Gel desinfetante

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Embalagem de gel desinfetante comum.

Um gel desinfetante é um líquido geralmente usado para diminuir a quantidade de agentes patogénicos nas mãos.[1] Na maior parte dos contextos clínicos, as formulações à base de álcool são preferíveis à lavagem das mãos com água e sabonete.[2] São geralmente mais eficazes a matar microorganismos e melhor toleradas do que água e sabonete.[3] No entanto, as mãos devem continuar a ser lavadas após o uso de sanitários.[4] O uso generalizado de soluções sem álcool não está recomendado.[2] Fora do contexto clínico, são poucas as evidências que apoiem a preferência por géis desinfetantes em relação à lavagem das mãos.[5][6] Estes desinfetantes estão disponíveis na forma de líquidos, géis ou cremes.[3]

As versões à base de álcool geralmente são fabricadas com isopropanol, etanol ou 1-Propanol.[3] As fórmulas que contenham entre 60 e 95% de álcool são as mais eficazes.[3] Estas soluções são geralmente inflamáveis.[2] Embora os desinfetantes à base de álcool matem uma série de microorganismos, não matam esporos.[3] Algumas fórmulas contêm glicerol para evitar que a pele seque.[3] As versões sem álcool podem ser fabricadas à base de cloreto de benzalcónio ou triclosan.[7][8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «hand sanitizer - definition of hand sanitizer in English | Oxford Dictionaries». Oxford Dictionaries | English. Consultado em 12 de julho de 2017. Cópia arquivada em 18 de setembro de 2017 
  2. a b c Bolon, MK (setembro de 2016). «Hand Hygiene: An Update.». Infectious disease clinics of North America. 30 (3): 591–607. PMID 27515139. doi:10.1016/j.idc.2016.04.007 
  3. a b c d e f Boyce, JM; Pittet, D; Healthcare Infection Control Practices Advisory, Committee.; HICPAC/SHEA/APIC/IDSA Hand Hygiene Task, Force. (25 de outubro de 2002). «Guideline for Hand Hygiene in Health-Care Settings. Recommendations of the Healthcare Infection Control Practices Advisory Committee and the HICPAC/SHEA/APIC/IDSA Hand Hygiene Task Force. Society for Healthcare Epidemiology of America/Association for Professionals in Infection Control/Infectious Diseases Society of America.». MMWR. Recommendations and reports : Morbidity and Mortality Weekly Report. Recommendations and reports. 51 (RR-16): 1–45, quiz CE1-4. PMID 12418624 
  4. The selection and use of essential medicines: Twentieth report of the WHO Expert Committee 2015 (including 19th WHO Model List of Essential Medicines and 5th WHO Model List of Essential Medicines for Children). (PDF). [S.l.]: WHO. 2015. 323 páginas. ISBN 9789240694941. Consultado em 8 de dezembro de 2016. Cópia arquivada (PDF) em 20 de dezembro de 2016 
  5. de Witt Huberts, J; Greenland, K; Schmidt, WP; Curtis, V (1 de julho de 2016). «Exploring the potential of antimicrobial hand hygiene products in reducing the infectious burden in low-income countries: An integrative review.». American journal of infection control. 44 (7): 764–71. PMID 27061254. doi:10.1016/j.ajic.2016.01.045 
  6. Meadows, E; Le Saux, N (1 de novembro de 2004). «A systematic review of the effectiveness of antimicrobial rinse-free hand sanitizers for prevention of illness-related absenteeism in elementary school children.». BMC Public Health. 4. 50 páginas. PMC 534108Acessível livremente. PMID 15518593. doi:10.1186/1471-2458-4-50 
  7. Long, Bruce W.; Rollins, Jeannean Hall; Smith, Barbara J. (2015). Merrill's Atlas of Radiographic Positioning and Procedures (em inglês) 13 ed. [S.l.]: Elsevier Health Sciences. p. 16. ISBN 9780323319652. Cópia arquivada em 18 de setembro de 2017 
  8. Baki, Gabriella; Alexander, Kenneth S. (2015). Introduction to Cosmetic Formulation and Technology (em inglês). [S.l.]: John Wiley & Sons. p. 173. ISBN 9781118763780. Cópia arquivada em 18 de setembro de 2017