Nina (filme)

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Nina
 Brasil
2004 •  cor •  90 min 
Direção Heitor Dhalia
Roteiro Marçal Aquino
Heitor Dhalia
Elenco Guta Stresser
Myriam Muniz
Sabrina Greve
Luíza Mariani
Juliana Galdino
Género drama
Lançamento 5 de novembro de 2004[1]
Idioma português
Página no IMDb (em inglês)

Nina é um filme brasileiro, lançada em 5 de novembro de 2004, do gênero drama, dirigido por Heitor Dhalia.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Ambientado na cidade de São Paulo contemporânea, o filme narra a história de Nina, jovem pobre que procura atabalhoadamente um meio de sobrevivência na sociedade desumana, mas só esbarra em adversidades.

Mora num quarto alugado por Eulália, velha decrépita que lembra a personagem usurária morta por Raskólnikov em Crime e Castigo, de Fiodór Dostoiévski.

A senhoria torna a vida de Nina um inferno ao violar sua correspondência, confisca-lhe dinheiro enviado pela mãe, trancar a geladeira a cadeado para impedir-lhe o acesso aos alimentos, cada um com a etiqueta "Eulália" - símbolo do poder de compra e do direito ao consumo e à humilhação do semelhante.


Críticas[editar | editar código-fonte]

"Nina (Guta Stresser, a Bebel do seriado “A Grande Família”) é uma jovem cheia de teorias. De acordo com ela, as pessoas são divididas em duas categorias: as ordinárias e as extraordinárias. As ordinárias são as pessoas acomodadas e que preferem deixar o mundo do jeito que ele está. Já as extraordinárias são as pessoas que querem mudar o mundo; mesmo que, para isso, tenham que realizar atos impensáveis. Filme de estreia do diretor Heitor Dhalia, “Nina” bebe em inúmeras fontes. A mais nítida delas é o livro “Crime e Castigo”, de Fiodór Dostoievski, o qual livremente inspirou o roteiro do filme. Outra influência que pode ser notada em “Nina” é a presença da estética daquele que a revista “Vanity Fair” chamou de “A Nova Onda do Cinema Latino Americano”, cujos representantes mais ilustres são o mexicano Alejandro Gonzalez-Inarritu (“21 Gramas”) e o brasileiro Walter Salles (“Diários de Motocicleta”). O espectador mais atento também perceberá que, assim como Quentin Tarantino em “Kill Bill Vol. 1”, Heitor Dhalia apela para as animações para mostrar as cenas em que Nina extravasa toda a sua raiva em relação à Dona Eulália. Este é um filme que não é fácil de se assistir, pois relata uma história densa através de imagens cruas e cortantes (mérito da excelente fotografia de José Roberto Eliezer). Além de ser aquele tipo de longa que deixa mais perguntas do que respostas na mente do espectador. A solução é mergulhar nos nossos sentimentos, do mesmo jeito que Nina o fez." - Kamila A.[2]

"Na boa tô assistindo os filmes do Heitor Dhalia e me parece que realmente O Cheiro do Ralo é o melhor deles. Esse Nina mesmo é interessante por ver a Guta em outros trabalhos que não seja A Grande Familia, mas a historia fica meio sem sentido no final, não dá prá entender se ela teve um trauma familiar ou se está tendo um surto psicótico por causa das drogas. E a familia dela? Está morta ou está viva? Muito confuso eu acredito que não estou intelectualmente preparado prá entender esse filme." - Villas Boas[3]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Adaptação livre de "Crime e Castigo", "Nina" estréia hoje». Folha Online. 5 de novembro de 2004. Consultado em 28 de maio de 2015 
  2. «Adoro cinema» 
  3. «Adoro Cinema» 
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