Jacob Guinsburg
| Jacó Guinsburg | |
|---|---|
| Nome completo | Jacob Guinsburg |
| Nascimento | 20/09/1921 Riscani, Bessarábia, atual Moldávia |
| Morte | 21 de outubro de 2018 (97 anos) São Paulo |
| Causa da morte | insuficiência renal |
| Nacionalidade | Moldávia |
| Cidadania | Brasil |
| Cônjuge | Gita Guinsburg |
| Ocupação | professor, tradutor, crítico, ensaísta |
| Prémios | Prêmio do Mérito Intelectual Judaico, em 1983, pelo Congresso Judio Latinoamericano Medalha Anchieta da Câmara Municipal de São Paulo (1975) Prêmio Shell de Teatro (2009). |
Jacó Guinsburg ou Jacob Guinsburg (Riscani, Bessarábia, atual Moldávia, 20 de setembro de 1921 – São Paulo, 21 de outubro de 2018) foi um crítico de teatro, ensaísta e professor brasileiro e diretor-presidente da Editora Perspectiva.[1]
Foi um dos grandes teóricos do teatro brasileiro e também tradutor e editor de mais de uma centena de importantes obras de estética, teoria e história das artes e do teatro, tendo inúmeros artigos publicados no Suplemento Literário de O Estado de S. Paulo. Foi o mais importante especialista em teatro russo e em língua iídiche no Brasil.[2]
Recebeu, em 2001, o título de Professor Emérito da Universidade de São Paulo (USP), onde lecionava desde 1964.[3]
Biografia
[editar | editar código]Nascido na cidade de Riscani, na Bessarábia, (hoje território da Moldávia)[2], emigrou para o Brasil com seus pais em 1924, com três anos de idade, e foram morar no Bairro Bom Retiro, em São Paulo, conhecido por receber imigrantes judeus.[4]
Anos depois, integrou-se ao intenso processo de movimentação política e intelectual no país, acompanhando de perto a renovação do teatro brasileiro.[2]
Faleceu em São Paulo em 21 de outubro de 2018, aos 97 anos, vítima de insuficiência renal.[5]
Formação
[editar | editar código]Entre os anos de 1962 e 1963, esteve na França como bolsista e cursa Filosofia na Sorbonne Université.[6][7] Se formou no doutorado em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo (USP) em 1973.[3] Obteve a livre-docência também pela USP.
Sempre acompanhando o movimento inovador do teatro e das artes brasileiras, foi reconhecido pelo diretor Gerald Thomas como um ensaísta e "acadêmico de vanguarda".[8]
Carreira
[editar | editar código]Escreveu na imprensa de São Paulo e do Rio de Janeiro sobre literatura brasileira, judaica e internacional, tornando-se colaborador constante em revistas da comunidade judaica com artigos no campo das artes, da literatura e, inclusive, da crítica teatral.[2]
Em 1947 fundou a Editora Rampa, junto com Carlos e Edard Ortiz, onde organizava e traduzia materiais em alemão, inglês, francês, espanhol e principalmente o Iídiche. Em 1954 foi para a Difusão Européia do Livro (DIFEL), atuou como supervisor editorial e lá editou Maurice Crouzet, Sérgio Buarque de Holanda e Antonio Candido. Posteriormente fundou a atual Editora Perspectiva, e também a Editora Polígono, sendo a primeira voltada para a edição de obras de vanguarda.[9][10]
Foi convidado por Décio de Almeida Prado a colaborar no O Estado de S. Paulo, responsável pela seção de Letras Judaicas.[9] Lá conheceu o ilustre e também crítico teatral Sábato Magaldi. Em 1965 fundou a atual Editora Perspectiva, voltada para a edição de obras de vanguarda, como os poemas de Maiakóvski, e uma bibliografia de humanidades pela Coleção Debates, e na qual editou cerca de 1.200 livros.[11][10] Fundou também a Editora Polígono.[2]
Atuou como tradutor desde 1948, traduzindo para o português, por exemplo, as obras A filosofia de Diderot, Crimes e Crimes de Strindberg, O Marxismo de Henri Lefebvre, Obras Escolhidas de Descartes, As Palavras e Reflexões sobre o Racismo de Sartre, e Platão.[3][9]
