Delmiro Gouveia

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Município de Delmiro Gouveia
Bandeira de Delmiro Gouveia
Brasão indisponível
Bandeira Brasão indisponível
Hino
Aniversário 14 de fevereiro de 1954 (63 anos)
Fundação 14 de fevereiro de 1954 (63 anos)
Gentílico delmirense
Padroeiro(a) Nossa Senhora do Rosário
Prefeito(a) Eraldo Cordeiro (PSD)
Localização
Localização de Delmiro Gouveia
Localização de Delmiro Gouveia em Alagoas
Delmiro Gouveia está localizado em: Brasil
Delmiro Gouveia
Localização de Delmiro Gouveia no Brasil
09° 23' 09" S 37° 59' 45" O09° 23' 09" S 37° 59' 45" O
Unidade federativa  Alagoas
Mesorregião Sertão Alagoano IBGE/2008[1]
Microrregião Alagoana do Sertão do São Francisco IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Pariconha, Água Branca e Olho d'Água do Casado (AL); Canindé de São Francisco (SE); Santa Brígida e Paulo Afonso (BA); Jatobá (PE)
Distância até a capital 304 km
Características geográficas
Área 607,813 km² [2]
População 51 997 hab. IBGE/2013[3]
Densidade 85,55 hab./km²
Altitude 256 m
Clima semi-árido Ash
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,612 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 266 563,194 mil IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 5 554,44 IBGE/2011[5]
Página oficial

Delmiro Gouveia (anteriormente Pedra) é um município e cidade do Estado de Alagoas, Brasil, localizado na Mesorregião do Sertão Alagoano, Microrregião Alagoana do Sertão do São Francisco, na latitude 9,38° S e longitude 37,99° O. Tem área de 605,395 km². Faz fronteira com os municípios alagoanos de Pariconha, Água Branca e Olho d'Água do Casado, e com os estados de Pernambuco, Sergipe e Bahia. Está localizada a 256 metros acima do mar. Foi elevado a município em 1952.

Delmiro Gouveia é o único município de Alagoas que faz divisa com a Bahia, e um dos dez únicos municípios brasileiros a fazerem divisa com três ou mais outros estados ou países ao mesmo tempo. Os demais são Acrelândia (AC), Barreiras do Piauí (PI), Carneirinho (MG), Caroebe (RR), Corumbá (MS), Laranjal do Jari (AP), Mateiros (TO), Oriximiná (PA) e Porto Velho (RO).

Tem um clima quente e seco e uma população acima de 50.000 habitantes. A economia baseia-se na indústria têxtil, comércio, agricultura e pecúaria.

História[editar | editar código-fonte]

A cidade tem esse nome em homenagem ao industrial cearense Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, responsável pela implantação na região de vários empreendimentos. As terras do atual município de Delmiro Gouveia, somadas às de Mata Grande, Piranhas e Água Branca, faziam parte das sesmarias que foram levadas a leilão, em Recife, no ano de 1769. O capitão Faustino Vieira Sandes, arrematador das terras, instalou uma fazenda de gado e, a partir daí, começaram a desenvolver-se os núcleos de povoamento. Os três irmãos da família Vieira Sandes foram os primeiros habitantes das terras onde hoje está situado o município, segundo consta nos registros da Prefeitura Municipal.

Entre os núcleos formados, estava o povoado de Pedra, assim denominado devido às rochas existentes no lugar. Esse povoado se constituiu a partir de uma estação da estrada de ferro de propriedade da empresa britânica Great Western Railway. O homem que transformou a história de toda a região somente chegou ao lugarejo no início do século XX, em 1903. Negociando com couros de bovinos e peles de caprinos, Delmiro Gouveia estabeleceu-se naquelas plagas. Para poder montar uma indústria de linhas, ele obteve a isenção de impostos. Conseguiu também uma concessão para explorar as terras áridas daqueles rincões, bem como para construir uma usina hidrelétrica, utilizando a energia de uma das várias cachoeiras do rio São Francisco presentes no município. Em 1913, começou a funcionar a usina hidrelétrica de Angiquinho, a segunda da América do Sul (a primeira foi a de Marmelos, em Minas Gerais), que fornecia energia elétrica para todo o vilarejo. A Companhia Agro-Fabril Mercantil, indústria que fabricava linhas de coser, foi instalada em 1914, atraindo muitos moradores para a região e trazendo o desenvolvimento.

A fábrica proporcionou grande geração de empregos, transformando aquela área na primeira vila operária do Sertão. Além da energia elétrica, a vila dispunha ainda de água encanada, telégrafo, telefone, tipografia, capela, cinema, lavanderias, fábrica de gelo, grandes armazéns de depósitos e escola para crianças e adultos. Os habitantes não pagavam pela água e pela luz consumidas, mas não podiam portar armas, nem consumir bebidas alcoólicas. Quem jogasse lixo nas ruas recebia uma multa, para conscientizar-se do seu erro e preservar a limpeza pública. As casas dos moradores tinham um alpendre largo na frente, ao estilo das construções italianas, e possuíam quatro cômodos. Grande foi o progresso e enorme a prosperidade da vila graças ao arrojado empreendimento, que concorria com poderosos grupos multinacionais.

Infelizmente, após o assassinato de Delmiro Gouveia, em 1917, os herdeiros não conseguiram manter a empresa por muito tempo. Em 1927, a firma pernambucana Menezes Irmãos e Cia. comprou as ações dos proprietários. Os novos empresários, sem o apoio necessário do governo, não conseguiram superar a crise financeira e restabelecer o funcionamento da fábrica. Enfim, em 1929, sem perspectivas de viabilidade, a fábrica e todos os acessórios foram vendidos à empresa britânica Machine Cottons (atualmente Coats Corrente no Brasil), que imediatamente mandou fechar e desmantelar a fábrica para eliminar a concorrência.

Em 1º de novembro de 1938, o decreto-lei 846 criou o distrito com o nome de Pedra, mais tarde renomeado Delmiro Gouveia pelo Decreto nº 2.909, de 30 de dezembro de 1943. Em 30 de março de 1941, foi criada a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, que hoje se encontra sob a jurisdição eclesiástica da Diocese de Palmeira dos Índios. O município conseguiu sua emancipação política ao ser criado pela Lei 1.623, de 16 de junho de 1952, desmembrado de Pão de Açúcar, mas tendo sido instalado apenas em 14 de fevereiro de 1954. O primeiro prefeito do município, Alfredízio Gomes de Menezes, nomeado pelo então governador Arnon de Mello, permaneceu à frente da prefeitura por apenas um ano.

Turismo[editar | editar código-fonte]

A principal atração do município é sua própria história, que pode ser pesquisada no Museu Delmiro Gouveia. Como beleza natural, a cidade ostenta parte do cânion do rio São Francisco. Entre as festividades, estão a festa da padroeira (outubro) e o carnaval.

Bairros da cidade[editar | editar código-fonte]

-Alto da Paz

-Área Verde

-Bairro Novo

-Bom Sossego

-Caibeirinhas

-Campo Grande

-Centro

-Chácaras

-Cidade Universitária

-Cohab Nova

-Cohab Velha

-Desvio

-Eldorado

-Matadouro

-Novo Horizonte

-Palmeirão

-Pedra Velha

-Ponto Chic

-São Miguel

-Vila 25

-Vila Operária

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «IBGE: Divisão Territorial/2008» 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Estimativa da População». Estimativa da população 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 22 de Março de 2013 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 4 de setembro de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto de Delmiro Gouveia 2011». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 22 de março de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]