Clube da Madrugada

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O Clube da Madrugada, criado em 22 de novembro de 1954, é uma associação literária e artística brasileira.

Os ecos da Semana de Arte Moderna de 1922, apesar de terem chegado tardiamente a Manaus, contribuíram no sentido de que fosse escrito, de acordo com A. Coutinho e J. Galante de Souza, "um capítulo importante da história da literatura amazonense" (Coutinho e Souza, Enciclopédia de Literatura Brasileira, p. 496). O poeta Jorge Tufic, um dos fundadores do Clube da Madrugada, influenciado pelo então em voga movimento da Poesia Concreta, criou a Poesia de Muro.

Escreveu Alencar e Silva (nasc. em Fonte Boa (Amazonas), 1930) [1]: "(...) Que nos resta dizer? Em verdade, bem mais, sobre as muitas faces da [poesia de Jorge Tufic], a começar por alguns aspectos formais da sua experiência concretista e sua concepção da Poesia de Muro. Na área do concretismo, por exemplo, depois de levar seus experimentos aos limites extremos da palavra, “pintando”, por assim dizer, uma paisagem bucólica com apenas três vocábulos :Ode,campo,bode.

Jorge Tufic leva tais experimentos ainda mais longe, mediante a inclusão de elementos extraverbais no texto poemático. (...) [2]".

Às experiências modernistas de vanguarda e à arte pós-modernista praticada por vários de seus integrantes [Adrino Aragão, por exemplo, é um dos cultores, no Brasil, do miniconto [3], soma-se, por exemplo, os Haikais de Luiz Bacellar [4].

Um dos mais ativos participantes do Clube era um eclesiástico, o Pe. Luiz Ruas, autor de uma reunião de poemas, "Aparição do Clown", que mereceu elogiosos comentários do filólogo Raimundo Nonato Pinheiro (Pe. Nonato Pinheiro) [5], membro da Academia Amazonense de Letras.

O contista Adrino Aragão (nasc. em Manaus, em 1936) sobre o Clube da Madrugada, assinalou: "(...) O Clube da Madrugada nunca possuiu sede própria: seus escritores sempre se reuníram embaixo de um mulateiro [grande árvore da Amazônia] na Praça da Polícia [Praça Heliodoro Balbi, Centro, Manaus]. Mas sua existência transcendeu os limites geográficos dessa Praça. E, hoje, é reconhecido não apenas no Brasil, mas em várias parte do mundo (...)" (Rev. O Pioneiro, Brasília).

As reuniões do Clube da Madrugada acontecem ao abrigo da sombra de uma árvore imponente da Praça Heliodoro Balbi, entre os prédios, de linhas neoclássicas, da Polícia e do Colégio Estadual. Bj

Referência[editar | editar código-fonte]

  • ARAGÃO, Adrino. Amazônia em Brasília (resenha do livro Bordado para iniciantes, do poeta do Clube da Madrugada Donaldo Mello [6] (Ed. Valer, Manaus, 2008). In Revista O Pioneiro [7], abril de 2009, nº 10, pp. 40-41, onde se lê: "O Clube da Madrugada (...) é um movimento que transformou a cultura do Amazonas, em suas várias vertentes artísticas, retirando-a do marasmo em que anteriormente vegetava. Explico (...) a relação do Clube da Madrugada (...) com esta cidade de Brasília, onde funcionou certa "filial" do Clube [o Clube da Madrugada de Brasília]" (p. 40).
  • COUTINHO, Afrânio e SOUZA, J. Galante de. Enciclopédia de Literatura Brasileira, Vol. 1, Ministério da Cultura/Fundação Biblioteca Nacional-DNL (Departamento Nacional do Livro)/Global Editora/Academia Brasileira de Letras, São Paulo, 2001 (Verbete "Clube da Madrugada", p. 496).
  • SOUZA, Márcio. A expressão amazonense: do colonialismo ao neocolonialismo. Ed. Alfa-Ômega, São Paulo, 1977.
  • TUFIC, Jorge. Pequena antologia Madrugada. Edições Madrugada, Manaus, 1958.
  • TUFIC, Jorge. A nova geração de artistas e escritores do Amazonas. Jornal de Letras, maio de 1966, p. 8.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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