Começou sua intensa carreira como professor de crítica teatral na Escola de Arte Dramática (EAD) em 1964, ingressando posteriormente, em 1967 na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), no Departamento de Teatro, que hoje se chama Departamento de Artes Cênicas, assumindo a cadeira de estética teatral em que se tornou formador e estimulador de grande número dos principais críticos, teóricos e mestres do teatro brasileiro, tendo recebido o título de Professor Emérito. Concentrou seus estudos em teoria e estética teatral, teatro russo, judeu e ídiche e no teatro do absurdo. Ainda na Universidade de São Paulo (USP), foi professor do curso de pós-graduação e professor orientador.[3]
Editora Perspectiva
[editar | editar código]Após sair da Difel, Jacó conta que alguns amigos sugeriram que ele se tornasse editor. Ele se reuniu com esses amigos, com os quais tinha afinidades culturais, literárias e outras. Entre eles estavam Anatol Rosenfeld, Haroldo de Campos, Boris Schnaiderman e Sábato Magaldi. Jacó conta sobre a ideia de ser editor e abrir uma editora:[12]
| “ | Achei a ideia interessante. Estava precisando de emprego, não era professor universitário ainda. Naquela época, era apenas professor da Escola de Arte Dramática. Foi aí que, com um aluno meu da EAD - o Moisés Baumstein -, comecei a pensar, para variar, fazer uma editora. "Ah! Vamos abrir uma editora!" Novamente aquele negócio. | ” |
— Jacó Guinsburg.
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Jacó projetou a Coleção Debates ao sair da Difel. Com base no que já havia visto na França e no que estava fazendo na Difusão. Fez uma coleção em treze volumes, os quais vendiam antecipadamente para pagamentos em prestações e entrega futura. Começaram a publicar a Coleção Judaica em 1966 e terminaram em 1970/71. Obtiveram sucesso. Venderam cerca de mil coleções para entrega futura. Com o que era pago a eles mensalmente, editavam o que ainda viria.[12]
Na época, a Editora Tradição lançou uma coleção de conhecimentos judaicos que foi vendida em seis meses, o que afetou a produção de Jacó e seus amigos pois o mercado era restrito.[12]
| “ | Com isto, ou eu fechava a editora ou passava para a fase seguinte. Como sempre, meu impulso num primeiro momento é ter medo, depois é tocar para a frente. Primeiro breco o carro, depois jogo com força em cima do que está na frente. Foi o que fiz. | ” |
— Jacó Guinsburg.
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E foi nesse momento que lançaram a Coleção Debates, que começou com cinco títulos: Personagem de Ficção, Informação. Linguagem. Comunicação, Obra Aberta, Balanço da Bossa e outras Bossas e Sexo e Temperamento.[12]
Essa coleção foi o ponto central nas edições da Perspectiva e o seu conselho editorial foi fundamental. A editora foi pensada como um projeto cultural e não apenas como empresa.[12]
Nos anos sessenta, se desenvolvia na França, o movimento conhecido como Estruturalismo, que se ligava ao movimento concreto. A perspectiva o abordava não por aderir às suas posições, mas por interesse em participar do debate intelectual e analisar criticamente as proposições do movimento.[12]
Em 1991, Jacó se aposentou.[3]
Centenário de Jacó Guinsburg
[editar | editar código]Em 2021, aconteceu um evento para celebrar o centenário de Guinsburg. O Sesc São Paulo e a Editora Perspectiva deram início ao ao ciclo 100 Jacó: Centenário de Jacó Guinsburg, em comemoração aos cem anos do nascimento do crítico. Foi dividido em três módulos realizados dentro de um ano. O evento teve mesas de conversa, lançamento de livros e apresentação de depoimentos de personalidades artísticas e culturais.[11]
