Desastre do Hindenburg

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Em 6 de maio de 1937, um incêndio destruiu o Hindenburg no momento em que se preparava para pousar em Lakehurst nos Estados Unidos

O desastre de Hindenburg ocorreu em 6 de maio de 1937, em Lakehurst, Nova Jersey, Estados Unidos. O dirigível alemão de passageiros LZ 129 Hindenburg pegou fogo e foi destruído durante a sua tentativa de atracar com o seu mastro de amarração na Estação Aérea Naval de Lakehurst. A bordo estavam 97 pessoas (36 passageiros e 61 tripulantes); houve 36 mortes (13 passageiros e 22 tripulantes, 1 trabalhador no solo).

O gás de hidrogênio usado para mantê-lo no ar, altamente inflamável, foi inicialmente responsabilizado pelo enorme incêndio que tomou conta da aeronave e durou exatos trinta segundos. Logo após o evento, o governo alemão também sugeriu, de imediato, que uma sabotagem derrubara o grandioso zeppelin, que representava a superioridade tecnológica daquele país.[1][2][3] Ambas as afirmações iam-se mostrar, contudo, essencialmente incorretas após as investigações.[4]

O desastre foi o tema da cobertura de noticiários, fotografias e relatos do jornalista Herbert Morrison no campo de pouso, que foram transmitidos no dia seguinte.[5] Uma variedade de hipóteses foi apresentada para as causas do incêndio. O evento abalou a confiança do público na gigantesca aeronave rígida que transportava passageiros e marcou o fim abrupto da era dos dirigíveis.[6]

Investigação[editar | editar código-fonte]

Vídeo sobre o desastre do Hindenburg.

A comissão americana, que investigou o acidente junto com a companhia Zeppelin, atribuiu falha humana ao acidente. Uma brusca manobra momentos antes do pouso causou o rompimento de um dos tanques de hidrogênio e uma faísca dera a início à ignição.[4]

Investigações posteriores, mais detalhadas, realmente atrelaram a origem das chamas a faíscas elétricas que se desencadearam ao se lançar as amarras ao solo no processo de pouso, geradas pela descarga de energia eletrostática acumulada no dirigível; contudo culparam não o gás hidrogênio mas sim a própria estrutura do balão, construído com tecido de algodão impermeabilizado com acetato de celulose e recoberto com pó aglutinado de alumínio (a fim de conferir-lhe uma cor prateada permitindo o destaque da suástica) ligeiramente inflamáveis — pelo início e pela veloz propagação das chamas após iniciadas, essas vermelhas e amarelas, conforme relatos.[4]

O hidrogênio, que também contribuiu de forma indireta para o incêndio, queima com chama azulada, quase invisível.[4] Uma aeronave de dimensões idênticas, o LZ-130 Graf Zeppelin II, que substituiria o veterano LZ-127, chegou a ser construída por completo, mas foi desmontada em 1940, sem nunca ter operado regularmente.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «1937: Explosão do dirigível Hindenburg» (em alemão). Dw.de 
  2. «A tragédia do Hindenburg». Editora Abril. Aventuras na História (ed. 116). 27 páginas. 2013 
  3. Hinderburg Burns in Lakehusrt crash - 21 known dead, 12 missing, 64 escape - The New York Times - pág. 1 – 6 de maio de 1937
  4. a b c d Kruszlnicki, Karl – Grandes Mitos da Ciência – Editora Fundamentos - 1ª edição - São Paulo, SP – 2013 – ISBN 978–85-395-0164-9
  5. WLS Broadcast Of the Hindenburg Disaster 1937. Chicagoland Radio and Media Acessado em 7 de maio de 2015
  6. Craats 2009, p. 36.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Archbold, Rick (1994). Hindenburg: An Illustrated History. Toronto: Viking Studio/Madison Press. ISBN 0-670-85225-2 
  • Birchall, Frederick (1 de agosto de 1936). «100,000 Hail Hitler; U.S. Athletes Avoid Nazi Salute to Him». The New York Times 
  • Blackwell, Jon (2007). Notorious New Jersey: 100 True Tales of Murders and Mobsters, Scandals and Scoundrels. Piscataway, NJ: Rutgers University Press. ISBN 978-0-8135-4177-8 
  • Botting, Douglas (2001). Dr. Eckener's Dream Machine: The Great Zeppelin and the Dawn of Air Travel. New York: Henry Holt. ISBN 0-8050-6458-3 
  • Craats, Rennay (2009). USA: Past, Present, Future-Economy. New York: Weigl Publishers. ISBN 978-1-60596-247-4 
  • Deutsche Zeppelin-Reederei (1937). Airship Voyages Made Easy (16 page booklet for "Hindenburg" passengers). Friedrichshafen, Germany: Luftschiffbau Zeppelin G.m.b.H. 
  • Dick, Harold G.; Robinson, Douglas H. (1985). The Golden Age of the Great Passenger Airships Graf Zeppelin & Hindenburg. Washington, D.C. and London: Smithsonian Institution Press. ISBN 1-56098-219-5 
  • Duggan, John (2002). LZ 129 "Hindenburg": The Complete Story. Ickenham, UK: Zeppelin Study Group. ISBN 0-9514114-8-9 
  • Hoehling, A.A (1962). Who Destroyed The Hindenburg?. Boston: Little, Brown and Company. ISBN 0-445-08347-6 
  • Hoffmann, Peter; Harkin, Tom (2002). Tomorrow's Energy. Boston: MIT Press. ISBN 978-0-262-58221-6 
  • Lehmann, Ernst (1937). Zeppelin: The Story of Lighter-than-air Craft. London: Longmans, Green and Co. 
  • Majoor, Mireille (2000). Inside the Hindenburg. Boston: Little, Brown and Company. ISBN 0-316-12386-2 
  • Mooney, Michael Macdonald (1972). The Hindenburg. New York: Dodd, Mead & Company. ISBN 0-396-06502-3 
  • National Geographic (2000). Hindenburg's Fiery Secret (DVD). Washington, D.C.: National Geographic Video 
  • Toland, John (1972). The Great Dirigibles: Their Triumphs and Disasters. Boston: Courier Dover Publications. ISBN 978-0-486-21397-2 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Desastre do Hindenburg