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Heitor Dhalia

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Heitor Dhalia
Nome completoHeitor Dhalia
Nascimento18 de janeiro de 1970 (56 anos)
Recife, Pernambuco, Brasil
Nacionalidadebrasileiro
OcupaçãoDiretor,
Roteirista,
Produtor
Atividade1988–presente
Festival de Cannes
Seleção Oficial "Un Certain Regard" por À Deriva (2009)
Outros prêmios
Grande Prêmio do Cinema Brasileiro
Melhor Roteiro Adaptado: O Cheiro do Ralo (2007)
Festival do Rio
Prêmio Especial do Júri: O Cheiro do Ralo (2007)
Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
Prêmio da Crítica - Melhor Filme: O Cheiro do Ralo (2007)
Prêmio do Júri Internacional - Melhor Filme: O Cheiro do Ralo (2007)
New York LaCinemaFe
Melhor Diretor: Nina (2004)
Miami Brazilian Film Festival
Melhor Diretor (curta-metragem): Conceição (2000)
Indicações
Grande Prêmio do Cinema Brasileiro
Melhor Direção: À Deriva (2010), Serra Pelada (2014)
Melhor Roteiro Original: Nina (2005), Serra Pelada (2014)
Sundance Film Festival
Grande Prêmio do Júri (World Cinema - Dramatic): O Cheiro do Ralo (2007)

Heitor Dhalia (Recife, 18 de janeiro de 1970) é um diretor de cinema, roteirista e produtor cinematográfico brasileiro, conhecido por sua versatilidade em transitar por diferentes gêneros e formatos, tanto no cinema quanto na televisão e no streaming. Entre seus trabalhos de maior destaque estão os longas-metragens Nina (2004), O Cheiro do Ralo (2007), À Deriva (2009) e Serra Pelada (2013), além das séries de sucesso Arcanjo Renegado (2020) e DNA do Crime (2023). Dhalia iniciou sua carreira na publicidade antes de migrar para o cinema e é co-fundador da produtora Paranoïd Filmes.

Biografia

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Primeiros Anos e Formação

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Nascido no Recife, capital de Pernambuco, em 18 de janeiro de 1970,[1] Heitor Dhalia passou sua infância e adolescência na cidade, onde desenvolveu interesse precoce por teatro e cinema.[2] Cursou Jornalismo na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).[1] Durante sua formação, vivenciou a efervescência cultural do Recife, que revelaria uma nova geração de cineastas nos anos seguintes, embora sua trajetória inicial o tenha levado para outros caminhos antes de se consolidar no cinema.[3]

Carreira na Publicidade

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Aos 21 anos, Dhalia começou a trabalhar em agências de publicidade no Recife como redator.[1][2] Em 1993, aos 23 anos, mudou-se para São Paulo, onde construiu uma sólida carreira no mercado publicitário.[1] Trabalhou em renomadas agências como DPZT, Talent, DM9 e Young & Rubicam (Y&R),[2] criando e produzindo mais de uma centena de filmes publicitários e conquistando diversos prêmios no setor.[4][2] Dhalia descreve sua passagem pela publicidade como um período de aprendizado focado no "acabamento, no refinamento estético e visual", habilidades que posteriormente influenciaram sua linguagem cinematográfica.[2]

Transição para o Cinema e Primeiros Trabalhos

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Apesar do sucesso na publicidade, Dhalia almejava trabalhar com cinema. Sua estreia na área ocorreu em 1999, como assistente de direção de Aluízio Abranches no longa-metragem Um Copo de Cólera.[1][4] No mesmo ano, co-dirigiu com Renato Ciasca e roteirizou o curta-metragem Conceição.[1][5] O curta, filmado em Pernambuco, narra a história de duas prostitutas que se apaixonam por vestidos de noiva em uma vitrine e pedem a dois bandidos para roubá-los.[5] Conceição foi premiado em festivais, incluindo o Miami Brazilian Film Festival (Melhor Diretor de Curta-Metragem) e o Festival de Cinema de Gramado (Melhor Trilha Sonora).[6][5] Em 2002, Dhalia foi co-roteirista, novamente com Aluízio Abranches, do filme As Três Marias.[1]

