Helleborus foetidus

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaHelleborus foetidus
Helleborus-foetidus-DS-032.jpg
Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: angiospérmicas
Clado: eudicotiledóneas
Ordem: Ranunculales
Família: Ranunculaceae
Género: Helleborus
Espécie: H. foetidus
Nome binomial
Helleborus foetidus
L.

Helleborus foetidus , comummente chamada erva-besteira ou heléboro-fétido,[1] é uma espécie de planta com flor pertencente à família Ranunculaceae.

A autoridade científica da espécie é L., tendo sido publicada em Species Plantarum 1: 558. 1753.


Trata-se de um caméfito, ou seja, é uma planta herbácea perene com gemas de renovo acima da superfície do solo.[2] Floresce de Dezembro a Junho.[1] Pode chegar aos 80 centímetros de altura, exibindo flores verdes e folhas compostas, dotadas de folíolos lanceolados, que libertam um odor fétido se forem esmagados.[3]

Todas as partes da planta são venenosas, contendo glicosídeos. O seu consumo produz intoxicação, cuja sintomatologia inclui vómitos violentos (émese violenta) e delirios.[4]

Dá pelos nomes comuns de Besteira, Erva-besteira, Erva-dos-besteiros e Heléboro-fétido.[1][3]

Habitat[editar | editar código-fonte]

É nativa da Europa Ocidental, abarcando territórios na Inglaterra, Portugal, Espanha e até Alemanha e Itália, onde cresce em zonas montanhosas, e da Ásia Menor.[1]

Portugal[editar | editar código-fonte]

Trata-se de uma espécie presente no território português, nomeadamente em Portugal Continental. Mais concretamente, nas zonas da Terra quente transmontana, no Nordeste ultrabásico, na Terra fria transmontana, no Nordeste leonês, no Noroeste montanhoso, no Noroeste ocidental, com muito exíguas povoações no Centro-Oeste calcário.[2]

Em termos de naturalidade é nativa das regiões atrás indicadas.

Ecologia[editar | editar código-fonte]

Prefere a orla húmida de bosques e matorrais, bermas de caminhos e de sebes (ruderal). Favorece solos pedregosos, especialmente os básicos (rupícola).[1]

Protecção[editar | editar código-fonte]

Não se encontra protegida por legislação portuguesa ou da Comunidade Europeia.

História do nome[editar | editar código-fonte]

Na história de Portugal, esta planta esteve associada aos besteiros. De acordo com o elucidário de Viterbo, de 1856, os besteiros portugueses, já no reinado de D. João I, envenenavam os virotes das bestas com esta erva, o que terá levado a mesma viesse a adquirir os nomes de «erva-besteira» e «erva-dos-besteiros».[5]

Referências

  1. a b c d e «UTAD- Jardim Botânico -Helleborus foetidus». Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Consultado em 12 de dezembro de 2020 
  2. a b «Flora-On | Flora de Portugal interactiva». flora-on.pt. Consultado em 12 de dezembro de 2020 
  3. a b Infopédia. «erva-besteira | Definição ou significado de erva-besteira no Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Infopédia - Dicionários Porto Editora. Consultado em 12 de dezembro de 2020 
  4. North, Pamela (1967). Poisonous plants and fungi in colour. [S.l.]: Blandford Press & Pharmacological Society of Great Britain. OL 193794W 
  5. Viterbo, Joaquim de Santa Rosa de (1856). Elucidário das palavras, termos e frases que em Portugal antigamente se usaram e que hoje regularmente se ignoram vol. 1. Lisboa: A. J. Fernandes Lopes. p. 210. 552 páginas  «Ordinariamente hervavão os virotes, untando-as com hervas venenosas, principalmente com o ellebro fétido, que por isso em Portugal lhe chamão herva-bésteira»

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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