Edson Nery da Fonseca

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Edson Nery da Fonseca
Retrato de Edson Nery em sua residencia em Olinda.
Nascimento Edson Nery da Fonseca
6 de dezembro de 1921
Recife
Morte 22 de junho de 2014 (92 anos)
Olinda
Nacionalidade  Brasileira
Ocupação Bibliotecário, professor e escritor
Principais trabalhos
  • A biblioteconomia brasileira no contexto mundial
  • Introdução à biblioteconomia
  • Ramiz Galvão, bibliotecário e bibliógrafo

Edson Nery da Fonseca (Recife, 6 de dezembro de 1921 - Olinda, 22 de junho de 2014) foi um bibliotecário e professor universitário brasileiro.

A vida de Edson Nery da Fonseca se confunde com a história da biblioteconomia brasileira. Foi fundador de cursos de biblioteconomia de graduação e pós-graduação; participou também da fundação da Universidade de Brasília (UnB), onde foi responsável pela implantação da Biblioteca Central, e do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD), hoje Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT).

Em 1995, pela UnB, foi-lhe concedido o título de professor emérito, por ter alcançado uma posição eminente em atividades universitárias, ou seja, se destacou sobremaneira em sua área de atuação.

Uma de suas obras: A Biblioteconomia brasileira no contexto mundial, editada em 1979 pelo Instituto Nacional do Livro.

Filho do comerciante Inácio Nery da Fonseca e Maria Luíza Nery da Fonseca, viveu, a partir de 1991, em Olinda. Dedicou-se a conferências e à publicação de livros voltados principalmente para a área da biblioteconomia e também sobre a vida e a obra de Gilberto Freyre.

Cronologia de Edson Nery da Fonseca[editar | editar código-fonte]

  • 1930-1941: curso primário e secundário.
  • 1946: aos 25 anos é nomeado, pela Prefeitura Municipal do Recife, para a Diretoria de Documentação e Cultura (DDC), sendo esse o estímulo necessário para a matrícula no Curso de Biblioteconomia da Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro, sendo diplomado no ano seguinte.
  • 1948: retorna ao Recife onde, pela DDC, funda o primeiro curso de biblioteconomia do Nordeste, que dirige até 1951, quando é dispensado pela universidade por ter escrito o artigo “Verdades incômodas”, publicado no Diário de Pernambuco; dirigiu a reforma das bibliotecas da Faculdade de Direito e da Escola de Engenharia.
  • 1954: transfere-se para o Rio de Janeiro onde organiza e dirige o Departamento de Bibliografia do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD); anteriormente a isso chefiou a Biblioteca Demonstrativa Castro Alves, no Rio de Janeiro, e foi bibliotecário do Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP).
  • 1962-1965: é convidado a integrar o corpo docente da nova Universidade de Brasília (UnB) como professor associado em regime de tempo parcial, para ministrar metodologia aos mestrandos na área de letras, Artes e Ciências Humanas, quando em 1965 torna-se professor titular, organizando e dirigindo o curso de biblioteconomia.
  • 1966: organiza e dirige na UnB a Faculdade de Biblioteconomia e Informação Científica.
  • 1972: passa a dirigir a Faculdade de Estudos Sociais Aplicados da Universidade de Brasília, até 1978.
  • 1980-1987: requisitado para atuar na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj, Recife). Inicia as funções como primeiro superintendente do Instituto de Documentação. Em 1982 é nomeado Coordenador de Assuntos Internacionais da Fundação, onde de 85 a 86 assume o cargo de assessor da presidência vindo a ser dispensado em 1987. Exatamente em 1987 foi nomeado assessor do presidente José Sarney.
  • 1988: é designado pelo presidente da República para compor a Comissão Especial responsável pela preservação dos documentos integrantes do acervo privado da Presidência onde trabalha até 1990.
  • 1991: aos 70 anos, aposenta-se compulsoriamente como professor da UnB.
  • 1995: Foi agraciado com o título de professor emérito pela UnB.
  • Falece aos 92 anos, por complicações causadas por infecções urinárias e pulmonares, cerca das 7h 30min de 22 de junho de 2014 [1]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ser ou não ser bibliotecário e outros manifestos contra a rotina por Edson Nery da Fonseca (Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal, 1988).

Três conceitos de tempo na poética bandeiriana por Edson Nery da Fonseca (Governo do Estado de Pernambuco, Secretaria de Turismo, Cultura e Esportes/FUNDARPE, 1989).

O Recife de Manuel Bandeira por Edson Nery da Fonseca (Pool Editorial, 1986).

Problemas brasileiros de documentação por Edson Nery da Fonseca (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, 1988).

A biblioteca escolar e a crise da educação por Edson Nery da Fonseca (Livraria Pioneira Editora, 1983).

Um livro completo meio século por Edson Nery da Fonseca (Editora Massangana, Fundação Joaquim Nabuco, 1983).

Gilberto Freyre de A a Z por Edson Nery da Fonseca (Ministério da Cultura, Fundação Biblioteca Nacional, Departamento Nacional do Livro, Zé Mario Editor, 2002).

O Recife revisitado por Edson Nery da Fonseca (EDUFRN, Editora da UFRN, 2002).

Alumbramentos e perplexidades por Edson Nery da Fonseca (ARX, 2002).

A biblioteconomia brasileira no contexto mundial por Edson Nery da Fonseca (Edições Tempo Brasileiro, em convênio com o Instituto Nacional do Livro, Ministério da Educação e Cultura, 1979).

Distrito Federal por Edson Nery da Fonseca (Bloch Educação, 1976).

