Frederick Jackson Turner

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Frederick J. Turner
Nascimento 14 de novembro de 1861
Portage, Winsconsin Estados Unidos
Morte 14 de março de 1932 (70 anos)
San Marino; Califórnia, Estados Unidos
Nacionalidade Estadunidense
Progenitores Mãe: Mary Olivia H. Turner
Pai: Andrew J. Turner
Ocupação Historiador
Professor
Principais interesses
Instituições

Frederick Jackson Turner (Portage, 14 de novembro de 1861San Marino, 14 de março de 1932) foi um professor e historiador norte-americano, conhecido principalmente por seus trabalhos na área da História dos Estados Unidos.

Turner é amplamente reconhecido como um dos historiadores mais influentes dos Estados Unidos na primeira metade do século XX.[1] Em 1889, defendeu na Universidade Johns Hopkins sua tese de doutorado, intitulada The Character and Influence of the Indian Trade in Wisconsin, publicada de forma ampliada e revisada em 1891.[2] No ano de 1910, foi o presidente da American Historical Association. Em 1933, Recebeu o Prémio Pulitzer de História pelo texto The Significance of Sections in American History.

A "Tese da Fronteira"[editar | editar código-fonte]

Turner se tornou uma figura de destaque na historiografia norte-americana especialmente após a publicação de seu mais conhecido texto, The Significance of the Frontier in American History, publicado em 1893, responsável por apresentar as linhas gerais da "tese da fronteira" (frontier thesis), conceito desenvolvido e aprimorado pelo historiador ao longo de toda a sua trajetória acadêmica.[3]

O autor afirma que a expansão da população dos Estados Unidos em direção ao Oeste, iniciada no início do século XVIII, teria sido o fator constitutivo dos ideais que viriam a caracterizar a sociedade estadunidense do século XIX, tais como o individualismo, a democracia e o nacionalismo.[4] A fronteira foi o local onde a civilização norte-americana “pioneira” pôde se reconstruir continuamente, na medida em que o controle social do Estado – a aristocracia administrativa do litoral Leste – avançava em sua direção.[5] O constante desbravamento de novas terras, a luta contra os povos indígenas e a organização social primitiva baseada na família seriam alguns dos principais elementos da fronteira, geradores de uma personalidade rude e trabalhadora, mas também curiosa e criativa, ainda que anti-social, contrária a toda forma de controle externo direto, seja ele político, econômico ou cultural.[6] No período da virada do século XIX para o século XX, o fim da expansão da fronteira marcaria um período de ruptura na história da civilização estadunidense, o fim da "colonização do Oeste".[7]

Obras[editar | editar código-fonte]

Originais em inglês:[8][9]

Traduções para o português:

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Avila, Arthur (2006). E da Fronteira veio um Pioneiro: a frontier thesis de Frederick Jackson Turner (1861-1932) (Tese de Doutorado). Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul .
  • Edwards, Everett (1938). «Bibliography of the Writings of Frederick Jackson Turner». The Early Writings of Frederick Jackson Turner. Madison: The University of Wisconsin Press .
  • Turner, Frederick (1938). Edwards, Everett, ed. The Early Writings of Frederick Jackson Turner (em inglês). Madison: The University of Wisconsin Press .
  • Turner, Frederick (1976). The Frontier in American History (em inglês). New York: Robert E. Krieger Publishing Company. ISBN 9781462280377 .
  • Turner, Frederic J. (1897). «Dominant Forces in Western Life». University of Northern Iowa - Cornell University Library. The Atlantic Monthly. 79 (474): 433–443. Consultado em 5 de abril de 2009. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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