Convento de São Bento de Cástris

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Igreja e antigo convento de São Bento de Castris, Évora, Portugal (3584342133).jpg

O Convento de São Bento de Cástris é um monumento nacional situado na freguesia da Malagueira, no concelho de Évora, a cerca de 2 km das Portas da Lagoa, na direcção de Arraiolos.

O Mosteiro de São Bento de Cástris, da Ordem de Cister, é o mais antigo mosteiro feminino a sul do Tejo, tendo sido fundado em 1274, por D.Urraca Ximenes. Esta vasta casa religiosa, erguida no sopé do Alto de São Bento (miradouro da cidade de Évora), ficou na história da crise dinástica de 1383-1385. À época era abadessa do Mosteiro D.Joana Peres Ferreirim, dama da família da Rainha Leonor Teles, a quem o povo chamava a Aleivosa. Segundo a crónica de Fernão Lopes, a pobre abadessa, que se escondera na Catedral, durante os tumultos da revolução do Mestre de Avis, foi depois arrastada pela multidão, sendo tristemente morta na Praça do Giraldo.

Do ponto de vista arquitectónico o convento é muito valioso, marcado pelo manuelino, especialmente nas abóbadas manuelinas da igreja, no vasto claustro, sala do capítulo e refeitório. No exterior, a sobreposição dos vários telhados, pavilhões e campanários dão ao conjunto um aspecto muito pitoresco.

Após seis séculos de existência, a vida monástica no convento terminou em 18 de Abril de 1890, com a morte da última freira, Soror Maria Joana Isabel Baptista que contava 89 anos. Entrando na posse do estado serviu de Escola Agrícola durante alguns anos. Entre a década de 1960 e 2005 albergou a secção masculina da Casa Pia de Évora. A partir do segundo semestre de 2017, em um acordo firmado pela Direcção Regional de Cultura do Alentejo e a Comunidade Religiosa Internacional Cisterciense ( de monges brasileiros), a Casa da Capelania passará a ter a presença de Monges Cistercienses, que voltarão a oficiar na Igreja do Convento de São Bento de Cástris.

Actualidade[editar | editar código-fonte]

Presentemente o Mosteiro passa por um processo de revitalização dentro do programa SPHERA CASTRIS. Em 2017 a Casa da Capelania está sendo revitalizada pela Direcçâo Regional de Cultura do Alentejo para que possa voltar a ser habitada por Monges da Comunidade Religiosa Internacional Cisterciense, originária do Brasil. Espera-se que, com a chegada dos monges em 2017, a Igreja do Mosteiro possa vir a ser utilizada novamente para ofícios religios e sacramentais, inserindo novamento o Mosteiro na vida cultural e Religiosa de Évora.

Um dos sinos do Mosteiro foi roubado na madrugada de 6 de Março de 2011, tendo o imóvel, classificado Monumento Nacional, sido vandalizado[1].

Futuro[editar | editar código-fonte]

Promovido pela Direção Regional de Cultura do Alentejo, o projeto envolve um conjunto de entidades representativas do concelho de Évora e da Região, bem como várias entidades internacionais, na dinamização do Convento de São Bento de Cástris e da sua área envolvente. Dentre as entidades internacionais está a Comunidade Religiosa Internacional Cisterciense, de monges brasileiros, que integram o projeto na perspectiva de manter o caráter religioso originário do monumento.

No dia 22 de abril de 2015, aconteceu no Convento de São Bento de Cástris, em Évora, a cerimónia pública de lançamento do projeto Sphera Cástris – Southwest Park for Heritage and Arts.

Inaugurado em 1274 por D. Urraca Ximenes, São Bento de Cástris foi o mais antigo mosteiro feminino a sul do Tejo. Os cerca de cinco mil metros quadrados de construção irão ser objeto de obras de requalificação, para poderem acolher um pólo expositivo e um centro experimental das artes e património.

Pretende-se que o projeto, cujo investimento provém de fundos estruturais, através do programa Europa Criativa e de projetos científicos com a Universidade de Évora, dê origem a clusters empreseriais, laboratórios de desenvolvimento na área do património, residências artísticas e trabalhos de desenvolvimento agrícola. Espera-se que o cruzamento de ciência, património e arte contemporânea no espaço do Convento de São Bento de Cástris concorra para o desenvolvimento económico de Évora e da região.

Estiveram presentes na cerimónia de lançamento Jorge Barreto Xavier, Secretário de Estado da Cultura; Carlos Pinto de Sá, Presidente do Município de Évora; António Dieb, Presidente da CCDR Alentejo; e Ausenda de Cáceres Balbino, Vice-Reitora da Universidade de Évora, assim como o Prior Geral da Comunidade Religiosa Internacional Cisterciense, o monge Dom Guilherme Pontes Coelho, O. Cist.

Referências


Évora Património Religioso Brasão de Évora
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