Edson Cavalcante Queiroz

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Edson Cavalcante Queiroz
Nascimento 1950
Recife
Morte 5 de outubro de 1991 (41 anos)
Cidadania Brasil
Ocupação ginecologista

Edson Cavalcante Queiroz (Recife, 23 de agosto de 1950 - 5 de outubro de 1991) foi um médico ginecologista e médium brasileiro.

Destacou-se pela prática de cirurgias espirituais atribuídas ao espírito do Dr. Fritz na sucessão de José Arigó e dos irmãos Oscar e Edivaldo Wilde.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Infância e Juventude[editar | editar código-fonte]

Desde criança, Queiroz manifestava dons mediúnicos, afirmando ser visitado pelo espírito de sua bisavó, o que não o deixava dormir, e brincar com pessoas que apenas ele enxergava. Mais tarde percebia índios e caboclos, confundindo-os com seres vivos.[carece de fontes?]

No primeiro ano na Faculdade de Medicina, dissecou o cadáver de um homem negro. O espírito desse homem não gostou de ter o seu corpo retalhado pelo estudante, e passou a aparecer-lhe à noite, mostrando-lhe os grandes braços e mãos. Assustado com essas visões, Queiroz procurou auxílio junto a um centro espírita, obtendo orientação para o espírito, que desse modo parou de incomodá-lo.[carece de fontes?]

De acordo com o próprio médium, ele jamais desejou se dedicar à Medicina: preparava-se para o Vestibular de Engenharia, quando um médium o procurou para transmitir-lhe uma mensagem do plano espiritual: deveria dedicar-se à área de Saúde. Obediente, Edson desistiu de seu sonho e ingressou no curso de Medicina, especializando-se em Ginecologia.[carece de fontes?]

A prática mediúnica[editar | editar código-fonte]

Em 1979 começou a incorporar o espírito do Dr. Fritz, que, como a Arigó, lhe trouxe reconhecimento e fama: com o aumento do afluxo de pacientes no centro espírita em que atendia em Recife, a sua equipe ampliou-se até ao número de 80 pessoas atendendo o trabalho burocrático.[carece de fontes?]

Apresentou-se no VIII Congresso Brasileiro de Jornalistas e Escritores Espíritas de 1982 em Salvador, na Bahia,[carece de fontes?] e em 31 de março e 1 de abril de 1983 em São Paulo, a convite da Federação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP).[carece de fontes?]

O programa da TV Bandeirantes 3.ª Visão, em seu 2.º episódio (3 de abril de 1987), apresentado por Luiz Antonio Gasparetto, exibiu cirurgias espirituais do Dr. Fritz através do médium, filmadas no centro espírita Grupo da Fraternidade Irmão Altino (Guaratinguetá/SP), em 1983.[carece de fontes?]

Neste período as formas de tratamento praticadas pelo Dr. Fritz eram diversificadas:[carece de fontes?]

  • alguns pacientes recebiam receitas dos medicamentos que deveriam tomar;
  • outros eram tratados espiritualmente, à distância;
  • uma boa parte era encaminhada ao Departamento de Passes;
  • as cirurgias espirituais eram efetuadas em dias marcados, em grupos de até cem pessoas.

As cirurgias eram efetuadas com grande rapidez, caracterizadas por escasso sangramento, cortes fechados sem suturas e as pessoas raramente sentiam dor. Por vezes eram utilizadas agulhas, através das quais era desmaterializada qualquer substância estranha no interior do local, muitas vezes rematerializada em seguida, do lado de fora do corpo do paciente. Em outras ocasiões, o material sólido liquefazia-se, escorrendo gota a gota pela agulha. Segundo informado pelo Dr. Fritz, o tratamento com agulhas era utilizado nos pacientes que apresentavam problemas espirituais, obsessivos ou de ordem moral.[carece de fontes?]

Uma das características que mais chamavam a atenção no trabalho com o Dr. Fritz, à semelhança do que acontecera com José Arigó, era a aparente falta de assepsia durante os procedimentos. Queiroz chamava esse fenômeno de "fritzação", que descrevia como a inativação da patogenicidade dos micróbios. A rapidez com que o processo de cicatrização ocorria comprovaria esse processo.[carece de fontes?]

