Império Axânti

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Asanteman
Império Axânti

União política

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1670–1902
1935–1957
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Flag Brasão
Bandeira Emblema nacional
Localização de Império Axânti
Mapa do Reino de Axânti
Império Axânti
Mapa do atual Reino de Axânti
Continente África
Região África Ocidental
País Gana
Capital Cumasi
Língua oficial Axânti
Religião Axânti (religião Akan)
Governo Monarquia
Monarca
 • 1670-1717 (primeiro) Osei Tutu
 • 1888-1896 (13° rei do reino Indep. Axânti) Prempeh I
 • 1931-1957 (último rei do reino Indep. Axânti) Prempeh II
 • 1999-presente (estado nacional de Axânti, monarquia absoluta dentro de Gana) Osei Tutu II
Legislatura Asante Kotoko
(Conselho de Cumasi)[1]
Asantemanhyiamu (Assembleia Nacional)
História
 • 1670 Fundada
 • 1701 Independência de Denkyira
 • 1896 Protetorado britânico
 • 1935 Autonomia
 • 1957 União política da região de Axânti em Gana
 • Presente União política
Área
 • 1874[2] 259 000 km2
População
 • 1874[2] est. 3 000 000 
     Dens. pop. Erro de expressão: caractere " " não reconhecido hab,/km²
Moeda
Atualmente parte de Axânti
Reino Axânti:

O Império Axânti[3][4][5] ou Axante (também Ashanti ou Asante), conhecido ainda como Confederação Axânti ou Asanteman (independente de 1701-1896), foi um estado pré-colonial da África Ocidental criado pelos Akans e situado no que é hoje a região Axânti em Gana. Seu império se estendia desde a Gana central até o Togo e a Costa do Marfim dos dias atuais. Hoje, a monarquia axânti continua como um dos estados subnacionais tradicionais constitucionalmente protegidos dentro da República de Gana.

Origens[editar | editar código-fonte]

Os axântis são um importante grupo étnico de Gana. Eles foram um povo poderoso, militarista e altamente disciplinado da África Ocidental. Os antigos axântis migraram das imediações da região noroeste do Rio Níger após a queda do Império do Gana no século XIII. Evidência disto está nas cortes reais dos reis Akans, refletida pela dos reis axântis cujas procissões e cerimônias mostram resquícios de antigas cerimônias de Gana. Etnolinguistas têm comprovado a migração pelo uso das palavras e pelo padrão de fala ao longo da África Ocidental.

Por volta do século XIII, os axântis e vários outros Akans migraram para o cinturão de floresta da Gana atual e estabeleceram pequenos estados na região montanhosa em volta da atual cidade de Cumasi. No auge do Império do Mali, os axântis e o povo Akan em geral se enriqueceram como o comércio de ouro extraído do seu território. No início da história axânti, este ouro foi negociado com os importantes impérios de Gana e Mali

Contudo alguns historiadores mantêm que os axântis são os descendentes daqueles etíopes mencionados pelos historiadores gregos, Diodoro Sículo e Heródoto, e que eles foram dirigidos para o sul por um exército egípcio conquistador.

Formação do reino[editar | editar código-fonte]

A organização política Akan centrada em vários clãs, cada uma chefiada por um chefe supremo ou Amanhene.[6] Um desses clãs, o Oyoko, assentados na sub-região de floresta tropical do Gana, estabelecendo um centro em Cumasi.[7] Durante a elevação de outro Estado akan conhecido como Denkyira, Axânti tornou-se tributário. Mais tarde em meados de 1600, o clã Oyoko sob a chefia de Oti Akenten começou a consolidar outros clãs axântis em uma confederação livre que ocorreram sem destruir a autoridade suprema de cada chefe sobre seu clã.[8] Isto foi feito em parte por agressão militar, mas em grande parte por uni-las contra a Denkyira, que anteriormente tinham dominado a região.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Edgerton, Robert B: "Queda do Império Asante: A guerra dos cem anos da África da Costa do Ouro" Free Press, 1995
  2. Obeng, J. Pashington: "Asante Catholicism: Religious and Cultural Reproduction Among the Akan of Ghana", page 20. BRILL, 1996
  3. Aulete 2017.
  4. Michaelis 2017.
  5. Lopes 2014.
  6. Ashanti.com.au - Our King
  7. Ashanti.com.au - Ashanti
  8. Ghana - The Precolonial Period

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Lopes, Nei (2014). «Império Axânti». Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana. São Paulo: Selo Negro Edições 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]