Educador social

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Educador Social
Nome
Técnico superior de educação social, educação social, trabalhador social
Tipo
Social
Setor de atividade
Escolas, hospitais, centros de acolhimento, comissões de proteção, lares de idosos, centros de dia, ONG, instituição particular de solidariedade social (IPSS), câmaras municipais, juntas de freguesia, estabelecimentos prisionais.
Competências
Social, ética
Educação requirida
Licenciatura em educação social, artes cênicas e pedagogia.
Campos de trabalho
Crianças, jovens, adultos e idosos em situação vulnerável, mediação, toxicodependências

Educador Social é um profissional que utiliza ferramentas pedagógicas para intervir nas problemáticas dos indivíduos. Este é responsável por atividades pedagógicas, que visam a promoção e a integração social de pessoas em situação de risco, excluídas ou em vulnerabilidade social.

Por este profissional ser da área social, trabalha em conjunto, com enfoque no indivíduo, por este motivo deve ter uma boa capacidade de se integrar em equipes multidisciplinares, muitas vezes compostas por assistentes sociais, psicólogos, professores, entre outros.

História[editar | editar código-fonte]

A educação social surge em Portugal nos finais da década de setenta, través de cursos de nível técnico com duração de um ano e meio a dois anos. Nos finais da década de oitenta, começaram a surgir cursos de educação social, de nível superior (bacharelado), com a duração de três anos, lecionados nas Escolas Superiores de Educação, como é o caso da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto. Inicialmente, o curso técnico e o superior de educação social, tinham como finalidade desenvolver atividades recreativas para os indivíduos aos quais intervinha, abrangendo tanto crianças, adultos e idosos, sendo este tipo de metodologia e intervenção muito semelhante à utilizada na animação social, cultural e recreativa. Acontecendo certas confusões entre o papel de um animador social ou cultural e o do verdadeiro papel do educador social.

Posteriormente, em 1996, foi homologada a primeira licenciatura em educação social, desenvolvida pela Universidade Portucalense Infante D. Henrique (UPT), no Porto. A partir desse momento, escolas superiores públicas e as universidades privadas começaram a ter mais ofertas nessa licenciatura.[1]

Competências[editar | editar código-fonte]

O papel do educador social está intrinsecamente ligado a uma perspetiva educativa, muito distanciado do registo assistencialista. Neste sentido, ganha cada vez mais consenso a expressão “profissionais do trabalho social e educativo”, que enfatiza o compromisso educativo, no trabalho social, exercido por este profissional. A educação social é uma forma de intervenção socioeducativa (ou ajuda educativa) a pessoas ou grupos em situação de maior vulnerabilidade social, ou em situação de risco. A ciência base da educação social é a pedagogia social, conferindo a essa profissão uma maior fidedignidade. Neste sentido, o exercício profissional da educação social requer dos seus profissionais uma formação rigorosa, inicial e contínua, que permita incorporar novos saberes e adquirir uma postura favorável para adaptar-se a novos desafios e realidades. A educação social deve acompanhar as políticas sociais e participar permanentemente na negociação do contrato social.[2]

O educador social baseia o seu papel profissional na abordagem entre o indivíduo e o meio, em que o educando adquire as ferramentas necessárias para assumir a autonomia de vida, através de projetos educativos, desenvolvidos em conjunto entre educador social e educando, com o objetivo primordial de aumentar competências.[3] O educador social orienta toda a sua conduta pela sua ética pessoal e pauta-se pelo código deontológico profissional, código esse, que deve ser entendido como uma forma de promover a postura reflexiva em torno de um conjunto de princípios e regras, que devem auto-regular as práticas profissionais do técnico superior de educação social, como refere o código deontológico desse profissional:

O objetivo da criação de um código deontológico para o educador social visa essencialmente o reconhecimento dessa profissão como sendo possuidora de um caráter pedagógico, que é exercida em contextos sócio-educativos, tendo como base de intervenção a criação de técnicas mediadoras e projetos educativos comunitários, que são da competência profissional do técnico superior de educação social. No dia 2 de outubro, comemora-se o dia internacional do educador social.[5]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Sua atuação não está restrita às escolas podendo ser exercida, por exemplo, em hospitais,[6] dando suporte e oportunidades para mulheres, negros, indígenas e homossexuais.[7] Entre as atividades a cargo do educador social estão as ações de incentivo à leitura e monitoramento do bem estar dos estudantes.[8].

A educação não formal e o educador social são bases importantes no exercício da cidadania e agem nas demandas de:

a) Educação para justiça social.

b) Educação para direitos (humanos, sociais, políticos, culturais etc.).

c) Educação para liberdade.

d) Educação para igualdade.

e) Educação para democracia.

f) Educação contra discriminação.

g) Educação pelo exercício da cultura, e para a manifestação das diferenças culturais.[9]

O educador social precisa estar preparado psicológica e fisicamente para lidar com diversos casos e problemas, com pessoas desprovidas de atenção e geralmente carentes de valores morais. Tendo que entender e integrar uma diversidade de pessoas de diferentes grupos sociais, com o intuito de gerar uma totalidade, o educador social deve contribuir para o melhoramento e transformação da sociedade através de projetos e atividades, de modo a que prepare o indivíduo para conviver em sociedade, respeitando e lidando com regras, vivendo junto com seus companheiros, independentemente de ser um membro de sua escola, família ou comunidade. [10]

No Brasil o dia do educador social é comemorado a 19 de setembro, no aniversário de nascimento de Paulo Freire.[11].

Referências

  1. Educadores sociais: Uma identidade profissional em construção (pág.8-9). APTSES. Página visitada em 22 de março de 2017
  2. A educação social em Portugal (PDF). Periódicos Grupo Tiradentes. Página visitada em 22 de março de 2017
  3. Weber, Philippe (2011). Dinâmicas e práticas do trabalhador social. Rua da Restauração 365, 4099-023 Porto: Porto Editora. p. 82. ISBN 978-972-0-34859-3 
  4. «Codigo Deontologico». Ebah-Académico. Consultado em 22 de março de 2017 
  5. «V Congresso Internacional de Educação Social». Politécnico de Leiria. Consultado em 22 de março de 2017 
  6. Telmário Mota defende a regulamentação da profissão de educador social. JusBrasil
  7. Aprovada pela CCJ regulamentação da profissão de educador social. Agência Senado, 4 de novembro de 2015
  8. Cargo de Educador Social Catho
  9. Gohn, Maria. «Educação não-formal, educador(a) social e projetos sociais de inclusão social». Meta: Avaliação | Rio de Janeiro, v. 1, n. 1, p. 28-43, jan./abr. 2009 
  10. Serrano, Gloria Pérez [s/d] – Pedagogia Social-Educação Social _Construção cientifica e intervenção prática
  11. 19 de setembro: dia do Educador Social. FEAG, 19 de setembro de 2013
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