CryptoEscudo

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CryptoEscudo
Total de moedas 1 000 000 000
45% de moedas pré mineradas
Novos blocos gerados a cada 2 minutos
200 moedas por bloco
Dificuldade recalculada usando Kimoto's Gravity Well
Algoritmo Scrypt POW

O CryptoEscudo é uma moeda digital criptográfica, lançada a 25 de Março de 2014, por programadores portugueses. Foi desenhada a partir do protocolo das primeiras criptomoedas existentes, o Bitcoin e o Litecoin. Na origem da blockchain do CryptoEscudo, está um texto com datas de maior importância para Portugal. O texto que deu origem ao genesis block do CryptoEscudo é este: "1143.1385.1640.1910.1974."

Os seus fundadores, Eugénio Apolo e Ana Costa [1], definiram três objetivos a alcançar:

  1. Criar uma comunidade nacional e internacional de utilizadores de CryptoEscudo.
  2. Distribuir uma parte dos CryptoEscudos pré minerados pelos portugueses (residentes no país ou no estrangeiro).
  3. Alcançar uma valorização[2] progressiva do CryptoEscudo, até aos 1000 Euros, para conseguir pagar a dívida pública portuguesa (à data do lançamento da moeda) recorrendo às moedas pré mineradas reservadas para esse efeito.

A ideia baseia-se no pressuposto de que a distribuição da criptomoeda portuguesa, pelos portugueses, gere um interesse crescente e que a progressiva adoção desta moeda digital (CESC para abreviar) como forma de pagamento alternativa[3], contribua para a sua valorização ao longo do tempo.

O objetivo do projeto não é o da mera utilização em exchange nem a mera perseguição de qualquer desenvolvimento tecnológico por si só. O projeto pretende retirar da utilização e aplicação prática, todos os benefícios que a tecnologia blockchain (no ambito das criptomoedas) permitir (https://www.facebook.com/cryptoescudo/photos/a.1559098644315458.1073741828.1552153148343341/2475343902690923) - redução de custos, maior autonomia e inclusão financeira, maior privacidade ou total transparência.

O CryptoEscudo foi pensado para ser um pretexto para uma mudança positiva, quer a nível individual quer a nível coletivo. Um pretexto para iniciativas e mobilizações para além do individual, com a conjugação e envolvimento de várias vontades, competências e talentos para se ir concretizando todo o projeto.


O nome foi escolhido a pensar numa imediata identificação, por parte da população portuguesa, com a antiga moeda nacional o Escudo português. Este, tal como mencionado no site, pretende ser uma "referência de um percurso até ao presente e, que esperamos que seja agora, uma base de partida rumo a um futuro melhor".[4]
A distribuição aos portugueses, teve início a 25 de Abril de 2014. Uma data simbólica, que assinala os 40 anos da Revolução dos Cravos.

O site oficial da criptomoeda portuguesa pode ser visitado em cryptoescudo.pt.
Informação sobre como requisitar os 15 CryptoEscudos disponíveis para cada cidadão pode ser consultada aqui.

A 20 de janeiro de 2016, o CryptoEscudo realizou o seu primeiro referendo. Este foi o site criado para a votação https://www.cryptoescudo.pt/primeiroreferendo e esta a sua versão em Inglês https://www.cryptoescudo.pt/firstreferendum. A votação eletrónica foi feita com recurso à assinatura do endereço dos participantes.

A 11 de abril de 2018, na sequência de uma iniciativa de um jovem tradutor, ficou disponível uma versão chinesa do site oficial. Consulte aqui http://cryptoescudotalk.com/index.php/topic,4514.0.html o anúncio.

