Deficiência de ferro

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Deficiência de ferro
Classificação e recursos externos
CID-10 E61.1
CID-9 269.3
DiseasesDB 6947
MedlinePlus 000584
eMedicine med/1188

Deficiência de ferro (sideropenia ou hipoferremia) é a deficiência nutricional mais comum no mundo.[1][2][3] O ferro está presente em todas as células do corpo humano e é responsável por diversas funções vitais, como o transporte de oxigénio dos pulmões para os tecidos, sendo um componente essencial da proteína hemoglobina; o transporte de eletrões no interior das células na forma de citocromas; facilitar o uso e armazenagem de oxigénio mos músculos, enquanto componente da mioglobina; e é parte essencial de reações enzimáticas em vários tecidos. A insuficiência de ferro pode interferir com estas funções vitais e causar morbidade e morte.[4]

Em média, a quantidade total de ferro no corpo é de 3,8 g em homens e 2,3 g em mulheres. No plasma, o ferro é transportado intimamente ligado à proteína transferrina. Existem vários mecanismos que controlam o metabolismo do ferro no corpo e que o protegem contra a deficiência de ferro. O principal mecanismo regulatório situa-se no trato gastrointestinal. Quando a perda de ferro não é suficientemente compensada pela ingestão de ferro a partir da dieta, vai-se desenvolvendo ao longo do tempo um estado de deficiência de ferro ("deficiência de ferro latente").

Se este estado não for tratado, eventualmente causa anemia por deficiência de ferro, um tipo comum de anemia[5] A anemia é uma condição caracterizada por níveis anormais de glóbulos vermelhos (eritrócitos) ou hemoglobina no sangue. A anemia por deficiência de ferro ocorre quando o corpo não tem quantidade suficiente de ferro, o que provoca a diminuição da produção de hemoglobina. Como a hemoglobina é a proteína que se liga ao oxigénio, o fornecimento de sangue oxigenado aos tecidos fica diminuída. As crianças, as mulheres em idade fértil e as pessoas com uma dieta inadequada são os grupos mais suscetíveis à doença. A maior parte dos casos de anemia por deficiência de ferro são pouco graves, mas se não for tratada pode causar ritmo cardíaco irregular, complicações durante a gravidez e atraso no crescimento em crianças.[6]

Referências

  1. Centers for Disease Control and Prevention (2002). «Iron deficiency – United States, 1999–2000.». MMWR [S.l.: s.n.] 51: 897–9. 
  2. Hider, Robert C.; Kong, Xiaole (2013). «Chapter 8. Iron: Effect of Overload and Deficiency». In: Astrid Sigel, Helmut Sigel and Roland K. O. Sigel. Interrelations between Essential Metal Ions and Human Diseases. Metal Ions in Life Sciences 13 Springer [S.l.] pp. 229–294. doi:10.1007/978-94-007-7500-8_8. 
  3. Dlouhy, Adrienne C.; Outten, Caryn E. (2013). «Chapter 8.4 Iron Uptake, Trafficking and Storage». In: Banci, Lucia (Ed.). Metallomics and the Cell. Metal Ions in Life Sciences 12 Springer [S.l.] doi:10.1007/978-94-007-5561-1_8. ISBN 978-94-007-5560-4.  electronic-book ISBN 978-94-007-5561-1 Predefinição:Issn electronic-Predefinição:Issn
  4. Centers for Disease Control and Prevention (3 April 1998). «Recommendations to Prevent and Control Iron Deficiency in the United States». Morbidity and Mortality Weekly Report (MMWR) [S.l.: s.n.] 47 (RR-3): 1. 
  5. CDC Centers for Disease Control and Prevention (3 April 1998). «Recommendations to Prevent and Control Iron Deficiency in the United States». Morbidity and Mortality Weekly Report (MMWR) [S.l.: s.n.] 47 (RR3): 1. Consultado em 12 August 2014. 
  6. Centers for Disease Control and Prevention. «Iron and Iron Deficiency». Consultado em 12 August 2014.