Hora da Verdade

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Hora da Verdade
Informação geral
Formato
País de origem  Brasil
Produção
Apresentador(es) Márcia Goldschmidt
Exibição
Emissora de televisão original Brasil Band
Transmissão original 4 de junho de 2001 - 13 de fevereiro de 2004

Hora da Verdade foi um programa exibido pela Rede Bandeirantes de Televisão entre 4 de junho de 2001 e 13 de fevereiro de 2004.[1]

Apresentado por Márcia Goldschmidt, era exibido de segunda a sexta e mostrava dramas e conflitos dos convidados, supostamente com a intenção de resolvê-los.

O programa[editar | editar código-fonte]

O programa foi idealizado para seguir os moldes do Programa do Ratinho e Cidade Alerta, exibido pelo SBT em 1997. A diferença é que agora o programa voltava numa versão mais leve, e discutia casos envolvendo defesa do consumidor e brigas de família.[2]

Quadros[editar | editar código-fonte]

Além de abordar conflitos familiares dos participantes, o programa tinha alguns quadros específicos.

Revelação de segredo[editar | editar código-fonte]

Um participante com algum segredo, considerado grave, procurava o programa para fazer a revelação ao vivo. Antes de entrar no ar, o participante contava o segredo para a apresentadora Márcia. No ar, o participante que escondia o segredo ficava frente a frente com a pessoa que precisaria ouvir a revelação e contava tudo.

Desabafo[editar | editar código-fonte]

Este quadro apresentava uma história dramática, que durava cerca de 20 a 30 minutos no ar. Geralmente a protagonista da história era uma mulher arrependida de algo que fez em sua vida e por isso acabou sofrendo as consequências do fato. As dramatizações não tinham falas, apenas eram mostradas imagens em cor opaca, com uma narração que representava a voz da mulher protagonista. As histórias eram narradas por Vivian Melli, uma das produtoras do programa[3].

O Real e o Sobrenatural[editar | editar código-fonte]

Nesse quadro também era apresentada uma história,com conteúdo e narrativa sobrenatural. As dramatizações também não tinham falas, só as imagens da história eram mostradas. As narrações deste quadro eram feitas pela Márcia Goldschmidt.

Audiência[editar | editar código-fonte]

A audiência do programa variava entre 6 e 10 pontos e era um dos maiores ibopes da emissora[4]. Em um ano, a audiência do horário chegou a crescer cerca de 127%[5].

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

O programa também teve suspeitas e queixas de armações em seus casos. No programa do dia 24 de abril de 2003, uma mulher chamou seu namorado de um outro nome. Questionada pela apresentadora, a mulher falou que não teve tempo de decorar nomes. Esse fato levantou a suspeita de que o caso era armado. A assessoria de imprensa da emissora alegou que a produção do programa orientou a mulher a dar outro nome ao namorado, pois ele não queria aparecer em público[6].

Denúncias[editar | editar código-fonte]

Em 2003 o programa entrou na lista da campanha "Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania", que é formada por denúncias de telespectadores e pelo Comitê de Acompanhamento da Programação (CAP), onde estão como representantes mais de 60 entidades que assessoram a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados para criar o "Ranking da Baixaria na TV".[7] As principais queixas da população que formaram a lista, era de apelo sexual, incitação à violência, exposição das pessoas ao ridículo e discriminação.[8]

Fim do programa[editar | editar código-fonte]

Devido às inúmeras reclamações e queixas dos telespectadores, além das denúncias de armações, a Band decidiu tirar o programa do ar. A apresentadora Márcia deixou a atração em dezembro de 2003 para se dedicar apenas aos programa Jogo da Vida.[9] O programa ainda continuou no ar com o tempo reduzido e apresentando os quadros Desabafo e O real e o sobrenatural. O último programa foi ao ar em 13 de fevereiro de 2004.[10]

Referências

  1. «Gallo estréia nova programação das tardes da Band». Babado IG. 4 de junho de 2001. Consultado em 11 de junho de 2016 
  2. «Band entra em fase popular». Folha Ilustrada. 3 de junho de 2001. Consultado em 11 de junho de 2016 
  3. «Saiba de quem era a voz do Desabafo, quadro dos programas de Márcia Goldschmidt na Band». Observatório da Televisão. 26 de dezembro de 2015. Consultado em 11 de junho de 2016 
  4. «Márcia Goldschmidt comemora um ano na Band». Terra. 2 de junho de 2002. Consultado em 12 de junho de 2016 
  5. «Sou o Gugu de saia». Terra. Consultado em 12 de junho de 2016 
  6. «Gafe em "Hora da Verdade", da Band, levanta suspeitas sobre armação». Folha Ilustrada. 5 de maio de 2003. Consultado em 11 de junho de 2016 
  7. Patricia Roedel (9 de outubro de 2007). «Big Brother lidera 13º ranking da baixaria na TV». observatoriodaimprensa.com.br. Consultado em 3 de novembro de 2016 
  8. «"Kubanacan" lidera ranking da baixaria na TV - Cultura - Estadão». cultura.estadao.com.br. 17 de novembro de 2003. Consultado em 3 de novembro de 2016 
  9. Daniel Castro (24 de novembro de 2003). «Boa notícia». Folha de S.Paulo. Consultado em 11 de junho de 2016 
  10. «Band e Record tiram do ar atrações "baixaria"». Estadão. 20 de janeiro de 2004. Consultado em 11 de junho de 2016 
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