CryptoEscudo - Carteira em papel


Utilização[editar | editar código-fonte]

É uma moeda digital, criada (minerada é o termo correto) em computadores ou sistemas informáticos e que é utilizável entre carteiras, ou mais corretamente entre endereços CryptoEscudo, onde quer que estejam, no país ou no mundo.
Funciona numa rede P2P, do inglês Peer to Peer. É uma rede descentralizada, em que a comunicação e a troca de dados se fazem diretamente entre as partes, sem necessidade de recorrer a um nó centralizador. Cada elemento da rede é um nó auto-suficiente, capaz de funcionar simultaneamente, quer como cliente (quando faz pedidos a outro nó), quer como servidor (quando responde a outros nós da rede). Todas as transações são públicas e registadas numa espécie de livro de registos, chamado cadeia de blocos, onde todos podem consultar o endereço de partida, o endereço de chegada e o valor de cada movimento, mas onde nenhum dado pessoal dos intervenientes é divulgado, a menos que estes assim o desejem.
A segurança e a criação das moedas CryptoEscudo assentam na criptografia, tornando funcionalmente impossível a sua falsificação.
A utilização do CryptoEscudo é totalmente livre, sem qualquer tipo de registo prévio ou investimento. Todos os que tenham uma ligação à internet e uma carteira o podem usar.[5][6]

Tutoriais[editar | editar código-fonte]

Tutoriais sobre como começar a minerar ou mesmo uma lista de vocabulário, com termos próprios das criptomoedas, podem ser encontrados quer no site oficial quer no forum.

Comunidade[editar | editar código-fonte]

O aparecimento do CryptoEscudo gerou algumas iniciativas por parte da comunidade, nomeadamente a existência da primeira pool[7] desenvolvida por um português - para apoiar a mineração do CryptoEscudo - e de um forum[8], onde toda a comunidade se pode "reunir".
Outras iniciativas de apoiantes do CryptoEscudo, como a criação de uma comunidade no Google+ ou de um site para facilitar a compra dos CryptoEscudos por parte da população, foram lançadas.
Posteriormente, uma calculadora de mineração de CryptoEscudos e um faucet foram também criados, sendo que este último torna possível a todos os que no mundo falam a língua portuguesa obterem moedas grátis e experimentarem a sua carteira CryptoEscudo, mesmo que não tenham direito a receber os 15 CESCs.[9]
Não só em termos nacionais houve movimentações da comunidade em torno desta moeda digital. Pode ler-se no facebook do CrytpoEscudo que na sociedade brasileira, também já existe uma iniciativa de apoio à moeda digital portuguesa, CryptoEscudo.[10]

O CryptoEscudo na comunicação social[editar | editar código-fonte]

Desde o seu lançamento, o CryptoEscudo já foi notícia[11] em diversos meios, sobretudo portugueses, inclusivamente fazendo capa de jornal.[12]
A 3 de outubro de 2014 o criador do CryptoEscudo, Eugénio Apolo, participou na sessão "Liberdade e digital: A perspectiva empresarial" enquadrada no 3º encontro Presente no Futuro, promovido pela FFMS Fundação Francisco Manuel dos Santos[13].
A lista completa das notícias sobre o CryptoEscudo pode ser consultada aqui.

Uso do CryptoEscudo[editar | editar código-fonte]

A moeda tem carteira móvel, o que permite o seu uso em locais físicos na vida vida quotidiana de quem tem acesso a um telemóvel.

No site oficial da moeda estão listados os locais que estão a utilizar o CryptoEscudo como forma de pagamento na seção: Onde Usar CryptoEscudos.

Dado que nem todos os que aceitam pagamentos com CryptoEscudos, têm presença linkável para o site, existe no forum http://cryptoescudotalk.com/index.php/board,63.0.html, uma lista completa.


Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  1. Site oficial
  2. Gerador de endereços
  3. Forum
  4. Twitter oficial do CryptoEscudo
  5. Facebook oficial do CryptoEscudo
  6. Presença oficial do CryptoEscudo no Pinterest
  7. tek.sapo.pt/noticias/computadores
  8. igaming.org/cryptocurrencies/news
  9. ionline.pt/artigos/portugal
  10. jpn.c2com.up.pt/2014/06/02/moeda_virtual_portuguesa_quer_ajudar_a_pagar_a_divida_publica_nacional
  11. p3.publico.pt/actualidade/economia
  12. 3º Encontro Presente no Futuro da FFMS

Referências