Influência social

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Influência social compreende as formas pelas quais os indivíduos ajustam seu comportamento para atender às demandas de um ambiente social. Ela tem muitas formas e pode ser vista na conformidade, socialização, pressão de pares, obediência, liderança, persuasão, vendas e marketing. Normalmente, a influência social resulta de uma ação, comando ou solicitação específica, mas as pessoas também alteram suas atitudes e comportamentos em resposta ao que percebem que outros podem fazer ou pensar. Em 1958, o psicólogo da Harvard Herbert Kelman identificou três amplas variedades de influência social.[1]

  1. Conformidade normativa é o ajuste do comportamento (mas não de opnião) de uma pessoa de acordo com as expectativas sociais afim de evitar julgamentos negativos.
  2. Identificação é a mudança do comportamento e atitudes de uma pessoa como resultado da admiração ou simpatia por um indivíduo ou grupo.
  3. Internalização é a mudança do comportamento e atitudes de uma pessoa como resultado de incorporar valores e crenças de um grupo ou sociedade em sua própria personalidade.

Tanto a psicologia (especialmente a psicologia social), a sociologia e a antropologia a influência social é uma das bases que define nossos comportamentos dialeticamente, ou seja, modelando nossos comportamentos e sendo modelada por nossas respostas em retorno.

Sua importância para definir nosso comportamento está estimada entre 30 e 90% dependendo da definição utilizada. Definindo, na maioria das vezes subconscientemente, por exemplo, que roupa vamos utilizar, quais comportamentos são adequados em determinado ambiente, o que devemos e não devemos fazer durante uma fase de desenvolvimento e diretamente e indiretamente influenciando as leis de uma nação.

Os principais mecanismos dessa modelagem, segundo a psicologia comportamental ou behaviorismo, estão no reforçamento e punição. Sendo mais eficazes de acordo com a assertividade e a retórica do agente influenciador.

Assim por exemplo um amigo pode mediar comportamentos em outro amigo com quem tenha empatia sorrindo e elogiando quando ele executar um comportamento que lhe seja considerado como agradável e desejável e ficando com raiva e criticando comportamentos que ele considere desagradável e indesejável.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Kelman, H. (1958). «Compliance, identification, and internalization: Three processes of attitude change» (PDF). Journal of Conflict Resolution. 2 (1): 51–60. doi:10.1177/002200275800200106. Consultado em 16 de outubro de 2016. Cópia arquivada (PDF) em 6 de março de 2020