Consolidação como Diretor e Roteirista

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A estreia de Heitor Dhalia na direção de longas-metragens aconteceu em 2004 com Nina. O filme, estrelado por Guta Stresser e Myrian Muniz, é livremente inspirado no romance Crime e Castigo de Fiódor Dostoiévski, transportando o drama para um universo visualmente impactante, com o uso de animações do quadrinista Lourenço Mutarelli.[7] Dhalia buscou uma atmosfera universal e atemporal, explorando a psique de uma jovem oprimida que classifica os homens entre "ordinários" e "extraordinários".[7] Nina recebeu reconhecimento internacional, incluindo o prêmio de Melhor Diretor no New York LaCinemaFe[6] e Menção Especial da Crítica no Festival Internacional de Cinema de Moscou.[4]

Seu segundo longa, O Cheiro do Ralo, lançado em 2007, consolidou Dhalia como um nome proeminente no cinema brasileiro contemporâneo. Baseado no romance homônimo de Lourenço Mutarelli, o filme é estrelado por Selton Mello no papel de Lourenço, o dono de uma loja de penhores que compra objetos usados de pessoas em dificuldades financeiras e desenvolve uma obsessão pelo "cheiro do ralo" e pela nádega de uma garçonete. A obra foi aclamada pela crítica por sua originalidade, humor ácido e pela atuação de Mello.[8] A adaptação cinematográfica buscou traduzir a linguagem híbrida do romance, incorporando elementos da sociologia, filosofia, história e psicologia na construção do personagem e em suas relações sociais e históricas.[9] O Cheiro do Ralo conquistou importantes prêmios, como o Prêmio Especial do Júri no Festival do Rio, Melhor Filme pela Crítica e pelo Júri Internacional na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo,[8][6] e foi selecionado para a competição World Cinema Dramatic do Sundance Film Festival em 2007,[6] onde foi indicado ao Grande Prêmio do Júri.[6]

Em 2009, Dhalia lançou À Deriva, um drama intimista sobre o fim de um casamento e o despertar sexual de uma adolescente durante férias em Búzios nos anos 1980. O filme, estrelado por Vincent Cassel, Débora Bloch e a estreante Laura Neiva, foi selecionado para a mostra "Un Certain Regard" do Festival de Cannes de 2009,[1][10] um marco em sua carreira. A crítica destacou a maturidade do diretor, a sensibilidade na abordagem dos temas e as atuações do elenco.[10]

Experiência Internacional

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Em 2012, Dhalia dirigiu seu primeiro longa-metragem em Hollywood, o thriller Gone (distribuído no Brasil como 12 Horas), estrelado por Amanda Seyfried. A experiência, no entanto, foi publicamente descrita por Dhalia como frustrante devido à falta de controle criativo e às imposições do sistema de estúdio.[11] Ele afirmou que o filme "não era seu" e que os produtores estavam mais focados em pré-vendas do que na qualidade artística.[11] Gone teve uma recepção crítica majoritariamente negativa[12] e um desempenho modesto nas bilheterias, arrecadando cerca de US$ 18,1 milhões mundialmente, com um orçamento estimado em US$ 19 milhões.[13]

Retorno ao Brasil e Projetos de Destaque

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De volta ao Brasil, Dhalia dirigiu Serra Pelada (2013), um drama épico sobre a corrida do ouro no famoso garimpo paraense nos anos 1980. O filme, estrelado por Juliano Cazarré, Júlio Andrade, Wagner Moura e Sophie Charlotte, abordou temas como ambição, violência e a amizade em um ambiente hostil.[14][15] A produção enfrentou desafios, incluindo a recriação do garimpo em São Paulo.[15] O filme foi bem recebido no Brasil e posteriormente adaptado para uma minissérie de quatro capítulos, Serra Pelada, a Saga do Ouro, exibida pela Rede Globo em 2014, com direção geral de Dhalia e roteiro co-escrito com Vera Egito.[16]

