Centro Pompidou-Metz

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Centro Pompidou-Metz
Tipo museu de arte
Inauguração 2010 (10 anos)
Visitantes 552 000, 476 430, 300 589, 335 000, 330 716, 345 549, 615 830, 350 000
Website oficial
Geografia
Coordenadas 49° 6' 29.002" N 6° 10' 48.000" E
Localidade Metz
Localização Metz
País França


O Pompidou-Metz (Centre Pompidou-Metz) é um centro artístico francês localizado em Métis, entre o Parc de la Seille e uma estação.

Sua abertura foi feita a partir de solenidade oficial ocorrida em 11 de maio de 2010[1] e representa a primeira experiência de descentralização e extensão do Centro Georges Pompidou de Paris.

Este empreendimento cultural foi financiando pelas prefeitura de Métis, departamento de Mosela, região de Lorraine, além do Estado e União Europeia.

O edifício, construído pela empreiteira Demathieu & Bard, é um grande hexágono formado por três galerias comunicadas entre si. Cada uma delas tem 80 metros de comprimento, 7 metros de altura e 15 metros de largura.

Finalidade do projeto[editar | editar código-fonte]

O Centro Pompidou-Metz está inscrito na vocação gerada pelo centro pariense de apresentar e estimular a descoberta para todas as formas de expressão artísticas, bem como sensibilizar e provocar a descoberta do grande público para obras-primas da produção europeia dos séculos XX e XXI.

É um projeto ambicioso, com um grande centro de exposições e iniciativas artísticas, exigências da criação contemporânea.

Exposição inaugural[editar | editar código-fonte]

A exposição inaugural, intitulada Chefs-d’œuvre (obras-primas, em português), reuniu mais de 800 obras de 250 artistas, sendo a maior parte delas do Pompidou parisiense. Ela ocupa todos os espaços de um pavimento com cerca de 5000 m² e contempla campos da criação do século XX (pintura, escultura, arte contemporânea, artes gráficas, fotografia, vídeo, obras sonoras, cinema, arquitetura, design etc). Ela propõe o questionamento da noção do que significa a obra-prima, concepção frequentemente descartada pelo público e artistas desde o século XX[2].

Entre as obras estão La Femme à la guitare de Georges Braque, La Tristesse du roi de Henri Matisse, L’Aubade, Nu couché et musicien de Pablo Picasso, Le Violon d’Ingres, fotografias de Man Ray, e a casa tropical, um protótipo de Jean Prouvé.

Esta exposição inaugural deixará progressivamente lugar para exposições rotativas e temporárias, em frequência de quatro a seis vezes anuais, de formas variadas, apoiadas sobretudo pela cessão da coleção do Pompidou parisiense, assim como por instituições públicas francesas e iternacionais, coleções particulares e pedidos de artistas. O Centro Pompidou-Metz será, portanto, a possibilidade de acolher e reproduzir grandes exposições itinerantes e internacionais.

Impactos[editar | editar código-fonte]

Para alguns dos idealizadores do projeto, Jean-Jacques Aillagon (antigo ministro da Cultura e presidente do CNAC Pompidou) e Jean-Marie Rausch (antigo ministro, senador, presidente do conselho regional de da Prefeitura de Métis), a cidade de Métis e Lorena terão avanços positivos, especialmente no plano turístico. A referência mundial do impacto benéfico produzido pelo Museu Guggenheim Bilbao durante a crise industrial serve de exemplo para o entendimento do novo Pompidou para Metz[3].

A cidade de Métis como a região próximas de Luxemburgo (Luxemburgo), Sarrebruck (Alemanha) e Nancy envolvem uma conurbação de 600 mil habitantes (Metz-Thionville) e uma abrangência fronteiriça demográfica de 1,5 milhão de habitantes. Essas localidades, além da Bélgica, devem ter o enriquecimento de seu patrimônio artístico e afirmar sua posição de centro econômico, logístico e sobretudo cultural.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

  • Janeiro de 2003 - foi decidido implantar o projeto em Métis[4]
  • Março de 2003 - lançamento do concurso arquitetônico
  • Novembro de 2003 - escolha do projeto vencedor, o de Shigeru Ban, Jean de Gastines e Philippe Gumuchdjian
  • Setembro de 2005 - obtenção da licença para início da construção
  • 2007-2009 - construção
  • Janeiro de 2010 - entrega do prédio
  • Maio de 2010 - abertura ao público

Números[editar | editar código-fonte]

  • 5 020 m² de área expositiva, formada por três galerias de 1 150 m²
  • Uma grande nave de 1 200 m²
  • Um auditório para 144 lugares
  • Um estúdio de criação com 196 lugares
  • Um café
  • Um restaurante
  • Uma livraria
  • Um centro de recursos

Galeria de imagens[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Bastuck, Nicolas. (21 de maio de 2010). Succès de fréquentation au Centre Pompidou-Metz. Le Monde, acesso em 21 de maio de 2010
  2. Ulrich, Maurice. (maio de 2010). Centre Pompidou Metz - Très libres. L'Humanité, acesso em 21 de maio de 2010
  3. Metz Métropole(2006). Le Magazine du Centre Pompidou-Metz - n.2. Acesso em 21 de maio de 2010
  4. Metz Métropole. Magazine du Centre Pompidou-Metz - n.4. Acesso em 21 de maio de 2010

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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