Fosso

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Um fosso (do latim "fossa"), em militar arquitectura é uma escavação profunda e regular, destinada a impedir ou dificultar o acesso do agressor à linha de defesa de uma fortificação. A terra, retirada durante a sua escavação, pode ser utilizada para erguer muros de defesa (reparos). Conforme o tipo de seu preenchimento pode ser "seco" ou "molhado".

Do ponto de vista histórico, os fossos eram, ou a principal, ou uma das principais defesas da praça fortificada. O Conde Pagan punha o fosso como um dos quatro elementos principais em que consistia a defesa de uma praça, que segundo ele eram “gente, reparos, artilharia e fossos”. O mesmo sentido da importância do fosso é encontrado em Luís Serrão Pimentel na sua obra sobre o Methodo Lusitanico de desenhar as fortificaçoens das praças regulares, & irregulares, fortes de campanha, e outras obras pertencentes a architectura militar distribuido em duas partes operativa, e qualificativa, editado em Lisboa por António Craeshbeeeck, 1680.(a) O Tenente General Diogo da Silveira Veloso, na sua obra a Arquitectura Militar ou Fortificação Moderna (1743) quando abre o capítulo 21.º “Dos Fossos” afirmando “de tal modo que nenhuma fortaleza ainda que no resto seja perfeitamente formada pode ter tal nome nem chamar-se sítio posto em defesa se lhe faltar o fosso”

Faziam-se os fossos pelas seguintes razões: 1)Para impedir o inimigo de chegar à praça, ou à sua muralha, sem vencer o impedimento do fosso; 2)Para que as muralhas ficassem mais altas sem as elevar muito sobre o nível da campanha; 3)Havendo desmantelado, o inimigo, as defesas altas da praça, não podia passar o fosso sem vencer os obstáculos das defesas que neles se faziam; 4)Eram necessários para realizar as sortidas, para receber socorros, pois ambas não se faziam somente pelas pontes, para serem mais secretas e ocultas, muitas vezes convinha que alguns elementos da guarnição saíssem ou entrassem pelo fosso; 5)Os derrubes feitos pela bateria inimiga, na cortina, não permitiam uma fácil subida, porque o entulho não caía num plano perto da brecha, mas num plano que devido à profundidade do solo no fosso ficava mais longe e impedia o livro acesso à altura da muralha; 6)Não havendo fosso o inimigo descobria toda a muralha e podia fazer a bateria na parte mais inferior, ficando pela área que tivesse ruído, mais fácil a subida para ele;7)Uma das funções mais importantes do fosso era dificultar o processo das minas.O inimigo necessitava de descer mais abaixo, com maior trabalho e mais uso de tempo, tanto mais quanto mais profundo fosse o fosso; 8)Era, ainda, preciso fazer-se o fosso para obter terra para a fazer o reparo, porque aquela a ser transportada de longe aumentavam os custos da obra.

(a) Pode consultar a obra Methodo Lusitanico De Desenhar As Fortificaçoens, em edição facsimilada de 1993, disponível em cópia pública Biblioteca Nacional Digital.

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