Castelo de Montsoreau

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Castelo de Montsoreau
Castelo Montsoreau visto do rio Loire
Estilo dominante Renascimento
Início da construção Século XI
Proprietário inicial Fulco III de Anjou
Função inicial Defesa
Proprietário atual Philippe Méaille
Função atual Museu de Arte Contemporaneo e ponto turístico
Local Vale do Loire
Montsoreau
Francia.
Fachada interior do Castelo de Montsoreau com a sua torre renascentista.

O Castelo de Montsoreau (em francês: Château de Montsoreau) é um palácio francês de estilo feudal e renascentista que se situa ao longo do Loire, na comuna de Montsoreau, departamento de Maine-et-Loire, junto à estrada que liga Fontevraud-l'Abbaye a Candes-Saint-Martin. Inicialmente desempenhava o papel de fortaleza estratégica, controlando o tráfego entre os Rios Chinon e Saumur.

O Castelo de Montsoreau foi classificado como Monumento Nacional pelo Ministério da Cultura francês em 1862[1]. O castelo de Montsoreau é classificado como parte do Vale do Loire, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 2000.

História e Arquitectura[editar | editar código-fonte]

O Castelo de Montsoreau visto da estrada.
Detalhe da fachada interior com a torre renascentista.

O nome de Montsoreau aparece pela primeira vez numa carta, datada de 1089, sob a forma "castrum de Monte Sorello"[2]. Era então propriedade de Guillaume de Montsoreau, vassalo dos Condes de Anjou. Em 1152 foi cercado por Henrique II Plantageneta.

Em 1213, o castelo passou para a família Savary – na sequência duma união entre esta família e os Montsoreau – e depois, em 1374, para a família de Craon, Viscondes de Châteaudun[2]. Passou em seguida para a família Chabot e, por fim, para a família de Chambes por ocasião do casamento de Jeanne Chabot, herdeira, e Jean II de Chambes no dia 17 de Março de 1445.

O Castelo de Montsoreau junto ao Loire.
Entrada para o castelo.

Foi Jean de Chambes, conselheiro do rei de França Carlos VII, quem mandou construir o actual castelo no século XV. O logis apresenta uma fachada sobre o Loire e uma outra sobre o pátio interior, onde se pode ver uma característica torre renascentista.

Alexandre Dumas tornou célebre o nome de Monsoreau (ortografado sem t) no seu romance La Dame de Monsoreau, baseado nas escapadelas amorosas de um senhora que ocupava o castelo durante o reinado de Henrique III. A história pôs em cena os amores contrariados de Diane de Méridor, de seu nome verdadeiro Françoise de Maridor, esposa de Charles de Chambes, Conde de Monsoreau, e do seu amante Louis de Bussy d'Amboise.

Após a revolução francesa, o castelo foi dividido entre vários proprietários. As salas acabaram por ser utilizadas como locais de habitação e como espaços de armazenamento, até que finalmente o edifício se tornou decrépito.

Até ao final do século XIX, o castelo esteve abandonado e em ruínas. Em 1862 foi classificado como monumento nacional, embora as fotos da época o mostrem num estado de abandono significativo, com portas e janelas partidas e terrenos mal cuidados. O antigo recinto do castelo foi inscrito como monumento histórico por decreto de 6 de Outubro de 1938, embora o castelo renascentista já tivesse sido listado em 1862. Os restos da capela foram inscritos em 3 de Dezembro de 1930. O Palais de la Sénéchaussée, situado no antigo recinto do castelo, foi inscrito a 6 de Outubro de 1938[3].

Hoje em dia, tendo sido objecto de extensas obras de renovação, é propriedade do departamento e abriga o Musée des Goums Marocains, encontrando-se, portanto, aberto ao público. A administração está nas mãos duma empresa privada. Em 2001, após obras de conservação, o edifício foi reaberto sob o lema Les imaginaires de Loire (Os imaginários do Loire). O visitante fica imerso, através duma visita audio-visual, na paisagem do Loire no Anjou, com a sua história cultural, económica e social.

Referências

  1. Classificação do Castelo de Montsoreau na Base Mérimée do Ministério da Cultura
  2. a b Montsoreau, résidence d'apparat des bords de Loire, Georges Bernard, in Moyen Âge, n° 63, p.16-22, ed. Heimdal, 2008.
  3. Base Mérimée

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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