Em 2017, lançou seu primeiro documentário, On Yoga: The Architecture of Peace. Baseado no livro homônimo do fotógrafo Michael O'Neill, o filme acompanha O'Neill em sua jornada entrevistando mestres de ioga ao redor do mundo. Produzido por Paranoïd Filmes, O'Neill e Urso Filmes, o documentário contou com a participação de figuras como Deepak Chopra e Moojibaba.[17][18] O filme foi reconhecido por sua qualidade técnica, recebendo prêmios de Melhor Fotografia da Associação Brasileira de Cinematografia (ABC) e no Imago International Awards.[6]

Dando continuidade à sua exploração de diferentes linguagens, Dhalia adaptou a graphic novel Tungstênio de Marcelo D'Salete para o cinema em 2018. O filme, com roteiro de Marçal Aquino, Fernando Bonassi e Marcelo Quintanilha, entrelaça as histórias de quatro personagens em Salvador, Bahia, a partir de um crime ambiental.[19] A crítica destacou a estética visual do filme, com uso de enquadramentos e cores que remetem aos quadrinhos, embora alguns apontassem um desequilíbrio entre a força visual e o desenvolvimento dos personagens.[19]

Em 2019 (lançado comercialmente em 2021), Dhalia dirigiu Anna, um drama psicológico que explora temas de assédio moral e sexual em um ambiente de criação artística teatral. O filme mergulha na psique de uma atriz que, ao se preparar para o papel de Ofélia, vê as fronteiras entre realidade e imaginação se esvaírem.[20]

Sucesso em Séries de Streaming

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A partir de 2020, Heitor Dhalia expandiu significativamente sua atuação para o formato de séries, especialmente para plataformas de streaming, alcançando grande sucesso de público e crítica.

Em 2020, dirigiu episódios e atuou como produtor executivo da série Todxs Nós, uma produção da HBO que aborda questões de gênero e sexualidade.[carece de fontes]?

No mesmo ano, iniciou sua parceria com o Globoplay e o AfroReggae Audiovisual com a série Arcanjo Renegado (2020-presente). Criada por José Júnior, a série, da qual Dhalia dirigiu a primeira e segunda temporadas,[21] acompanha um sargento do BOPE no Rio de Janeiro. A produção foi elogiada pela qualidade da ação, atuações e por integrar o chamado "Afroverso", um universo compartilhado de produções do AfroReggae.[21] Uma quarta temporada já foi confirmada.[21]

Em 2023, Dhalia alcançou projeção internacional como criador e diretor geral da série DNA do Crime, uma produção da Netflix e Paranoïd Filmes.[22] Inspirada em crimes reais na fronteira Brasil–Paraguai, a série policial tornou-se um fenômeno global,[23] sendo a primeira série de ação brasileira a alcançar o primeiro lugar no Top 10 Global de séries de língua não inglesa da Netflix.[24] A segunda temporada foi confirmada para lançamento em 4 de junho de 2025.[22]

Em 2024, dirigiu a série O Jogo que Mudou a História para o Globoplay. Também criada por José Júnior, a produção explora a gênese das facções criminosas no Rio de Janeiro durante os anos 1970. A série foi elogiada pela crítica por sua produção meticulosa, roteiro bem elaborado e a representação visceral da violência e das dinâmicas de poder.[25]

Outros Trabalhos Relevantes

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Ao longo de sua carreira, Dhalia também dirigiu a minissérie O Caçador (2014) para a Rede Globo, estrelada por Cauã Reymond, que recebeu críticas positivas e boa audiência.[carece de fontes]? Em 2019, lançou o documentário Em Busca da Cerveja Perfeita, onde explora o universo da cerveja artesanal.[26] Seu filme mais recente, Invisíveis (The Ballad of a Hustler) (2023), uma co-produção Brasil/EUA filmada em Nova Iorque, foi selecionado para a mostra Panorama Mundial do Festival do Rio de 2023.[27]

