Blástula

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Blástula é uma esfera oca de células embrionárias que circundam um líquido. É o nome dado ao segunda estágio de desenvolvimento de um embrião de animais, em embriologia. Pelo reino animal inteiro existem diversos tipos de clivagens e variedades embriônicas.

Esquema de blastocele.jpg

Logo após a fertilização, uma série de rápidas divisões mitóticas ocorrem no embrião, e cada uma dessas novas células menores é chamada de Blastômeros. Estes blastômeros primeiramente formam a morula, um estágio mais anterior ao da blástula, que contém aproximadamente 8 células. Após um processo de compactação das células através de tight junction, uma cavidade interior à mórula se forma, chamada de blastocele.

O estágio que procede é a Gástrula, que após o processo de gastrulação, muito diverso em animais, é formado os três folhetos embrionários, a ectoderme, mais externo, a mesoderme e a endoderme, mais interno.

Blastoderme[editar | editar código-fonte]

Esquema indicando o processo de gastrulação e a formação dos três tecidos embrionários principais

A camada de células é sempre de constante espessura, mas pode variar de acordo com o animal estudado. Como por exemplo, ela pode ser fina e única como em Drosophilas e em ouriços do mar, onde esta camada se chama blastoderme. Em anfíbios, como os Xenopus, esta camada pode variar a sua espessura por conta da clivagem radial característica destes animais. Nos mamíferos, como ratos e humanos, ocorre a aparição de uma camada de células achatadas mais externa chamada de trofoblasto. Esta camada irá dar origem a estruturas extraembrionárias importantes para o desenvolvimento dos placentários.

Existem alguns casos de certas espécies de moluscos que não desenvolvem um blastocélio, sendo então uma blástula sólida, chamada de estereoblástula.

Blastocele[editar | editar código-fonte]

Uma cavidade formada pela envolto dos blastômeros da blástula, onde contém um líquido proteico. Esta cavidade é de extrema importância para futuros movimentos da célula em novos divisões e especializações de tecidos.

Referências[editar | editar código-fonte]

    1.  Gilbert, Scott F. Developmental Biology(5th ed.). Sunderland, Massachusetts: Sinauer Associates, Inc. 1997
    2.  Forgács & Newman, 2005 - p. 25-27