Estudo Op. 25, nº. 5 (Chopin)

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Excerto do início do Estudo Opus 25, nº. 5

O Estudo Opus 25, nº. 5 em mi menor, apelidado de "o estudo das "notas falsas", é um estudo técnico composto por Frédéric Chopin em 1837. Marcando um sério desvio à técnica que se esperava, desenvolvida anteriormente, Chopin escreveu esse estudo com uma série de alternâncias de semitons ligeiros que produzem sons levemente dissonantes. Tal efeito rendeu o apelido "La fausse note"(A nota falsa) à peça.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Depois que o primeiro tema das "segundas menores" perfaz, Chopin introduz uma seção Più Lento na qual uma nova melodia é executada na tonalidade paralela, Mi Maior. Esta seção é tocada consonantemente, sem dissonâncias tais como uma segunda menor. A seção final da peça começa com uma recapitulação do primeiro tema, com o clímax numa coda em Mi maior.

A segunda seção é marcada como Più Lento (It. Mais Lento), embora a indicação do metrônomo esteja ♩=168 (a primeira seção ♩=184), um tempo bem rápido.

Martha Goldstein tocando em um Erard (1851)

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O Estudo Op.25, nº5 apresenta uma estrutura geral incomum, em torno de um segundo tema maior, com o tema principal menor. Esta ideia aparece apenas uma outra vez na série de Chopin, no Estudo Op.25, nº10. Estruturando os estudos desta forma, enfatiza-se ainda mais o desvio de Chopin da forma padrão utilizada antes dele por compositores como Carl Czerny. Ambos são estruturados bem como as sonatas de Ludwig van Beethoven, em que Beethoven separou três movimentos nessa mesma estrutura.

Veja também[editar | editar código-fonte]

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