Igreja de São Mamede (Évora)

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Igreja paroquial de São Mamede
Estilo dominante Maneirismo
Início da construção séculos XIII-XIV
Fim da construção século XVI
Função atual Religiosa
Religião Igreja Católica
Património
Classificação Internacional Abrangido por conjunto inscrito na Lista do Património Mundial da UNESCO
Classificação Monumento Nacional
Geografia
País Portugal
Cidade Évora
Coordenadas 38° N 9° O

A Igreja paroquial de São Mamede (séculos XIII-XIV; século XVI) é um monumento religioso dedicado a São Mamede situado na cidade de Évora, no Largo Evaristo Cutileiro, freguesia de São Mamede.

A igreja está integrada no Centro Histórico de Évora (classificado como Património Mundial da UNESCO); segundo a Lei n.º 107/2001, encontra-se classificada como Monumento Nacional.[1]

Historial / Características[editar | editar código-fonte]

A igreja teve fundação gótica, estando comprovada documentalmente desde o início do século XIV. O templo primitivo foi alvo de uma remodelação completa em meados do século XVI (reinado de D. João III), com transformação da nave, capelas laterais, complemento do coro e pórtico, estando a abóbada da nave terminada em 1546. Passou então a apresentar uma tipologia arquitetónica que alia elementos maneiristas e da arquitetura chã. A fachada, maneirista, é rematada, superiormente, por frontão triangular. Desconhece-se o autor da traça quinhentista, que poderá ter sido Diogo de Torralva.[1][2].

De planta retangular, a igreja tem uma só nave coberta por abóbada polinervurada revestida por pintura datada de 1691. Talvez ligada à oficina do pintor eborense Lourenço Nunes Varela, nesta pintura decorativa, muito ao gosto da época, "dominam laçarias, arabescos, serafins, aves, flores, frutos, máscaras que envolvem medalhões centrais ornamentados com o Cálice, a Hóstia Sagrada, emblemas alusivos a S. Mamede, de grande cenografia e cromatismo intenso". A igreja alberga ainda um notável conjunto de azulejaria seiscentista que cobre praticamente todo o interior e onde são utilizadas "composições de brutescos e de padrão, onde se destacam os de maçaroca, de grande originalidade e raridade, pois ao invés do que acontece frequentemente, utilizam o esmalte verde, bastante mais raro na azulejaria portuguesa do século XVII". O retábulo do altar-mor, neoclássico, em mármores de vários tons, é uma obra mais tardia.[1]

A Sala da Confraria do Santíssimo Sacramento (1564), nos anexos deste templo, apresenta um valioso conjunto de azulejaria da autoria de Gabriel del Barco (1699)[2]. "Revestindo totalmente as paredes da sala, vários painéis figurativos azuis e branco narram cenas bíblicas, destacando-se Moisés fazendo brotar a água da rocha, ou o Filho Pródigo e o Regresso do Filho Pródigo, de grande expressividade, rigor de desenho e variedade de tons de cobalto, resultando num conjunto de grande monumentalidade barroca".[1]

Referências

  1. a b c d Ana Maria Borges (2008). «Igreja de São Mamede». Direção-Geral do Património Cultural. Consultado em 16 de maio de 2016 
  2. a b Paula Amendoeira; Sara Cruz. «Igreja Paroquial de São Mamede / Igreja de São Mamede». Direção-Geral do Património Cultural. Consultado em 17 de maio de 2016 

Ver também[editar | editar código-fonte]