Imad Mughniyah

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

Imad Fayez Mughniyeh (7 de dezembro de 1962 - 12 de fevereiro de 2008; em árabe: عماد فايز مغنية), também conhecido como al-Hajj Radwan (الحاج رضوان), foi membro sênior da Organização da Jihad Islâmica do Líbano e Hezbollah. As informações sobre Mughniyeh são limitadas, mas geralmente é entendido como líder principal e agente durante vários anos nos aparelhos militares, de inteligência e de segurança do Hezbollah. Ele também pode estar entre os fundadores do Hezbollah na década de 1980. Ele foi descrito como "uma espécie de super chefe de gabinete do Hezbollah, que se viu como o provável sucessor de Hassan Nasrallah como líder do Hezbollah.[1]

Autoridades estadunidenses e israelenses acusaram Mughniyeh de associação com muitos bombardeios, sequestros e assassinatos, começando pelo bombardeio dos quartéis de Beirute e bombardeios da embaixada dos Estados Unidos, ambos ocorreram em 1983 e mataram mais de 350 pessoas, bem como o seqeestro de dezenas de estrangeiros no Líbano na década de 1980. Ele foi indiciado na Argentina por seu suposto papel no ataque da embaixada israelense em Buenos Aires em 1992. Os maiores ataques para os quais se afirma que ele é responsável aconteceram no início da década de 1980, pouco depois da fundação do Hezbollah, quando Mughniyah estava com 20 e poucos anos. As autoridades dos Estados Unidos o acusaram de matar mais cidadãos estadunidenses do que qualquer outro militante antes dos ataques de 11 de setembro. Os atentados e os sequestros que ele alegadamente organizou são creditados como uma forma de acabar com a presença militar dos Estados Unidos no Líbano na década de 1980.[2]

Mughniyeh era conhecido por seu nome de guerra al-Hajj Radwan. Mughniyeh foi incluído na lista da União Europeia de terroristas procurados[3][4][5] e tinha uma recompensa de 5 milhões de dólares na lista do FBI.[6]

Mughniyeh foi morto na noite de 12 de fevereiro de 2008 por um carro-bomba que detonou enquanto ele passava a pé[7] no bairro de Kafr Sousa em Damasco, na Síria.[8][9][10]

Referências

  1. Melman, Yossi (13 de fevereiro de 2008). «Hezbollah terror chief was more wanted than Nasrallah». Haaretz. Consultado em 15 de março de 2013 
  2. «The Arab American News - Mughnieh murder could trigger retaliation». arabamericannews.com 
  3. European Union, Council Common Position 2001/931/CFSP of 27 December 2001 on the application of specific measures to combat terrorism Freezing funds: list of terrorists and terrorist groups 17 de agosto de 2006
  4. Council Common Position 2005/427/CFSP of 6 de junho de 2005 Official Journal L 144, 08/06/2005 P. 0054 - 0058 17 de agosto de 2006
  5. COUNCIL COMMON POSITION 2005/847/CFSP of 29 November 2005 Official Journal of the European Union Accessed 17 August 2006
  6. «Reputed terrorist long sought by CIA killed in explosion». CNN. Beirute. 14 de fevereiro de 2008. Consultado em 12 de janeiro de 2013 
  7. Adam Goldman; Ellen Nakashima (30 de janeiro de 2015). «CIA and Mossad killed senior Hezbollah figure in car bombing». Washington Post 
  8. «Hezbollah's most wanted commander killed in Syria bomb». Reuters. 13 de fevereiro de 2008. Consultado em 13 de fevereiro de 2008 
  9. Powell, Robyn; Chivers, Tom (13 de fevereiro de 2008). «Israel denies assassinating Hezbollah chief». Daily Telegraph. Londres. Arquivado do original em 15 de fevereiro de 2008 
  10. [1], "Will Hezbullah avenge the hit on its terror chief?" by Yaakov Katz, 11 de fevereiro de 2011