Guarda Civil do Distrito Federal

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Guarda Civil do Distrito Federal
Insígnia da Guarda Civil do Distrito Federal
Visão geral
Nome completo Guarda Civil do Distrito Fedral
Sigla GC
Fundação 1904 (extinta em 1969)
Tipo policiamento ostensivo (uniformizado)
Subordinação Chefe de Polícia Civil do Distrito Federal (1904-1944)

Chefe de Polícia do Departamento Federal de Segurança Pública (1944-1960) (mudança de denominação)

Estrutura operacional
Sede Bandeira do Município do Rio de Janeiro.pngRio de Janeiro, DF
 Brasil
Nº de empregados 5.000, aproximadamente
Portal da polícia
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A Guarda Civil do Distrito Federal foi uma antiga corporação de policiais uniformizados da Polícia Civil do Distrito Federal (esta, antecessora da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro), quando a capital da República se situava na cidade do Rio de Janeiro.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Guarda Civil - 1910

Criada em 24 de fevereiro de 1904, durante o governo do Presidente Rodrigues Alves, por proposta de Antonio Augusto Cardoso de Castro, Chefe de Polícia do Distrito Federal e, posteriormente Ministro do Supremo Tribunal Federal, foi contemporânea à existência da antiga capital da República no Rio de Janeiro.[1]

Nasceu sob inspiração do trabalho de juristas brasileiros como Alfredo Pinto, Leoni Ramos, Geminiano da Franca e outros que procuraram moldar a polícia da capital federal aos padrões europeus, introduzindo no policiamento um guarda civil que respeitasse a população e estivesse inteiramente dedicado ao seu serviço e proteção. Contribuiu para a idéia, a experiência da Guarda Urbana, em funcionamento nos últimos trinta anos do Império.

Inicialmente, com o efetivo de 256 guardas destinados ao policiamento e vigilância da cidade, teve esse número progressivamente aumentado após a reforma policial de 1907, chegando a contar com 1.300 mil integrantes, nomeados pelo Chefe de Polícia, dentre brasileiros, com idade entre 21 e 40 anos, alfabetizados, de reconhecida moralidade e comportamento, com robustez física e pelo menos, 1,65m de altura.

A Guarda Civil do Distrito Federal tinha a direção sediada no Centro, na Praça Tiradentes e aquartelamentos em Copacabana, na Rua Tonelero, em Benfica, na Rua Célio Nascimento e GPO's (grupamentos de policiamento ostensivo) em toda a cidade, em geral nos Distritos Policiais, além de um efetivo no Palácio do Catete, sede da presidência da República.

Exerceu as suas atividades nas modalidades de policiamento a pé, a cavalo, motorizado e de trânsito. Antes da inauguração do serviço de rádio-patrulha pela Polícia Especial operava o Socorro Urgente, emergência policial sem o apoio das rádiocomunicações.

Com a mudança da capital para Brasília, em 21 de abril de 1960, a corporação passou a denominar-se Guarda Civil do Estado da Guanabara.[2]

Guarda Civil do Estado da Guanabara[editar | editar código-fonte]

Como Guarda Civil da Guanabara, com o número de 4.000 policiais, executava o policiamento de toda a área urbana da cidade do Rio de Janeiro e o serviço de rádio patrulha, que lhe foi transferido da Polícia Especial, extinta em 1960.[3]

Organograma[editar | editar código-fonte]

Diretor
Assistência
Secretaria
Subdiretor
Serviço de Guardas de Rádio Patrulha
Serviço de Guardas de Trânsito
Serviço de Choque
Serviço de Policiamento de Estádios
Grupamento de Motociclistas
18 Distritos de Vigilância
Banda da Cidade do Rio de Janeiro
Serviço de Administração

Hierarquia[editar | editar código-fonte]

Inspetor de Vigilância
Fiscal de Vigilância
Guarda

A extinção[editar | editar código-fonte]

Banda da Guarda Civil do Rio de Janeiro

Em 1969, por força da legislação (Decreto-Lei nº 1.072, de 30 de dezembro de 1969[4]) da ditadura militar iniciada em 1964, as guardas civis existentes no Brasil foram extintas e as suas atribuições transferidas para as polícias militares.

No Rio de Janeiro, os servidores da sua antiga guarda civil, tiveram os cargos transformados no novo cargo de Agente de Polícia Judiciária (APJ), da própria Polícia Civil.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Boletim da GCEG, ano VI, nº 86, de 11-05-1966, Imprensa Oficial.

Referências

Veja também[editar | editar código-fonte]

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