Discussão:Potencial de ação

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Texto retirado[editar código-fonte]

O texto transcrito a seguir foi retirado do texto por um editor anónimo. Não sei qual a razão, pois não foi dada razão no sumário, e como não percebo do assunto, deixo o texto aqui para se for necessário restaurar o texto, ser mais fácil. GoEThe (discussão) 19h48min de 31 de Maio de 2008 (UTC)

Obs.: o trecho seguinte está "compactado" de modo a despoluir visualmente o contexto da página toda.

Potencial de ação cardíaco[editar código-fonte]

- No coração, há dois tipos de potencial de ação bem característicos para atender às necessidades desse órgão.


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Potencial de ação de resposta rápida[editar código-fonte]

- - O potencial de ação de resposta rápida é encontrado nos tecidos de condução do coração e nas fibras musculares responsáveis pela contração. Ele apresenta uma particularidade importante que é a presença de um platô. Isso é vantajoso porque, como o coração trabalha constantemente, uma freqüência máxima deve ser imposta. O platô aumenta o período refratário e protege o coração contra uma possível exaustão.

- - Quando o potencial de repouso de membrana (concentrações intracelulares altas de potássio, e baixas de sódio e cálcio), que gira em torno de – 90 mV, é alterado para o nível limiar, cerca de – 65 mV, as propriedades da membrana mudam drasticamente.[1]

- - O potencial cardíaco das fibras de resposta rápida se comporta como um potencial de ação normal até o fim da passagem rápida de sódio para dentro da célula, quando é ativada uma corrente transitória para fora de potássio, que gera a fase de repolarização precoce do potencial de ação cardíaco, devido à saída transitória de íons positivamente carregados.

- - A próxima fase do potencial de ação cardíaco é o platô, que é gerado pela entrada de íons de cálcio através de canais de cálcio, que são ativados mais lentamente do que os canais rápidos de sódio. Durante a porção “horizontal” do platô, o influxo de íons de cálcio é contrabalanceado pela saída de cargas positivas carregadas pelo potássio. Quando a saída de potássio excede a entrada de cálcio, tem inicio a fase de repolarização final. Um ponto importante é que se a corrente de saída de potássio fosse a mesma durante o platô e a repolarização, excederia em muito a entrada de cálcio e um platô sustentado não ocorreria, porém, à medida que o potencial de membrana se aproxima e atinge valores positivos, há uma redução da permeabilidade da membrana ao potássio e uma conseqüente diminuição na corrente de saída desse íon. Essa redução na permeabilidade da membrana ao potássio, tanto em valores positivos quanto menos negativos do potencial de membrana, é chamada retificação para dentro.

- - Ao final do platô, com a maior saída de potássio, o potencial de membrana vai ficando mais negativo, efeito que é acentuado pela inativação dos canais de cálcio e ativação de correntes de potássio, além da diminuição da retificação para dentro, até que se atinja o valor do potencial de repouso de membrana, quando as correntes se estabilizam.O restabelecimento das concentrações iônicas é feito por proteínas celulares especificas, sendo que o excesso de sódio é removido pela bomba de sódio e potássio, que ejeta três íons de sódio e absorve dois íons de potássio (essa diferença de três íons para dois gera uma corrente elétrica que contribui para o potencial de membrana e para o controle osmótico da célula, pois o sódio se liga a varias moléculas de água). Já o excesso de cálcio é eliminado principalmente pelo trocador de sódio e cálcio, que troca três íons de sódio por um de cálcio, alguns íons de cálcio são retirados da célula por uma bomba de cálcio.

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Potencial de ação de resposta lenta[editar código-fonte]

- - O potencial de ação de resposta lenta é encontrado no nó sinoatrial (marcapasso) e no nó atrioventricular. A função de marcapasso desse tipo de potencial é cumprida porque o seu potencial de repouso de membrana apresenta um valor maior em relação ao potencial de resposta rápida(o que facilita a despolarização) e porque ele apresenta uma fase chamada de despolarização diastólica.

- - Canais de sódio específicos, distintos dos canais rápidos de sódio são ativados durante a fase de repolarização do potencial de ação, conforme o potencial de membrana fica mais negativo que cerca de -50mV. Quanto mais negativo ficar o potencial de membrana ao término da repolarização maior será a ativação desses canais. Isso faz com que o potencial de membrana da fase de repouso siga uma trajetória ascendente até que eventualmente atinja o limiar. Essa fase é a já citada despolarização diastólica e é a responsável pela ritmicidade e consequente função de marcapasso dessas células.

- - Outra pecularidade dessas células é que a fase ascendente do potencial de ação não é gerado por canais rápidos de sódio(que são ausentes nelas) mas por canais lentos de cálcio que começam a se ativar no final da despolarização diastólica, isso tem como efeito uma fase ascendente ligeiramente maior(daí o nome potencial de ação de resposta lenta).