Paranoïd Filmes

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Heitor Dhalia é co-fundador, junto com Egisto Betti, da produtora Paranoïd Filmes (originalmente Paranoid BR), estabelecida em 2009.[28][2] A empresa tem uma atuação diversificada, produzindo conteúdo para publicidade, cinema, televisão e plataformas de streaming,[28] sendo responsável por muitos dos projetos de Dhalia, bem como de outros diretores. Dhalia descreve sua abordagem como a de um "artista empreendedor",[29] tendo investido recursos próprios no início de sua carreira cinematográfica e buscando um modelo de produção independente e dinâmico.[2][1] Essa postura reflete a menção de que ele "montou uma cooperativa de cinema e adotou modelo raro de produção independente",[30] interpretada mais como uma filosofia de trabalho colaborativo e de risco compartilhado dentro de sua produtora do que uma cooperativa formal.

Estilo de Direção, Temática e Influências

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O trabalho de Heitor Dhalia é marcado por um forte apuro estético, possivelmente herdado de sua extensa carreira na publicidade, onde o "acabamento visual" é primordial.[2][3] Ele se define como um "esteta"[2] e seus filmes frequentemente exibem uma direção de arte e fotografia cuidadosas, como observado em Nina[7] e Tungstênio.[19]

Tematicamente, Dhalia demonstra um interesse recorrente pela natureza humana, pelas complexidades psicológicas de seus personagens e por dramas que exploram relações interpessoais em crise, como em O Cheiro do Ralo, À Deriva e Anna.[9][10][20] Ele transita com fluidez por diferentes gêneros, desde o drama psicológico e o thriller até o épico de ação e o documentário.

Uma característica notada por críticos e acadêmicos é a forma como Dhalia se posiciona em relação à identidade regional nordestina. Enquanto seu curta Conceição é profundamente enraizado em Recife, com locações, atores e narrativa locais (embora já com uma estética influenciada pela publicidade),[3] seus longas-metragens, em geral, tendem a buscar uma universalidade temática e estética, afastando-se dos marcadores culturais fortes que caracterizam parte da produção de outros cineastas pernambucanos de sua geração, como os ligados ao movimento "Árido Movie".[3] Sua obra dialoga mais com um modelo de produção industrial, o "cinemão", que visa um alcance de público mais amplo, sem abdicar de uma assinatura autoral.[31]

Entre suas influências, Dhalia cita nomes canônicos do cinema e da literatura mundial como Stanley Kubrick, Akira Kurosawa e William Shakespeare.[2] Ele também acompanha e valoriza a diversidade da produção audiovisual brasileira contemporânea, incluindo a vanguarda da produção pernambucana e a influência de linguagens periféricas como o funk.[2]

Dhalia frequentemente colabora com os mesmos profissionais, como os roteiristas Marçal Aquino e Vera Egito, e atores como Selton Mello e Wagner Moura.

Filmografia

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AnoTítuloFormatoObservações
1988A Pantomima da MorteCurta-metragem (vídeo)Também roteirista
1999ConceiçãoCurta-metragemCo-dirigido com Renato Ciasca; também roteirista
2004NinaLonga-metragemTambém roteirista
2007O Cheiro do RaloLonga-metragemTambém roteirista
2009À DerivaLonga-metragemTambém roteirista
2012Gone (12 Horas)Longa-metragemProdução norte-americana
2013Thiago Pethit: MoonVideoclipe[32]
Serra PeladaLonga-metragemTambém roteirista
2014O CaçadorMinissérie de TV13 episódios; direção geral
Serra Pelada, a Saga do OuroMinissérie de TVAdaptação do longa; direção geral[16]
2017On Yoga: The Architecture of PeaceDocumentárioLonga-metragem
2018TungstênioLonga-metragem
2019Em Busca da Cerveja PerfeitaDocumentárioLonga-metragem[26]
Anna (lançado em 2021)Longa-metragemTambém roteirista e produtor[20]
2020–2022Arcanjo RenegadoSérie de TVDireção geral (Temporadas 1 e 2)[21]
2020Todxs NósSérie de TVDiretor de episódios
2023DNA do CrimeSérie de TVCriador e Diretor Geral (Temporada 1)[24][22]
Invisíveis (The Ballad of a Hustler)Longa-metragem[27]
2024O Jogo que Mudou a HistóriaSérie de TVDireção geral[25]
2025DNA do Crime (Temporada 2)Série de TVDiretor Geral; estreia prevista para 2025[22]
Os Donos do Jogo Série de TV Direção geral

