Hidrovia do Solimões-Amazonas

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A Hidrovia do Solimões-Amazonas é uma hidrovia supranacional que tem como principal tronco o rio Amazonas. Atende o Brasil, a Colômbia, o Peru, o Equador e a Bolívia.[1]

Por definição a hidrovia se restringe ao Brasil, visto que a Antaq e o DNIT - órgãos brasileiros, que normatizaram a hidrovia para fins estatísticos e de planejamento, consideram-na como de Tabatinga a Belém, cidades brasileiras, mesmo que todos os demais países anteriormente citados tenham trechos navegáveis numa virtual hidrovia supranacional, que de fato existe.[2]

É a mais importante hidrovia do modal hidroviário do "Arco Norte".

Características[editar | editar código-fonte]

É principal hidrovia e de fato a principal via de transportes da região norte-brasileira. Ela se sustenta principalmente pela navegação no rio Amazonas, mas é navegável em praticamente todos os seus afluentes devido a boa profundidade da calha dos rios e a inexistência de corredeiras na planície amazônica.[3]

Nesta hidrovia é transportado além de passageiros, praticamente todo o transporte cargas que são direcionados aos grandes centros regionais - Belém e Manaus. Em quase sua totalidade o transporte de passageiros da planície amazônica é feito por essa hidrovia.[4]

Esta hidrovia é dividida em dois tramos. O Solimões, que se estende de Tabatinga a Manaus, tendo aproximadamente 1600 km e o Amazonas, que vai de Manaus a Belém, com 1650 km. O primeiro tramo possui calado mínimo de 6 metros, com alguns pontos críticos na secas, e o segundo com calados de 10 metros, o que permite acesso de navios marítimos de até 60 000 TPB.[3]

Esta via é de extrema importância, pois além das grandes cidades existentes às suas margens, ainda é a confluência de outros cursos de água navegáveis, tais como o Tocantins.[5]

Hidrovia do Madeira[editar | editar código-fonte]

O tronco do rio Madeira considerado como "Hidrovia do Madeira" é parte da Hidrovia do Solimões-Amazonas, pois o Madeira é um rio integrante da bacia do rio Amazonas. No entanto, para fins estatísticos e de planejamento, a Antaq e o DNIT consideraram o Madeira e seus afluentes uma hidrovia, quanto da normatização da mesma.[2]

Portos[editar | editar código-fonte]

Os portos mais importantes da hidrovia ficam nas cidades de Iquitos, no Peru, Letícia na Colômbia e em Manaus, Santarém e Macapá no Brasil.[5]

A hidrovia corta o estado do Pará no sentido Oeste-leste, possuindo em sua foz a maior ilha fluviomarítima do mundo, a ilha de Marajó. As águas da hidrovia são em geral barrentas e frias, alcançando a profundidade de 100 metros em determinados trechos. Sendo a maioria dos rios de planície, é navegável em toda sua extensão.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Hidrovia do Solimões-Amazonas - Antaq
  2. a b TEIXEIRA DE SOUZA, M. Sobre as Hidrovias Brasileiras. Unifesspa: 2015
  3. a b Hidrovia do Solimões/Amazonas - DNIT
  4. A hidrovia dos rios Amazonas e Solimões - Portogente
  5. a b Transporte de Cargas na Hidrovia do Solimões-Amazonas (2010) - ANTAq

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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