Um último aspecto, além da capacidade de diagnóstico, medicação e cirurgia, era a capacidade que o médium apresentava em transferir para alguém de sua escolha, parte de sua capacidade mediúnica.[carece de fontes?]

Não existem estatísticas com relação ao trabalho mediúnico de Edson Queiroz, que se afirma chegava a atender centenas de pessoas por dia na Fundação Espírita Adolph Fritz, em Recife.[carece de fontes?]

O médium percorreu todos as cidades do estado de Pernambuco, e estendeu a sua atividade a outros estados do país, assim como a diversos países da América Latina como a Argentina, a Bolívia, o Paraguai, e o Uruguai.[carece de fontes?]

Na Europa esteve na Alemanha, na França e na Itália.[carece de fontes?] Na Suíça participou do Congresso Astra, onde fez várias cirurgias no palco do evento, diante de milhares de participantes.[carece de fontes?] Foi declarado "Mestre da paranormalidade" por médiuns das Filipinas.[carece de fontes?]

Na América do Norte apresentou-se em Nova Iorque, Miami, São Francisco e Palo Alto (Califórnia).[carece de fontes?]

Problemas com a Justiça e o seu assassinato[editar | editar código-fonte]

Um único paciente terá falecido após ser operado pelo Dr. Fritz pela mediunidade de Edson Queiroz: segundo testemunhas, tratava-se de um caso já desenganado, e que a Medicina convencional se recusara a tratar.[carece de fontes?]

Em 1983, o Conselho Regional de Medicina do Ceará acusou Cavalvante Queiroz e prática ilegal da Medicina o que resultou na cassação de seu registro profissional. Dois anos depois foi absolvido, no entanto. [1]

Outros processos, pela mesma acusação e por charlatanismo, quase levaram à cassação do seu registro profissional, mas Queiroz não parou o seu trabalho com os Espíritos. Veio a ter morte trágica - assassinado a facadas por seu caseiro, José Ricardo da Silva[2] -, o que acabou reforçando a lenda em torno da entidade e seus médiuns.[carece de fontes?]

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Uma rua na cidade de Curitiba, capital do estado do Paraná, recebeu o seu nome.[3]

Referências

  1. «Ne Notícias - COLUNISTAS - MÉDIUM ARAN/Dr. Fritz: A visão de um membro da Igreja Batista da Graça». nenoticias.com.br. Consultado em 7 de maio de 2010. Arquivado do original em 5 de abril de 2009 
  2. Alegadamente em legítima defesa. Verː Vigilante que matou Edson Queiroz depõe, in "JC On-line", disponível em http://www2.uol.com.br/JC/_1998/0710/cd0710h.htm Consultado em 23 mar 2017.
  3. "Lei Ordinária n.º 7931/1992 de 18 mai 1992 - Denomina de Edson Cavalcante Queiroz e outros, logradouros públicos da Capital, ainda não nominados", in Leis Municipais / Paraná / Curitiba. Disponível em https://leismunicipais.com.br/a/pr/c/curitiba/lei-ordinaria/1992/793/7931/lei-ordinaria-n-7931-1992-denomina-de-edson-cavalcante-queiroz-e-outros-logradouros-publicos-da-capital-ainda-nao-nominados-1992-05-18.html Consultado em 23 mar 2017.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • DUBUGRAS, Elsie. Um fim trágico para Edson Queiroz. São Paulo: Revista Planeta, n° 230, novembro de 1991, p. 47-49.
  • TOURINHO, Nazareno. Edson Queiroz, o novo Arigó dos espíritos (2a. ed.). São Bernardo do Campo (SP): Correio Fraterno, 1991. 200p. il.
  • NUÑEZ, Sandra. A Pátria dos Curadoresː Uma História da Medicina e da Cura Espiritual no Brasil. São Pauloː Pensamento, 2013. 216p.

Ver também[editar | editar código-fonte]