Roteirista

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AnoTítuloFormatoObservações
1988A Pantomima da MorteCurta-metragem (vídeo)Com Henrique Amaral e Marcelo Pinheiro[4]
1999ConceiçãoCurta-metragem
2002As Três MariasLonga-metragemCo-roteirista com Aluízio Abranches[4]
2004NinaLonga-metragemCom Marçal Aquino[4]
2007O Cheiro do RaloLonga-metragemCom Marçal Aquino[4]
2009À DerivaLonga-metragemCom Vera Egito[4]
2013Serra PeladaLonga-metragemCom Vera Egito[4]
2014Serra Pelada, a Saga do OuroMinissérie de TVCom Vera Egito[16]
2019AnnaLonga-metragem[20]
2020Todxs NósSérie de TVCriador; roteirista de 8 episódios[32]
2023DNA do CrimeSérie de TVCriador (8 episódios)[32]
AnoTítuloFormatoObservações
2007O Cheiro do RaloLonga-metragemProdutor[33]
2013Serra PeladaLonga-metragemProdutor[33]
2014A Batalha da Rua Maria AntôniaLonga-metragemProdutor[33]
2014Serra Pelada, a Saga do OuroMinissérie de TVProdutor Executivo[33]
2016Amores UrbanosLonga-metragemProdutor Executivo[33] (Dirigido por Vera Egito)
2017On Yoga: The Architecture of PeaceDocumentárioProdutor[17]
2018TungstênioLonga-metragemProdutor[33]
2018Todas as Razões Para EsquecerLonga-metragemProdutor[33] (Dirigido por Pedro Coutinho)
2019AnnaLonga-metragemProdutor[20]
2020Todxs NósSérie de TVProdutor Executivo (8 episódios)[32]
2021Doutor GamaLonga-metragemProdutor[32]
2022Quando Falta o ArDocumentárioProdutor[32]
2022Arcanjo Renegado (Temporada 2)Série de TVProdutor (4 episódios)[32]
2023Grande SertãoLonga-metragemProdutor[32]
2023A Batalha da Rua Maria AntôniaLonga-metragemProdutor[32] (Diferente do filme de 2014 com mesmo título)
2023–2024O Jogo que Mudou a HistóriaSérie de TVProdutor (10 episódios)[32]
2025 (previsto)Maria e o CangaçoMinissérie de TVProdutor (6 episódios)[32]

Nota: A filmografia lista os trabalhos mais proeminentes e pode não ser exaustiva, especialmente em relação a projetos de publicidade ou participações menores. As funções de produtor podem variar entre produtor, co-produtor e produtor executivo conforme as fontes.

Prêmios e Indicações

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Heitor Dhalia recebeu diversos prêmios e indicações ao longo de sua carreira. Abaixo uma lista selecionada:[6]

