Praia de Guajiru

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Praia de Guajiru
Localização
Endereço
Descrição
Tipo de praia
Funcionamento
Acesso público

Guajiru é uma praia localizada no município de Trairi, estado do Ceará, estando distante 133 km de Fortaleza e a 18 km da sede de Trairi, por estrada de terra. O acesso a partir da capital cearense pode ser feito pela BR-212 ou também pela CE-385 (via Estruturante).

Praia de areia clara, currais de pesca e vila de pescadores situada no município de Trairi.[1] Com aproximadamente 6 km, localiza-se no litoral oeste da costa cearense e é uma das principais praias do referido município.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

O topônimo vem do tupi guá'yary através da corruptela “guajeru”.[2], referindo-se ao guajiru, uma frutinha de sabor exótico, espécie existente em três cores (rosa, vermelho e preto) encontradas nas dunas da localidade.

História[editar | editar código-fonte]

A praia de Guajiru começa a ser povoada ainda no século 19, quando várias famílias, entre 1870 e 1913, mudam-se para ao local, atraídas pelas terras férteis e pela fartura de peixes. Sua Associação de Moradores surge em 1988, como resposta ao crescimento e urbanização da localidade.

Aproximadamente no ano de 1872, apareceu um navio português na costa litorânea, entre Mundaú e Paracuru, a bordo do navio estava a princesa portuguesa Maria Furtado de Mendonça que trazia consigo uma imagem de ouro de Nossa Senhora do Livramento.[1] Segundo conta-se, era um navio frágil e esse motivo contribuiu para que ocorresse um acidente com a embarcação. Mediante o pavor de não sobreviver, a princesa fez uma promessa à santa: se chegasse a algum local seco e salvos (tripulantes e família), ela compraria uma légua de terra e construiria uma capela para a imagem da santa. Ao ancorar na praia de Guajiru, não encontraram pessoas a quem se dirigir, então caminharam em direção a Trairi, onde encontraram três casas pequenas. Foi então nesse lugar que ela fez o que havia prometido, mandou construir a capela e doou a imagem de ouro. Dentre as pessoas que trabalharam na construção destacam-se Raimunda Jarda, do povoado de Lagoa de Dentro e João Verônica.

Na mesma época, índios que habitavam as terras trairienses, passavam pela praia de Guajiru e se instalaram no local, antes denominada Flecheirinha. E passou a ter como nome Guajiru devido uma fruta comum na região. Com o passar do tempo foram-se instalando pessoas neste povoado. Os primeiros moradores de Guajiru foram Manoel Grande e Doca Magalhães.

Hoje Guajiru possui várias casas com energia elétrica, creche, grupo escolar e uma associação que conta com mais de 400 associados. E através desta associação é que a comunidade conseguiu a maioria destes benefícios. A Capela de Nossa Senhora dos Navegantes localiza-se na Praça Pedro Neco. No dia 15 de agosto comemora-se o dia da santa padroeira do distrito de Guajiru, Nossa Senhora dos Navegantes, com 9 dias de novena e comemorações. Em seu interior, a capela dispõe de uma imagem da santa doada pelo povoado de Icarai de Amontada.

Características[editar | editar código-fonte]

Vilarejo[editar | editar código-fonte]

Um pequeno vilarejo, com mais ou menos 800 habitantes, distribuídos em cerca de 140 famílias, cujas casas se estendem por uma faixa de terra entre a praia e as dunas e cuja grande maioria dedica-se à pesca artesanal, turismo, comércio, artesanato e agricultura, tendo a produção em sua maior parte destinada à própria comunidade, com exceção da lagosta, que é comercializada por atravessadores em outras cidades como Fortaleza. A maioria das casas são simples e acompanham o nível da população, mas desde 1992 já começam a surgir casas pertencentes à pessoas de elevado poder aquisitivo.

Saindo de Fortaleza, via rodoviária, há duas opções: a primeira é seguir pela CE-085, Via Estruturante (210 km). Em Trairi, concluir os 18 km até à praia. A segunda opção é seguir pela BR-222. Quando Chegar à localidade de Croatá, dobrar à direita na estrada que dar acesso à cidade de Paracuru, e logo adiante, no trevo "Quatro Bocas" (Posto da Policia Rodoviária Estadual PRE), dobrar à esquerda e seguir em frente até chegar à Trairi, depois concluir os 18 km até à praia passando antes pela praia de Flexeiras.

