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Languedoc: diferenças entre revisões

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==Bibliografia==
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* Dom Valsette. ''Historia general de la provincia de Languedoc hasta 1830, comentada y continuada por Alejo Duméye'', 1838–1845, 40 volúmenes
* Dom Valsette. ''Historia general de la provincia de Languedoc hasta 1830, comentada y continuada por Alejo Duméye'', 1838–1845, 40 volumes
* ''Breve historia de Languedoc'', 1749, 6 volúmenes
* ''Breve historia de Languedoc'', 1749, 6 volumes


==Ligações externas==
==Ligações externas==

Revisão das 05h20min de 6 de outubro de 2013

Bandeira de Languedoc.
Mapa de Languedoc histórico (dentro da Occitânia – linha vermelha – e o sul da França).

Languedoc ou Lenguadoc (em occitano, Lengadòc) é uma região do sudeste da Occitânia no sul da França, anteriormente chamada Septimania ou Gália Narbonense. A maior parte do território faz parte da região administrativa de Languedoc-Rosellón, embora alguns setores de Languedoc têm sido anexados pelo governo central francês a outras regiões (Midi-Pirineus, Ródano-Alpes, e a região administrativa de Auvérnia) . Em tempos remotos foi dividida uma parte alta com a capital em Toulouse e a outra baixa com a capital em Montpellier. É delimitada à norte com a Auvérnia histórica, à leste com o rio Ródano que o separa de Provença, à oeste com Garona e os Pirineus e à sul com Rossilhão e o Mar Mediterrâneo com o qual possui 200 quilômetros de costa. Seu território está dividido entre oito departamentos, que são: Aude, Tarn, Alto Garona, Hérault, Gard, Lozere, Ardeche, e Alto Loira.

A área de Languedoc propriamente dita ou "Languedoc Histórico" é de 42.700 km² e o censo de 1991 possuía uma população de 3.650.000 habitantes dos quais 52% viviam na região administrativa de Languedoque-Rossilhão, 35% na de Midi-Pirineus, 8 % na de Ródano-Alpes e 5% na região administrativa de Auvérnia.

Lenguadoc refere-se à língua vernácula desta região, a chamada língua de oc.

Resenha histórica

Antes da conquista romana o território que mais tarde corresponderia a Languedoc fazia parte da Gália céltica, ocupada pelos volcas, tectósages e arecómicos.

Foi conquistada por Roma no ano 121 a. C., pelo procônsul Domicio, e toma o nome de Província ( = "por vitória" ), nome que tem ficado na vizinha região da Provença. Os habitantes mantiveram suas leis e os romanos estabeleceram um posto militar em Narbona.

Em 412 foi saqueada pelos visigodos e Ataúlfo concluiu que naquela cidade uma aliança com o imperador Honório casando-se com sua irmã Gala Placidia, porém ele fugiu a Barcelona e seu sucessor Walia assinou um foedus («pacto») para rejeitar os vândalos em troca de territórios na Aquitânia. Toulouse foi a capital do reino dos visigodos.

Posteriormente, eles foram atacados pelos francos, a pedido da Igreja Católica (os visigodos eram arrianos), sendo derrotados na Batalha de Vouillé. Toulouse caiu e só manteve-se a Septimania e Languedoc.

No ano de 589, Septimania habitava cinco diferentes povos: romanos, godos, sírios, gregos e judeus, embora os três últimos como comerciantes.

As tensões internas dos visigodos o enfraqueceram e em 672 o conde de Nîmes Hiderico estava em conformidade com o Bispo de Maguelona e os habitantes de Nimes para se rebelar. Wamba, que estava em Toledo, marchou contra os rebeldes e recuperou Narbona, Beziers, Agda, Nimes e pacificou a Septimania. Esta paz foi interrompida pela invasão muçulmana sob o comando de Abd-el-Rahman, cujas tropas saquearam Narbona e Carcasona.

Na época desta incursão era a Aquitânia, com o título de condado hereditário, um verdadeiro reino governado pelos príncipes merovíngios descendentes de Cariberto. Eudes foi confrontado com outro exército sarraceno liderado por El-Samh e o venceu em uma sangrenta batalha, contudo o outro general sarraceno (Ambessa) reconquistou o Carcasona, Béziers, Agde, Nimes, etc. e morreu em uma batalha contra Eudes. Em Narbona foi assinado um tratado de paz, pelo qual residiria ali um wali ou governador muçulmano, estando nas demais cidades administradas pelos condes godos ou gauleses.

Em 732, Carlos Martel salvou a França de uma invasão muçulmana na Batalha de Poitiers, matando a Abd-el-Rahman. Em 793 o duque Guilherme teve que luchar contra Abd-el-Melik, que invadiu o condado à frente de um exército muçulmano e tomou Narbona, cujas riquezas serviram para a construção da ponte e da mesquita de Córdoba.

Em tempos de Carlos Magno e seus sucessores, Languedoc estava tranquilo em termos de invasões estrangeiras, desde que a incursão dos normandos não teve grandes resultados, mas houve problemas internos, tão logo sublevadas sob a Aquitânia e a Septimania em tempos de Luis I, de Carlos II da França y de Luis o gago.

Não demoraram em constituir feudos independentes e a partir do reinado de Carlos III, houve condes de Tolouse occitano e marqueses de Narbona que governaram livremente aquelas cidades ricas e poderosas.

Durante a Idade Média Plena, Urbano II deu em Maguenola o sinal da primeira cruzada e cem mil homens partiram daquela cidade até a Terra Santa por ordens de Raimundo de Saint Gilles. A chamada "cruzada" católica contra os albigenses trouxe a desolação para aquelas terras e Simão IV de Montfort venceu a batalha de Muret em 1213 contra os aragoneses (quando morreu Pedro II) e garantiu a Languedoc dando a Felipe Augusto em 1216 o condado de Tolouse, o ducado de Narbona e os viscondados de Carcasona e Bezièrs, que desta maneira ficaram enfeudadas à Coroa Francesa.

Fontes

  • Francisco de Paula Mellado, Enciclopedia moderna: Diccionario universal de literatura, ciencias, artes, agricultura, industria y comercio. Madrid, 1851.

Bibliografia

  • Dom Valsette. Historia general de la provincia de Languedoc hasta 1830, comentada y continuada por Alejo Duméye, 1838–1845, 40 volumes
  • Breve historia de Languedoc, 1749, 6 volumes

Ligações externas

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