AnoPremiaçãoCategoriaFilmeResultado
2000Festival de Cinema de GramadoMelhor Trilha Sonora (dividido com a equipe)ConceiçãoVenceu
2000Miami Brazilian Film FestivalMelhor Diretor - Curta-MetragemVenceu
2004New York LaCinemaFeSilver Apple - Melhor DiretorNinaVenceu
2004Festival Internacional de Cinema de MoscouPrêmio Especial da Crítica RussaVenceu
2005Grande Prêmio do Cinema BrasileiroMelhor Roteiro Original (com Marçal Aquino)Indicado
2006Festival do RioPrêmio Especial do JúriO Cheiro do RaloVenceu
2006Festival do RioMelhor Filme Latino-Americano - FIPRESCIVenceu
2006Mostra Internacional de Cinema de São PauloPrêmio da Crítica - Melhor FilmeVenceu
2006Mostra Internacional de Cinema de São PauloPrêmio do Júri Internacional - Melhor FilmeVenceu
2007Sundance Film FestivalGrande Prêmio do Júri (World Cinema - Dramatic)Indicado
2007Grande Prêmio do Cinema BrasileiroMelhor Roteiro Adaptado (com Marçal Aquino)Venceu
2007Grande Prêmio do Cinema BrasileiroMelhor DireçãoIndicado
2009Festival de Cannes de 2009Prix Un Certain RegardÀ DerivaIndicado
2010Grande Prêmio do Cinema BrasileiroMelhor DireçãoIndicado
2013Festin LisboaMelhor Filme pelo PúblicoSerra PeladaVenceu
2014Grande Prêmio do Cinema BrasileiroMelhor DireçãoIndicado
2014Grande Prêmio do Cinema BrasileiroMelhor Roteiro Original (com Vera Egito)Indicado
2017Prêmio ABC (Associação Brasileira de Cinematografia)Melhor Fotografia de Documentário (Lula Carvalho)On Yoga: The Architecture of PeaceVenceu
2018Imago International Award for Best CinematographyMelhor Fotografia de Documentário (Lula Carvalho)Venceu
2018Festival de Cinema de GramadoMelhor Longa-Metragem BrasileiroTungstênioIndicado
2020Prêmio ABC (Associação Brasileira de Cinematografia)Melhor Direção de Fotografia Série de TV (Azul Serra & Adolpho Veloso)Arcanjo RenegadoIndicado
2021Prêmio PlatinoMelhor Criador de Série (com José Júnior)Indicado
2023Prêmio Produ AwardsMelhor Direção - Série e Minissérie de Ação, Policial, Suspense, TerrorIndicado
2023Prêmio APCAMelhor SérieDNA do CrimeIndicado
2024New York Festivals TV & Film AwardsGold World Medal - Melhor Programa de Entretenimento de Crime/AçãoVenceu
2024New York Festivals TV & Film AwardsGold World Medal - Melhor Direção (com Pedro Morelli)Venceu
2024Prêmio PlatinoMelhor Criador de Minissérie ou Telessérie CinematográficaIndicado
2024Seoul International Drama AwardsPrêmio Especial do JúriVenceu

