Ilha do Pessegueiro

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Ilha do Pessegueiro
A ilha do Pessegueiro, no Alentejo, em Portugal
Ilha do Pessegueiro está localizado em: Portugal Continental
Ilha do Pessegueiro
Localização no mapa de Portugal Continental
Coordenadas: 37° 50' 1" N 8° 47' 52" O
Geografia física
País Portugal Portugal
Localização Concelho de Sines, a sul de Porto Covo
Ponto culminante 21 m
Geografia humana
População 0

A ilha do Pessegueiro localiza-se na costa do Alentejo Litoral, ao largo da freguesia de Porto Covo (da qual depende administrativamente), no concelho de Sines, distrito de Setúbal, em Portugal. A ilha, assim como a costa adjacente, faz parte do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. Uma canção de Rui Veloso refere esta ilha e tornou-a mais conhecida entre os portugueses.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Ilha do Pessegueiro vista de Porto Covo, numa tarde de Inverno
A ilha do Pessegueiro está incorporada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

É um dos postais ilustrados da região. Recortada por rochas, a praia fica mesmo em frente à ilha. Num monte sombranceiro ao mar existe um velho forte do século XVII. No Verão há visitas organizadas à ilha, que mantém os vestígios de uma velha muralha e de um porto romano. [1]

História[editar | editar código-fonte]

Os estudiosos acreditam que a ocupação desta costa remonta a navegadores cartagineses, em época anterior à segunda guerra púnica (218-202 a.C.). À época da Invasão romana da Península Ibérica, a ilha abrigou um pequeno centro pesqueiro, conforme atestam os vestígios, recentemente descobertos, de tanques de salga.

À época da Dinastia Filipina, projetou-se ampliar aquele ancoradouro natural com o objectivo de evitar que corsários o usassem como ponto de apoio naquele trecho do litoral. Um enrocamento artificial de pedras ligaria a ilha do Pessegueiro à linha costeira.

A partir de 1590, no âmbito desse projeto, foi iniciado, em posição dominante na ilha, a edificação do Forte de Santo Alberto, com a função de cruzar fogos com o Forte de Nossa Senhora da Queimada, que lhe era fronteiro, no continente.

Os trabalhos no projecto do Pessegueiro foram interrompidos em 1598 diante da transferência do seu responsável para as obras do Forte de Vila Nova de Milfontes, jamais tendo sido completadas.

Origem do nome[editar | editar código-fonte]

O seu nome é de origem latina e provém da atividade piscatória nomeadamente de ser centro produtor de preparados de peixe na época romana, evoluindo a partir do termos piscatório (piscatorius) ou piscário (piscarium).[2][3]

A Lenda de Nossa Senhora da Queimada[editar | editar código-fonte]

A tradição refere o milagre de Nossa Senhora da Queimada. Em meados do século XVIII, chegando à ilha um grupo de piratas vindos do norte de África, estes foram enfrentados por um eremita que aí mantinha uma ermida sob a invocação de Virgem Maria. Assassinado o religioso e saqueada a capela, a imagem da Nossa Senhora foi atirada às chamas.

Após a retirada dos agressores, chegaram à ilha os habitantes de Porto Covo que, ao terem constatado os danos provocados, deram sepultura cristã ao eremita. Sem conseguir localizar a imagem mariana ali cultuada, deram-lhe busca por toda a ilha, terminando por localizá-la miraculosamente intacta no meio dos restos de uma moita queimada. Essa imagem foi recolhida em uma nova ermida, erguida para abrigá-la, no continente, a cerca de 1 km de distância: a Capela de Nossa Senhora da Queimada, local onde passou a ser venerada pela população.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas