Dobutamina

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Estrutura química de Dobutamina
Dobutamina
Star of life caution.svg Aviso médico
Nome IUPAC (sistemática)
(RS)-4-(2-{[4-(4-hydroxyphenyl)butan-2-yl]amino}ethyl)benzene-1,2-diol
Identificadores
CAS  ?
ATC  ?
PubChem 36811
DrugBank DB00841
ChemSpider 33786
Informação química
Fórmula molecular C18H23NO3 
Massa molar 301.38 g/mol
SMILES Oc1ccc(cc1O)CCNC(C)CCc2ccc(O)cc2
Farmacocinética
Biodisponibilidade  ?
Metabolismo Hepático
Meia-vida 2 minutos
Excreção Renal
Considerações terapêuticas
Administração  ?
DL50  ?

Dobutamina é um simpaticomimético desenvolvido nos anos 70 que era usado para tratar a insuficiência cardíaca congestiva e o choque cardiogênico. Aumenta a força de contração e facilita a passagem do impulso elétrico pelo coração. Não deve ser usado em caso de isquemia, pois aumenta a demanda do coração por oxigênio. Nao é mais tao usada pelo risco de hipertensão, angina e arritmia fatal.[1]

Mecanismo de ação[editar | editar código-fonte]

É uma catecolamina sintética com efeitos mais proeminetes sobre receptores beta-1. Tem mais efeito inotrópico positivo que cronotrópico. Estimula diretamente os receptores beta-1 do coração, aumentando a contratilidade do miocárdio e o volume de ejeção, dando lugar a um aumento do gasto cardíaco. A irrigação sanguínea coronária e o consumo de oxigênio do miocárdio aumentam, já que aumenta a contratilidade do miocárdio. A resistência vascular periférica geralmente diminui (redução pós-carga); contudo a pressão arterial sistólica e a pressão do pulso podem permanecer invariáveis ou incrementar-se devido ao aumento do gasto cardíaco. A dobutamina reduz a elevada pressão de enchimento ventricular (redução da pré-carga) e facilita a condução no nó atrioventricular. Doses excessivas tem um efeito cronotrópico. O fluxo sanguíneo renal e o volume de urina podem estar melhores como resultado de um efeito dopaminérgico

Farmacocinética[editar | editar código-fonte]

  • Administração: via endovenosa
  • Metabolismo: Hepático a compostos inativos
  • Meia-vida: Aproximadamente 2 minutos
  • Início da ação: Em um período de 1 a 2 minutos, contudo podem ser requeridos até 10 minutos se a velocidade de infusão for lenta.
  • Duração da ação: Poucos minutos
  • Eliminação: Fundamentalmente renal como metabólitos

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Rang HP, Dale MM, Ritter JM, Flower RJ. Rang and Dale's Pharmacology.
  • Lilian Prates Behring, Solange Simas Correa

Referências

  1. Shen, Howard (2008). Illustrated Pharmacology Memory Cards: PharMnemonics. Minireview. p. 6. ISBN 1-59541-101-1.