Beltrán de La Cueva

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Pintura de Beltrán de la Cueva do século XIX

Beltrán de la Cueva (14431 de novembro de 1492) foi um nobre castelhano, nascido em Úbeda (atual província de Jaén, Espanha).

Em 1456, o rei Henrique IV de Castela hospedou-se na casa do seu pai, Diego Fernández de la Cueva. Como agradecimento às atenções recebidas, o monarca ofereceu ao filho primogénito de D. Diego um posto na Corte. Porém, uma vez que desejava que o seu primogénito e herdeiro se mantivesse no seu feudo, D. Diego pediu que Beltrán ocupasse o lugar de pajem na corte castelhana.

Uma vez na corte, Beltrán de la Cueva ascendeu rapidamente graças às suas excelentes relações com o rei. Em 1458 foi nomeado mordomo do palácio e senhor de Jaén, e em 1461 entrou no Conselho Real, tirando o lugar a Juan Pacheco, marquês de Vilhena, como homem de confiança (valido) de Henrique IV. Paralelamente, o seu irmão Gutierre foi nomeado bispo de Palência. Em 1462 foram-lhe concedidos os cargos de conde de Ledesma e mestre da Ordem de Santiago. Também possuía a cidade de Huelma, concedida em 1460 como dote pelo seu matrimónio com Mencia de Mendoza y Luna, sobrinha do poderoso cardeal andaluz Pedro González de Mendoza. D. Diego Fernández de la Cueva foi agraciado com o Viscondado de Huelma que, depois da morte deste, passou para Beltrán de la Cueva, sendo elevado o título a condado, e Beltrán a primeiro conde de Huelma.

Esta fulgurante carreira teria provocado a inveja e rancor de numerosos cortesãos e nobres, em especial do Marquês de Vilhena. Ou por tal ser verdade, ou com o objectivo de desacreditá-lo politicamente, começaram a ser difundidos rumores sobre supostas aventuras de Beltrán de la Cueva com a rainha Joana de Portugal, rainha de Castela, e chegou a se afirmar que a princesa Joana não era filha do rei (cognominado de o impotente), mas de Beltrán. Por este motivo, a herdeira ao trono foi apelidada de Joana, a Beltraneja.

As críticas atingiram o nível mais alto com a sua nomeação como Mestre de Santiago, até ao ponto em que Henrique IV se viu obrigado pela primeira vez a tomar medidas contra De la Cueva, como modo a tentar salvar a sua própria face. Em 1463 foi-lhe retirado o cargo de mestre e foi banido da corte, apesar de recompensado com o título de duque de Alburquerque (criado especificamente para si) e com a entrega do castelo de Anguix e o governo das povoações de Roa, Aranda, Molina, Cuéllar e Atienza.

Em 1465 esteve ao lado do rei na chamada Farsa de Ávila, conspiração na qual destacados nobres (entre eles o Marquês de Vilhena e o Arcebispo de Toledo, Alfonso Carrillo) pretendiam depor o rei, e participou da Segunda Batalha de Olmedo (1467) que pôs fim à conspiração. Como recompensa juntou à suas possessões as vilas de Mijares, La Adrada e Colmenar, posteriormente renomeada de Mombeltrán em sua honra.

Contra o que seria de imaginar, Beltrán de la Cueva nunca tomou o partido de sua suposta filha durante a guerra civil castelhana que opôs Joana, a Beltraneja à sua tia Isabel I de Castela entre 1474 e 1479, após a morte de Henrique IV. Pelo contrário, combateu nas fileiras isabelinas durante vários anos, tanto na guerra sucessória como no cerco a Granada de 1491.

Morreu no Dia de Todos os Santos de 1492 no seu castelo de Cuéllar.

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