Estilingue

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Estilingue

Estilingue, também chamado chiloida, baladeira, bodoque e badogue[1] em partes do Brasil, fisga ou cetra [2] em Portugal e xifuta[3] em Angola, é um tipo de atiradeira - um objeto usado para o disparo de projéteis, impulsionado por força mecânica manual, com auxílio de elásticos. As formas clássicas de estilingue são construídas com um galho de árvore forquilhado, em forma de Y munido de tiras elásticas. Sua história, por tanto, não remonta a épocas anteriores à invenção da borracha. Estilingues, em boa parte de sua história inicial, eram artesanais, feitos pelo próprio usuário; todavia, a partir do início do século XX começou-se a produção em grande escala para venda, o que contribuiu para surgirem estilingues de outros formatos e de outras matérias primas como madeira entalhada, plástico ou metal.[4]

Outras designações[editar | editar código-fonte]

No Brasil o estilingue é conhecido também por diversos outros nomes, entre eles baladeira, baleadeira, baleeira, beca, badogue, badoque, bodoque, funda, peteca, seta ou setra.

Chiloida: O nome "chiloida" (pronúncia: xilóida), sinônimo de estilingue comum em Santa Catarina e em outras regiões de imigração e colonização alemã no Brasil, vem diretamente do alemão Schleuder, que é a palavra alemã para estilingue.

Badoque: Estritamente falando, todavia, o badoque (também badogue ou bodoque) é um atirador artesanal diferente do estilingue propriamente dito, já que consiste de um artefato também artesanal mas em formato de arco, similar ao arco de flecha,[5] [6] feito de um pau e cordão, e não se utiliza elásticos.[7]

Funda: Embora o estilingue também seja conhecido em algumas regiões como funda, a funda é em verdade outro dispositivo, este sem elásticos. Foi com uma funda que, segundo a Bíblia, Davi derrotou Golias.[8]

Origem do termo[editar | editar código-fonte]

O termo estilingue tem origem no inglês, sling, de slingshot[9] = "funda", "atiradeira", respectivamente, por variação epentética.

Composição[editar | editar código-fonte]

Originalmente era montado usando-se uma forquilha de madeira (um galho bifurcado em Y, cuja parte de baixo é usada como cabo) em cujas extremidades simétricas se prendiam as pontas de uma tira elástica.

No centro da tira elástica é afixado uma peça de couro chamada "malha" em português e "Pouch" em inglês, que servia como contendor para o objeto ou munição que se desejava arremessar, geralmente pedregulhos ou pequenos frutos redondos ou "mamonas".

A árvore mais comumente usada é o leiteiro, goiabeira, jabuticabeira, entre outras que naturalmente tem galhos perfeitos em Y, e com uma boa resistência. Para o elástico, um material comum é a borracha de câmaras de ar, cortada em tiras. Atualmente, nas cidades maiores se usa também uma peça de ferro de construção dobrada para fazer as vezes de forquilha e como elástico usa-se uma mangueira de látex muito comum em estabelecimentos hospitalares, popularmente conhecida como "tripa de mico".

O estilingue é uma arma de baixo poder, é normalmente usada por crianças como brinquedo ou na caça de passarinhos e outros pequenos animais ou utilizados em manifestações. Em alguns países, alguns modelos podem ser considerados proibidos, considerando-se a utilidade ou potência, medida pela força de "puxada", em quilos ou libras, como arcos e bestas.

Deve-se porém evitar apontá-lo para o corpo, especialmente nos olhos, por poder causar ferimentos.

Atualidade[editar | editar código-fonte]

É raro ver sendo usado porém é ocasionalmente comercializado em casas de rações e geralmente feita em forguilha de ferro.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. "Comunidade | Blog da editoria de comunidade do jornal A Notícia - Part 21". wp.clicrbs.com.br. Consult. 2015-12-15. 
  2. "fisga". infopédia. Consult. 2015-12-15. 
  3. Ferraz, Carlos Vale. Fala-me de África. [S.l.]: Casa das Letras, 2007-01-01.
  4. "Mel" Melchior. "The ZipZip". 
  5. *FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Positivo, 2010
  6. Microsoft. Enciclopédia Encarta 2001. São Paulo: Microsoft do Brasil, 2001
  7. Mnemosine - Revista do programa de Pós-Graduação em história da UFCG. ISSN 2237.3217, Vol 2; n° 2 - jul/dez de 2011, pág. 151
  8. Bíblia, Primeira Samuel 17:49
  9. Michaelis Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, (c) 1998 - Editora Melhoramentos Ltda.
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