Escândalo da Serie A 2006

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O Escândalo da Serie A (em italiano: Calciopoli ou Moggiopoli) envolveu alguns dos principais clubes do país em um esquema de manipulação de resultados na temporada 2005-06 da Serie A: Juventus, Milan, Fiorentina e Lazio.

Resultado[editar | editar código-fonte]

Em primeira instância, os quatro clubes sofreram drástica perda de pontos. Juventus, Fiorentina e Lazio foram punidos com o rebaixamento para a Série B, enquanto o Milan começaria o próximo campeonato com 30 pontos a menos - além de perder o direito de disputar a Liga dos Campeões da UEFA.

Após uma série de apelações, foi abrandada a punição para os times. Só a Juventus ficou na Série B. E além disso, a equipe começaria a competição na Série B com 17 pontos a menos. Lazio e Fiorentina disputaram a Série A, mas com 11 e 19 pontos negativos, respectivamente. O Milan começou a Série A com menos oito pontos e pôde jogar a Liga dos Campeões. [1] Reggina e Siena, embora não envolvidos diretamente no caso, também foram sancionados com perda de pontos (-11 e -1 ponto, respectivamente). Se dúvidas houvesse que havia corrupção no futebol, o levantamento dos castigos destes três últimos clubes não se estabeleceria.

Punições[editar | editar código-fonte]

Dirigentes[editar | editar código-fonte]

  • Claudio Lotito (presidente da Lazio): 4 meses de suspensão;
  • Adriano Galliani (vice-presidente do Milan): 5 meses de suspensão;
  • Luciano Moggi (diretor-geral da Juventus): suspenso por 5 anos - posteriormente, seria banido do futebol;
  • Diego Della Valle (presidente de honra da Fiorentina): 8 meses de suspensão;
  • Andrea Della Valle (presidente da Fiorentina): suspenso por um ano;
  • Sandro Mencucci (delegado-administrador da Fiorentina): suspenso por 1 ano e 5 meses;
  • Antonio Giraudo (delegado-administrador da Juventus): suspenso por 5 anos;
  • Leonardo Meani (delegado arbitral do Milan): suspenso por 2 anos e 3 meses;
  • Pasquale Foti (presidente da Reggina): suspenso por 2 anos e meio, tendo que pagar multa de 30.000 euros.

Árbitros[editar | editar código-fonte]

Dirigentes da Federação Italiana[editar | editar código-fonte]

Punições aos clubes[editar | editar código-fonte]

  • Arezzo: rebaixamento à Serie C (revogado posteriormente), com exclusão de 3 pontos, ampliada para -9;
  • Fiorentina: rebaixamento à Serie B (revogado posteriormente), com -12 pontos (punição também revogada); com a permanência na Serie A, perdeu 19 pontos na classificação, mas a punição foi reduzida para -12; a equipe foi excluída da Liga dos Campeões 2006-07, tendo sua vaga repassada ao Chievo, além de jogar 2 partidas em casa com portões fechados.
  • Juventus: rebaixamento à Serie B, com exclusão de 30 pontos (posteriormente diminuída para -17 e -9 pontos na classificação), multa de 50.000 libras e cassação dos títulos de 2004-05 (não atribuído a outro clube) e 2005-06 (repassado à Internazionale).
  • Lazio: rebaixamento à Serie B (cancelado), com perda de 7 pontos (também revogada); mantida na primeira divisão, perdeu 11 pontos (posteriormente diminuída para -3) e foi excluída da Copa da UEFA (vaga repassada ao Associazione Sportiva Livorno Calcio|Livorno]]), além de jogar 2 partidas sem a presença da torcida.
  • Milan: perda de 30 pontos na classificação (punição diminuída para -15 e -8) e um jogo com portões fechados; os rossoneri perderam também a vaga direta na Liga dos Campeões (a Roma herdou a vaga na fase de grupos e o vice-campeonato), tendo que jogar a terceira fase preliminar.
  • Reggina: embora não fosse envolvida diretamente no caso, foi penalizada com -15 pontos. A punição foi reduzida em -11 pontos na classificação, e o clube levou multa de 65.000 libras.

Referências