Brasão de armas da Galiza

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Escudo de Galicia.svg

O brasão de armas da Galiza é descrito na Lei espanhola nº5 de 29 de Maio de 1984, a Lei dos símbolos da Galiza.

Descrição[editar | editar código-fonte]

O brasão de armas da Galiza inclui, limitado num campo de azure, um cálice de ouro com uma hóstia de prata, acompanhada por sete cruzes, três em cada lado e uma ao centro do escudo.

A coroa gules, é limitada num anel dourado cravejado de pedras preciosas e feita de oito folhas de acanthus, cinco das quais visíveis. Cada folha é constituída de pérolas, a partir das quais, cinco tiaras partem para convergir num globo azure, com o semi-meridiano e o equador em ouro, encimado por uma cruz dourada.

História[editar | editar código-fonte]

Os historiadores Faustino Menéndez-Pidal e Juan José Sánchez Badiola encontraram as primeiras menções ao brasão em dois armoriais de finais do século XIII - no Segar's Roll e no Armorial du Hérault Vermandois, os quais atribuem o brasão de armas ao Rei da Galiza, apesar de por essa altura já não existir como título distinto. A primeira fonte descreve três cálices descobertos, enquanto que a segunda descreve apenas um cálice descoberto.

Desde a Idade Média que o conceito de cálice como metáfora linguística se tem espalhado: cálice = Galice; muitos autores europeus do século XVI ao século XVIII teorizaram sobre este facto, um facto que o autor romântico galego Manuel Murguía posteriormente ecoaria. Armoriais posteriores também fazem referência ao brasão, por ex. o Armorial Gymnich da Flandres (1445), e, particularmente, o Armorial Bergshanmar, uma compilação de cerca de 3300 brasões de armas de estados e famílias de quase toda a Europa a partir de 1436. Nesse armorial pode ler-se "à quarta folha voltada… uma grande taça bem estilizada ocupando o máximo do campo possível". Sobre a composição, o dístico Galiscién (Galiza).

As mais antigas representações ainda existentes do brasão de armas na arquitectura civil da Galiza, datam também do século XV, o hospital Real de Santiago, o Concelho de Betanzos, as muralhas da Corunha, o órgão da Catedral de Lugo, a torre da Igreja de Noia e a residência de Moscosos em Laxe.

Do século XVI em diante, foram adicionadas cruzes em volta do cálice como ornamento.

Joseph de Avilés, em "ciência Heróica", definiu o brasão de armas: "O reino da Galiza na Espanha inclui um escudo de azure com cruzes espalhadas e uma grande taça e cálice".

Uso[editar | editar código-fonte]

De acordo com o texto da supracitada Lei dos símbolos, o brasão de armas deve ser incluído:

  • Nas bandeiras referidas no quinto artigo da lei.
  • Nas leis promulgadas na Galiza, em nome do Rei de Espanha, pelo Presidente da Galiza.
  • Na fachada dos edifícios administrativos da Comunidade Autónoma.
  • Nos carimbos e selos da Comunidade Autónoma.
  • Em documentos comprovativos de condecorações galegas.
  • Em publicações oficiais.
  • Em documentos, formulários, selos e cabeçalhos oficiais da Comunidade Autónoma.
  • Em diplomas e certificados académicos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • F. MENÉNDEZ PIDAL, El origen inglés de las armas de Galicia, en Galicia en la Edad Media, Madrid, 1990.
  • J. J. SÁNCHEZ BADIOLA, Desmontando España, Madrid, 2005.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]