Conservação de bibliotecas e arquivos em regiões tropicais por Edson Nery da Fonseca (Edições ABDF, 1975).

O Grande sedutor: escritos sobre Gilberto Freyre de 1945 até hoje (Cassará Editora, 2011)

Problemas de comunicação da informação cientifica por Edson Nery da Fonseca (Thesaurus Editora, 1973).

Bibliografia de obras de referencia pernambucanas por Edson Nery da Fonseca (Imprensa Universitária, 1964).

Bibliotecas e Bibliotecários da província por Edson Nery da Fonseca (Ministério da Educação e Cultura, Serviço de Documentação, 1959).

Ramiz Galvão, bibliotecário e bibliógrafo por Edson Nery da Fonseca (Livraria São Jose, 1963).

Universidades, bibliotecas e museus por Edson Nery da Fonseca (1964).

Ser ou não ser bibliotecário por Edson Nery da Fonseca (Gráfica Piloto da UnB, 1966).

Em torno de Gilberto Freyre por Edson Nery da Fonseca (Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, 2007).

Introdução à biblioteconomia por Edson Nery da Fonseca (Briquet de Lemos, 2007).

Poemas Religiosos e Alguns Libertinos organizado por Edson Nery da Fonseca (Manuel Bandeira, Cosac & Naify, 2007).

Três Histórias mais ou menos inventadas organizado por Edson Nery da Fonseca (Gilberto Freyre, UNB, 2003).

Sub Specie Aeternitatis Vida Monástica no Brasil e no Mundo (Edson Nery da Fonseca; Editora Arx)

Edson Nery da Fonseca e Gilberto Freyre[editar | editar código-fonte]

Edson Nery da Fonseca e Gilberto Freyre cultivaram uma amizade de mais de quarenta anos. Assim como Edson Nery da Fonseca, Gilberto Freyre era pernambucano, nascido no Recife em 1900, faleceu aos oitenta e sete anos. Os longos anos de estudo das obras de Freyre e a aproximação e convivência entre ambos renderam a Nery da Fonseca o título de Gilbertólogo, ou Gilbertófilo como ele prefere ser denominado. A amizade entre os dois também rendeu um compadrio, Edson Nery da Fonseca, o “tio Gigante”, foi o escolhido por Fernando, filho de Freyre, para ser seu padrinho de crisma.

Referências e Notas[editar | editar código-fonte]

Biblioteca Comunitária (Universidade Federal de São Carlos) – disponível em http://www.bco.ufscar.br/cgi-bin/wxis.exe?IsisScript=phl.xis&cipar=bco.cip&lang=por. Acesso em; 20 de junho de 2009.

CASTRO, César Augusto. História da Biblioteconomia brasileira: perspectiva histórica. Brasília: Thesaurus, 2000, 287p.

Festa Literária Internacional de Paraty – Disponível em: http://www.flip.org.br/programacao_2009.php?programacao=autores&id=475&ano=2009. Acesso em: 18 de junho de 2009.

FONSECA, Edson Nery da. A biblioteca escolar e a crise da educação. São Paulo: Pioneira, 1983, 20p.

FONSECA, Edson Nery da, 1921-. Introdução a Biblioteconomia. São Paulo: Pioneira, c1992. 153 p. -- (Manuais de Estudo)

FONSECA, Edson Nery da, 1921-. Bibliometria: teoria e pratica. Edson Nery da Fonseca (Org.). Alda Baltar (Trad.). São Paulo: Cultrix, 1986. 141 p.

FONSECA, Edson Nery da. Ler ou não ler todos os livros. R. Biblioteconomia. Brasília, jan./jun. 1974. Disponível em: <http://164.41.105.3/portalnesp/ojs-2.1.1/index.php/RBB/article/view/56/41>. Acesso em: 13 jun. 2009.

FREYRE, Fernando de Mello. Um devoto dos livros. In: MOTTA, Antonio; VERRI, Gilda Maria Whitaker (orgs.). Interpretação de Edson Nery da Fonseca. Recife: Bagaço, 2001. p. 165-172

FREYRE, Gilberto. Ressurreição de uma biblioteca. . In: MOTTA, Antonio; VERRI, Gilda Maria Whitaker (orgs.). Interpretação de Edson Nery da Fonseca. Recife: Bagaço, 2001. p. 38-39

FREYRE, Gilberto. Casa-grande & senzala. São Paulo: Círculo do livro, 1986. p. 26.

Fundação Joaquim Nabuco – disponível em http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=1364&textCode=10066&date=currentDate. Acesso em: 18 de junho de 2009.

GIUCCI, Guillermo. Edson Nery da Fonseca e Gilberto Freyre. In: MOTTA, Antonio; VERRI, Gilda Maria Whitaker (orgs.). Interpretação de Edson Nery da Fonseca. Recife: Bagaço, 2001. p. 194-200.

KASSAB, Álvaro. Gilberto Freyre: 104, acima do bem e do mal. Jornal da Unicamp. Campinas, p. 5-8, 13 a 19 de setembro de 2004.

SANTOS, Nelson Pereira dos. Em cena: o ator. In: MOTTA, Antonio; VERRI, Gilda Maria Whitaker (orgs.). Interpretação de Edson Nery da Fonseca. Recife: Bagaço, 2001. p. 215-216.

VILLON, Victor: O Mundo Português que Gilberto Freyre Criou, seguido de Diálogos com Edson Nery da Fonseca. Rio de Janeiro, Vermelho Marinho, 2010.

Referências[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]