Doença gastrointestinal

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Visão Geral do Sistema digestivo.
As doenças gastrointestinais ou distúrbios gastrointestinais são aqueles que acometem os órgãos do sistema digestivo ( esôfago,estômago, intestino delgado, intestino grosso, cólon, reto e ânus) e órgãos acessórios da digestão, como o pâncreas, o fígado e a vesícula biliar.

Dentre outros sintomas, tais doenças podem ser acompanhadas de fortes dores, resultantes da inflamação ou até mesmo deterioração de alguns dos órgãos do sistema digestivo. O diagnóstico só pode ser emitido através de cuidadosa análise dos antecedentes do paciente, visto que através de uma simples consulta, não se pode diagnosticar a precisão da enfermidade.

Parte dos tratamentos resulta numa cirurgia, no qual a região infectada, deve ser removida, e o paciente submetido a um determinado período de repouso, além de ser acompanhado com uma dieta equilibrada e balanceada, diagnosticada de acordo com a gravidade da situação.

Distúrbios do Esôfago[editar | editar código-fonte]

Acalasia e Megaesôfago[editar | editar código-fonte]

A acalasia é uma infecção em que o esfíncter esofágico inferior é incapaz de relaxar durante a deglutição. Como consequência, a passagem do alimento do esôfago para o estômago é impedida. Estudos patológicos constataram a ocorrência de lesão da rede neural do plexo mioentérico nos terços inferiores do esôfago. Como consequência a musculatura da porção inferior do esôfago permanece em contração espástica, e o plexo mioentérico perde a capacidade de transmitir sinal para induzir o "relaxamento receptivo" do esfíncter gastroesofágico quando o alimento se aproxima dele durante o processo da deglutição.[1]

Distúrbios do Estômago[editar | editar código-fonte]

Gastrite[editar | editar código-fonte]

A gastrite refere-se à inflamação na mucosa gástrica. A gastrite crônica, leve a moderada, é extremamente comum a população como um todo, sobretudo nos anos mais avançados da vida adulta.

A inflamação da gastrite pode ser apenas superficial e, portanto, não muito prejudicial, ou pode penetrar, profundamente, na mucosa gástrica e em muitos casos de longa duração, provocar atrofia quase completa da mucosa gástrica. Em alguns casos, a gastrite pode ser aguda e grave, com escoriação ulcerativa da mucosa gástrica pelas próprias secreções pépticas do estômago.[2]

Úlcera Péptica[editar | editar código-fonte]

A úlcera péptica é uma área de escoriação da mucosa, causada, principalmente, pela ação digestiva do suco gástrico. Na figura ao lado mostra os pontos do trato gastrointestinal onde as úlceras pépticas aparecem com mais frequência, revelando, assim, que os primeiros centímetros do duodeno constituem o local mais comum. Além disso, as úlceras pépticas surgem frequentemente ao longo da pequena curvatura do antro do estômago ou, mais raramente, na extremidade inferior do estômago, onde os sucos gástricos muitas vezes refluem.

Distúrbios do Intestino Delgado[editar | editar código-fonte]

Insuficiência Pancreática[editar | editar código-fonte]

Incapacidade do pâncreas de secretar seu suco no intestino delgado constitua causa grave de digestão anormal. Com frequência, ocorre perda da secreção pancreática.

Pancreatite[editar | editar código-fonte]

Pancreatite refere-se à inflamação do pâncreas, podendo ocorrer na forma de pancreatite aguda ou pancreatite crônica. A causa mais comum da pancreatite é o consumo de álcool, enquanto a segunda causa mais frequente consiste no bloqueio da papila de Vater por cálculo biliar.

Distúrbios do Intestino Grosso[editar | editar código-fonte]

Constipação ou obstipação[editar | editar código-fonte]

A constipação intestinal, obstipação ou prisão de ventre refere-se ao lento movimento das fezes ao longo do intestino grosso. Com frequência, está associada a grandes quantidades de fezes secas e endurecidas no cólon descendente, que se acumulam devido ao longo tempo disponível para absorção de líquido.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Flemstrom G. Garner A., Alle A. (1993). gastroduodenal mucosal protection. [S.l.: s.n.] pp. 73:823 
  2. MJ, Blaser (1996). the bacteria behind ulcers. [S.l.: s.n.]