Referências

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  1. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 «Heitor Dhalia». Enciclopédia Itaú Cultural. 28 de fevereiro de 2020. Consultado em 30 de maio de 2025
  2. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Alexandre Zaghi Lemos (23 de abril de 2018). «Heitor Dhalia: "Não há país desenvolvido sem uma indústria criativa forte"». Meio & Mensagem. Consultado em 30 de maio de 2025
  3. 1 2 3 4 Ferraretto, Pacifica (2010). GERAÇÃO ÁRIDO MOVIE: Reinvenções do Nordeste no cinema pernambucano do século XXI (Dissertação (Mestrado em Multimeios)). Campinas: Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas. Consultado em 30 de maio de 2025
  4. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 «Quem é Quem: Heitor Dhalia». Filme B. Consultado em 30 de maio de 2025 [ligação inativa]
  5. 1 2 3 «Conceição». Porta Curtas. Consultado em 30 de maio de 2025
  6. 1 2 3 4 5 6 7 «Heitor Dhalia - Awards». IMDb. Consultado em 30 de maio de 2025
  7. 1 2 3 Daniel Schenker (abril de 2008). «Nina». Cinema Escrito. Consultado em 30 de maio de 2025
  8. 1 2 Marcelo Müller. «O Cheiro do Ralo». Papo de Cinema. Consultado em 30 de maio de 2025
  9. 1 2 Polnow, Rodrigo Nogueira (2009). O Cheiro do ralo : literatura e cinema (Dissertação (Mestrado em Letras)). Porto Alegre: Instituto de Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Consultado em 30 de maio de 2025
  10. 1 2 3 Marcelo Müller. «À Deriva». Papo de Cinema. Consultado em 30 de maio de 2025
  11. 1 2 André Barcinski (20 de abril de 2012). «Diretor brasileiro "perde a inocência" em Hollywood». Folha de S.Paulo. Consultado em 30 de maio de 2025
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  13. ↑ «Gone (2012)». Box Office Mojo. Consultado em 30 de maio de 2025
  14. ↑ Carlos Heli de Almeida (17 de outubro de 2013). «Épico sobre a febre do ouro no Pará, "Serra Pelada" estreia nesta sexta-feira». GZH. Consultado em 30 de maio de 2025
  15. 1 2 Teté Ribeiro (10 de outubro de 2013). «Wagner Moura assume produção, mas quem brilha em 'Serra Pelada' é Juliano Cazarré». Folha de S.Paulo. Consultado em 30 de maio de 2025
  16. 1 2 3 «'Serra Pelada, a Saga do Ouro' estreia nesta terça na Globo». VEJA. 21 de janeiro de 2014. Consultado em 30 de maio de 2025
  17. 1 2 «On Yoga The Architecture of Peace». Punctum Sales. Consultado em 30 de maio de 2025
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  20. 1 2 3 4 5 Pedro Butcher (5 de agosto de 2021). «Crítica: Anna». Revista de Cinema. Consultado em 30 de maio de 2025
  21. 1 2 3 4 Caio Coletti (25 de agosto de 2022). «Arcanjo Renegado: 5 motivos para assistir à série do Globoplay». Omelete. Consultado em 30 de maio de 2025
  22. 1 2 3 4 «DNA do Crime: Segunda temporada inicia gravações no Paraguai e terá cenas em outros países». Netflix. 18 de abril de 2024. Consultado em 30 de maio de 2025
  23. ↑ «'DNA do Crime' fura bolha brasileira e vira fenômeno mundial da Netflix | Tela Plana». VEJA. Consultado em 1 de abril de 2024
  24. 1 2 Laísa Trojaike (15 de novembro de 2023). «Crítica DNA do Crime | Série policial da Netflix merece ser maratonada em um dia». Canaltech. Consultado em 31 de maio de 2025
  25. 1 2 Matheus Barrios (junho de 2024). «Crítica | O Jogo que Mudou a História – 1ª Temporada». Oxente, Pipoca!. Consultado em 30 de maio de 2025
  26. 1 2 «Em Busca da Cerveja Perfeita». AdoroCinema. Consultado em 31 de maio de 2025
  27. 1 2 «The Ballad of a Hustler (Invisíveis)». Festival do Rio. Consultado em 31 de maio de 2025
  28. 1 2 «Paranoid Filmes». Rio2C. Consultado em 30 de maio de 2025
  29. ↑ «#29 • O artista empreendedor • Heitor Dhalia». Atitude Empreendedora. 12 de agosto de 2020. Consultado em 30 de maio de 2025
  30. ↑ «Estreante em Hollywood, Heitor Dhalia diz que '12 horas' é do produtor». Consultado em 6 de junho de 2013 [ligação inativa]
  31. ↑ Oliveira Junior, Luiz Carlos de (2012). O novíssimo cinema brasileiro e o velho modo de produção do “cinemão”: contradições da retomada (Dissertação (Mestrado em Meios e Processos Audiovisuais)). São Paulo: Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo. Consultado em 31 de maio de 2025
  32. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 «Heitor Dhalia - Filmography». IMDb. Consultado em 31 de maio de 2025
  33. 1 2 3 4 5 6 7 «Filmografia Heitor Dhalia». AdoroCinema. Consultado em 31 de maio de 2025

Ligações externas

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