurpador. [9]

Referências

  1. Edward Gibbon, The Decline and Fall of the Roman Empire, (The Modern Library, 1932), ch. XVIII., p. 595
  2. Gibbon, p. 596
  3. Gibbon, Ibid.
  4. Gibbon, chap. XIX., pp. 622, 626
  5. Gibbon, ch. XVII pp. 596, 597
  6. Gibbon, Ibid.
  7. Nogueira, Adeilson. ConstÂncio Ii. [S.l.]: Clube de Autores (managed) 
  8. Gibbon, pp. 597, 598
  9. Gibbon, chap. XXI., pp. 705-7

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Edward Gibbon, The Decline and Fall of the Roman Empire, The Modern Library, 1932, New York
  • Byzantine Battles. (n.d.). Retrieved May 24, 2016, from Byzantine Battles: Battle of Mons Seleucus
  • Nogueira, Adeilson. ConstÂncio Ii. [S.l.]: Clube de Autores (managed)