A temperatura varia pouco durante todo o ano entre 24 e 32°C.

Eventos[editar | editar código-fonte]

Festival do Camurupim (outubro), Festa da Padroeira de Trairí (31 de dezembro); Vaquejada da Batalha (25 de novembro); Vaquejada de Trairi (setembro); Festa do Coco (dezembro); Dia do Município Trairí (22 de novembro); Coroação de Nossa Senhora (maio); Festa do Caju (outubro). Na primeira semana de agosto acontece a festa da Nossa Senhora dos Navegantes, padroeira do vilarejo e no dia 31 de dezembro no reveillon, tem a festa do pisca na praia de Flecheiras, muito conhecida em todo o Ceará.

Biografia do Mestre Pedro Guajiru[editar | editar código-fonte]

O maior Folclorista de São Gonçalo do Amarante, Rio Grande do Norte. Pedro Marques de Oliveira Nasceu no ano de 1914, filho de João Marques de Oliveira e Rosa Maria marques, natural da cidade de São Gonçalo do Amarante/RN nasceu no sitio Trigueiros e morou no sitio breu.

O veio Pedro como assim era conhecido, teve três grandes amores na sua vida, Antônia Cardeiro de guanduba onde vieram a casar no religioso  e tiveram seis filhos e com sua segunda esposa Josefa cândida casaram se no civil, tiveram dois filhos, totalizando oito filhos, o outro amor foi sua paixão pelo boi de reis no qual dedicou sua vida inteira a arte de brincar.

Pedro se tornara “Guajiru” devido à fruta Guajiru, que sempre que ia visitar sua amada na época de namoro com Antônia Cardeiro leva que buscava pela estrada, essas frutinhas eram como cortesia a sua amada.

Era dono de uma sabedoria invejável, O boi calemba de Pedro Guajiru como já foi conhecido ou veio Pedro, dançou em todo o país, em Brasília tiveram por mais de cinco vezes levando a cultura São-gonçalense para além dos seus limites distritais.

Seu Pedro era uma figura fabulosa não só como pessoa humana, mas também como mestre do boi e deu continuidade ao seu antecessor.  Ele era extremante cuidadoso com as indumentárias do grupo, ainda nós anos 80 a então apresentadora Xuxa Meneguel  esteve em São Gonçalo no patamar da igreja e  brincou e fez fotos com o mestre Pedro Guajiru, ele em total atividade foi capa ate de  listas telefônicas. Dava gosto ver Pedro Guajiru contando uma historia qualquer, ele não se limitava apenas aos fatos, mas dramatizava-os e essa dramatização envolvia toda sua personalidade.

O mestre Pedro Guajiru sem duvidas foi um São Gonçalose muito ilustre para esta cidade.

Existe Boi do Mestre Pedro em exposição na galaria do folclore Nacional em São Paulo eternizando o seu saber e sua brincadeira.

O “Boi Calemba Pintadinho” contabilizam-se mais de 110 anos de história, data essa conhecida através do primeiro registro de uma de suas apresentações - estas que já vinham ocorrendo anteriormente, mas, não existem na atualidade documentação do seu início de maneira oficial. Os relatos retratam que a população do município se dirigia até esse sítio, “Breu”atravessando o rio para assistir às apresentações do grupo.

A expressão “Calemba” foi caracterizada como nome do grupo e foi dada pelo escritor Mário de Andrade, quando em visita a Natal/RN no ano de 1929.

No em agosto justamente no mês do folclore no dia 15 do ano de 1991 o nosso saudoso mestre Pedro Guajiru nos deixou vitima de um acidade cárdico vascular. 

Referências

  1. a b Da redação (Natasha Mazzacaro) (20 de novembro de 2014). «Trairi, no Ceará, tem praias com águas verde-esmeralda, coqueirais e histórias fantásticas». O Globo. Consultado em 1 de julho de 2017 
  2. Horácio de Almeida (1978). Coleção Documentos paraibanos: História da Paraíba, Volume 1. [S.l.]: Editora Universitária da UFPB 
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