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Batalha de Quio (201 a.C.)

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Batalha de Quio (201 a.C.)
Guerra Cretense
Data 201 a.C. (2 224 anos)
Local ao largo da ilha de Quio
Coordenadas 38° 24' N 26° 01' E
Desfecho vitória da aliança ródia
Beligerantes
Macedónia Rodes

Pérgamo

Bizâncio

Cízico

Comandantes
Filipe V Átalo I

Teofilisco

Forças
cerca de 200 navios cerca de 100 navios
Baixas
92 navios afundados

7 navios capturados

9 000 mortos

2 000 presos

Rodes:

  3 navios afundados

  60 mortos

Pérgamo:

  3 navios afundados

  2 navios capturados

  70 mortos

Quio está localizado em: Grécia
Quio
Localização da ilha de Quio no mar Egeu

A Batalha de Quio[1][2] foi a primeira das duas grandes batalhas navais travadas no mar Egeu durante a Guerra Cretense de 205-200 a.C. entre Filipe V, rei da Macedónia e a aliança liderada por Rodes de Pérgamo. Ocorreu ao largo da ilha de Quio em 201 a.C. Apesar da larga superioridade numérica dos macedónios, o confronto terminou com uma derrota destes.

Após o fim da Primeira Guerra Macedónica, Filipe mandou reconstruir a sua marinha de guerra com uma dimensão que pudesse desafiar as frotas de Rodes, Pérgamo e do Egito ptolemaico.[3] O rei macedónio pretendia esmagar a potência naval dominante no Egeu, o seu aliado Rodes{[4] e para isso selou alianças com piratas etólios e espartanos e com algumas cidades-estado poderosas de Creta, nomeadamente Hierapitna e Olunte.

A frota macedónia era numericamente superior à frota aliada inimiga, mas faltava-lhe experiência, pois tinha sido constituída por Filipe apenas uns anos antes da batalha. Isto revelou-se um fator crucial e decisivo.

Durante a batalha, o navio almirante de Filipe V, uma enorme galé birreme or trirreme com dez bancos de remadores, albalroou acidentalmente num dos seus próprios navios quando este se desviou da rota, atravessando-se na do navio do rei macedónio. O timoneiro não foi capaz de evitar o choque que provocou estragos na zona dos remadores, acima da linha de água e prendeu os dois navios. Tendo ficado imbilizado, o navio tornou-se uma presa fácil para os inimigos, que o albalroaram abaixo da linha de água em ambos os lados.

A batalha parecia estar a correr mal para Filipe quando Átalo tentou evitar que um dos seus navios fosse afundado e foi arrastado para a costa. Filipe capturou o navio de Átalo e rebocou-o de volta pelo meio da batalha, o que levou a que a frota pergamena pensasse que o seu rei tinha morrido e se retirasse. A acalmia resultante da dessa retirada foi aproveitada pelos macedónios para fugir aos ródios vitoriosos.

As perdas sofridas por Filipe em Quio constituiu um duro golpe no poder naval macedónio, a ponto da marinha macedónia ter tido um papel pouco importante na Segunda Guerra Macedónica.

Átalo desembarcou e fugiu por terra, só tendo escapado a ficar cativo por ter deixado a bordo as suas imensas riquezas, o que distraiu os perseguidores macedónios o tempo suficiente para ele se por em fuga.

O almirante vitorioso Teofilisco viria a morrer devido aos ferimentos sofridos durante a batalha.

Notas e referências

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  1. Fernandes 1941, p. 73.
  2. Torres 1961, p. 209.
  3. Green 1993, p. 305.
  4. Detorakis 1994, p. 305.
  • Fernandes, Ivo Xavier (1941). Topónimos e gentílicos Vol. I. Lisboa: Editôra Educação Nacional 
  • Tôrres, Artur de Almeida; Jota, Zélio dos Santos (1961). Vocabulário ortográfico de nomes próprios. Gávea, Rio de Janeiro: Editôra Fundo de Cultura 


  • Políbio; Walbank, Frank W. (tradutor) (1979), The Rise of the Roman Empire, ISBN 978-0-14-044318-9 (em inglês), Nova Iorque: Penguin Classics 
  • Detorakis, Theocharis (1994), A History of Crete, ISBN 978-960-220-712-3 (em inglês), Heraclião 
  • Green, Peter (1993), Alexander to Actium: The Historical Evolution of the Hellenistic Age, ISBN 0-500-01485-X (em inglês), University of California Press