Fusobacteria

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[1]As Fusobactérias (do latim fusos, alongado) pertencem à família Fusobacteriaceae, são pleomórficas (possuem várias formas) incluindo-se os bacilos anaeróbios obrigatórios, Gram negativas, não formadoras de esporos, imóveis e fusiformes. São micro organismos quimiorganotróficos heterotróficos (utilizam compostos orgânicos para obtenção de energia e não se alimentam de forma autossuficiente), fracamente fermentadores de carboidratos, e produtores de butirato como principal produto final do seu metabolismo. Costumam estar presentes na flora da orofaringe, no trato gastrintestinal e geniturinário feminino – constituindo a microbiota de seres humanos e outros animais saudáveis. Em geral, estes microrganismos metabolizam pequenos peptídeos e aminoácidos, como principal fonte de energia.

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Classificação científica
Domínio: Bacteria
Filo: Fusobacteria
Ordem: Fusobacteriales
Famílias
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Filogenia[editar | editar código-fonte]

O cladograma mostra a taxonomia do grupo actualmente aceite baseada na LSPN (List of Prokaryotic names with Standing in Nomenclature)[2] [3] e a filogenia é baseada em dados do ARNr de 16 S da LTP 106 do Projecto The All-Species Living Tree.[4]


  Leptotrichiaceae

Sebaldella termitidis (Sebald 1962) Collins e Shah 1986





Streptobacillus moniliformis Levaditi et al. 1925


  Sneathia

Leptotrichia amnioniiShukla et al. 2002



S. sanguinegens Collins et al. 2002




  Leptotrichia

L. goodfellowii Eribe et al. 2004





L. buccalis (Robin 1853) Trevisan 1879



L. hofstadii Eribe et al. 2004





L. wadei Eribe et al. 2004




L. shahii Eribe et al. 2004




L. hongkongensis Woo et al. 2011



L. trevisanii Tee et al. 2002











Psychrilyobacter atlanticus Zhao et al. 2009


  Fusobacteriaceae


?Ilyobacter delafieldii Janssen e Harfoot 1991



?Ilyobacter psychrophilusQoura & Antranikian 2005a



Ilyobacter insuetus Brune et al. 2002




Propionigenium modestum Schink e Pfennig 1983




Ilyobacter tartaricus Schink 1985




Propionigenium maris Janssen and Liesack 1996 emend. Watson et al. 2000



Ilyobacter polytropus Stieb and Schink 1985







  Cetobacterium

C. ceti Foster et al. 1996



C. somerae Finegold et al. 2003



  Fusobacterium

?F. naviforme (Jungano 1909) Moore e Holdeman 1970



F. perfoetens (Tissier 1905) Moore e Holdeman 1973





F. necrogenes (Weinberg et al. 1937) Moore e Holdeman 1970




F. mortiferum (Harris 1901) Moore e Holdeman 1970



Clostridium rectum (Heller 1922) Holdeman e Moore 1972







F. ulcerans Adriaans and Shah 1988



F. varium (Eggerth and Gagnon 1933) Moore and Holdeman 1969






F. gonidiaformans (Tunnicliff and Jackson 1925) Moore and Holdeman 1970




F. equinum Dorsch et al. 2001


  F. necrophorum

F. n. funduliforme (ex Hallé 1898) Shinjo et al. 1991



F. n. necrophorum (Flügge 1886) Shinjo et al. 1991







F. russii (Hauduroy et al. 1937) Moore e Holdeman 1970




F. nucleatum polymorphum (ex Knorr 1922) Dzink et al. 1990




F. periodonticum Slots et al. 1984





F. canifelinum Conrads et al. 2004




F. nucleatum fusiforme (ex Veillon e Zuber 1898) Gharbia e Shah 1992



F. nucleatum vincentii Dzink et al. 1990






F. nucleatum nucleatum (Knorr 1922) Dzink et al. 1990




F. simiae Slots e Potts 1982




F. nucleatum animalis Gharbia and Shah 1992



Filifactor alocis (Cato et al. 1985) Jalava e Eerola 1999

















Patogenias[editar | editar código-fonte]

As fusobactérias constituem-se como patógenos oportunistas ( com casos confirmados de faringite, amigdalite mastoidite, ou doenças graves como meningite bacterêmica). Causa numerosas condições necróticas (necrobacilose), como o abscesso hepático de bovinos e de infecções humanas por via oral.

Mecanismos e fatores de virulência[editar | editar código-fonte]

Este organismo pode induzir a morte programada das células mononucleares (apoptose) e pode desencadear a produção de citocinas, elastase e radicais de oxigênio pelos leucócitos. As fusobactérias se co-agregam à maioria dos microrganismos orais, portanto, acredita-se que sejam microrganismos importantes para a ponte entre colonizadores primários (precoces) e secundários (tardios) durante a colonização.

Os mecanismos patogênicos dessa bactéria são complexos e não bem definidos. A Fosfolipase C, causa a destruição tecidual. Várias toxinas, tais como leucotoxina, endotoxinas, hemolisina, hemaglutinina e adesina têm sido associadas ao processo de patogenicidade.

Síndrome de Lemierre[editar | editar código-fonte]

A Síndrome de Lemierre é uma doença causada pela Fusobacterium necrophorum, bactéria da comumente presente na microbiota da cavidade oral. A síndrome de Lemierre ocorre principalmente em homens adultos jovens, com faringite prévia (incluindo a que poderá já estar resolvida no momento da observação do doente) às complicações sistêmicas.

A infecção orofaríngea permite a passagem dos patógenos para o espaço faríngeo lateral por contiguidade (estado de proximidade), ou disseminação linfática ou hematogênica, com consequente evolução para a trombose de veia jugular interna, a partir da qual há evolução para sepse e êmbolos sépticos. A tromboflebite da veia jugular interna causa dor espontânea e à palpação, assim como edema ao longo do trajeto venoso, mas muitas vezes não são valorizados pelo clínico por desconhecimento. O quadro pulmonar decorrente de abscessos metastáticos pode ser caracterizado por dor torácica intensa, dispneia, e hemoptise, e nas articulações podem ocorrer artrite séptica e osteomielite. Há descrição de abscessos hepáticos, esplênicos, epidurais, meningite e encefalopatia difusa.


Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Estudo de Havard University avalia o uso de Fuso bactéria em câncer colorretal: https://www.hsph.harvard.edu/news/press-releases/fusobacteria-sugar-binding-protein-colon-tumors/.

Referências

  1. Brook, Itzhak (1 de janeiro de 1998). Delves, Peter J., ed. «Fusobacterium, Infection and Immunity». Oxford: Elsevier. Academic Press: 962–963. ISBN 9780122267659. Consultado em 13 de julho de 2019 
  2. See the List of Prokaryotic names with Standing in Nomenclature. Data extracted from J.P. Euzéby. «Fusobacteria». Consultado em 4 julho de 2012. Arquivado do original em 27 de janeiro de 2013 
  3. See the NCBI webpage on Fusobacteria Data extracted from Sayers; et al. «NCBI Taxonomy Browser». National Center for Biotechnology Information. Consultado em 4 julho de 2012 
  4. See the All-Species Living Tree Project [1]. Data extracted from the «16S rRNA-based LTP release 106 (full tree)» (PDF). Silva Comprehensive Ribosomal RNA Database. Consultado em 4 de julho de 2012 

[1]


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  1. Booth, James (2017). «Fusobacteria - an overview | ScienceDirect Topics». www.sciencedirect.com. Consultado em 16 de julho de 2019