A curadoria foi feita por Gita Guinsburg, professora aposentada do Instituto de Física da USP e viúva de Jacó, e por Abílio Tavares, professor convidado do Departamento de Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.[11]
Literatura
[editar | editar código]Entre suas obras encontram-se Stanislavski e o Teatro de Arte de Moscou, Aventuras de Uma Língua Errante: Ensaios de Literatura e Teatro Ídiche, Leone De Sommi: Um Judeu no Teatro da Renascença Italiana, Guia Histórico da Literatura Hebraica, Dicionário do Teatro Brasileiro, Diálogos Sobre Teatro, Stanislavski, Meierhold Cia & Ensaios de Teatro Russo, Semiologia do Teatro, Da Cena em Cena e inúmeros ensaios de estética e história do teatro, traduções e edição de várias obras sobre Diderot, Lessing, Buechner e Nietzsche. Foi editor das obras completas de Anatol Rosenfeld, importante crítico e teórico de teatro que viveu no Brasil depois da Segunda Guerra Mundial.[2]
Após fundar a Editora Perspectiva, inicialmente o objetivo de Jacó era traduzir e editar sobre a literatura iídiche. Hoje, a língua iídiche é preservada por pequenos grupos falantes. Uma combinação do alemão e do hebraico, era utilizada no cotidiano de judeus do Leste Europeu. De ascendência judaica, Jacó era fluente na língua iídiche e desenvolveu 13 obras acerca da mesma, uma delas é Aventuras de uma Língua Errante (Perspectiva, 1996), que compila ensaios sobre a literatura e o teatro iídiche.[13]
Em entrevista a revista Pesquisa FAPESP, Jacó falou sobre sua relação com livro e a literatura ao longo de sua vida:[14]
| “ | Não sei defini-la. Não é só de amor aos livros. Existe um pouco disso, mas não é somente isso. É uma relação que foi se estabelecendo ao longo das leituras e do meu trabalho. Eu não poderia apontar outra coisa, a essa altura da minha vida, com a qual eu tenha me relacionado e ocupado com a mesma continuidade. Não digo isso para promover nenhuma qualidade minha. Acho que uma pessoa que vive cultivando um jardim é um jardineiro nato, se a gente quiser olhar retrospectivamente, embora ele possa ter aprendido jardinagem no fim da vida. De modo que eu não saberia definir minha ligação com o livro. Não vejo, porém, o livro como o único sentido da existência e da cultura. A cultura ultrapassa o livro. O livro é um meio, um instrumento. Ele cria um universo pelo qual o homem acede a si mesmo. Não só por si mesmo, mas pelo que projeta de si, que é o mundo da cultura, da humanidade e da sociedade. | ” |
— Jacó Guinsburg à Pesquisa FAPESP.
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Lista de Obras
[editar | editar código]Conto
- O que aconteceu, aconteceu (2000)
Ensaio
- História do teatro brasileiro: do modernismo às tendências contemporâneas (2013)
- Teatro brasileiro: ideias de uma história (2012)
- A cena em aula: itinerários de um professor em devir (2009)
- Ce qui est arrivé est arrivé (2005)
- Da cena em cena. Ensaios de Estética e História do Teatro (2001)
- Stanislávski, Meierhold Cia & Ensaios de Teatro Russo (2001)
- Aventuras de uma língua errante: Ensaios de Literatura e Teatro Ídiche (1996)
- Diálogos sobre teatro (1992)
- Stanislavski e o teatro de arte de Moscou (1985)
- Cacilda Becker - a Face e a Máscara: um Estilo de Interpretação (1983)
- Um encerramento (1978)
- Romantismo e Classicismo (1978)
- Romantismo, Historicismo e História (1978)
- Guia histórico da literatura hebraica (1977)
Organização
- Pós-Dramático (2009)
- Dicionário do Teatro Brasileiro (2009)
- Diderot: Obras V - O Filho Natural (2008)
- O Surrealismo (2008)
- Cabala, cabalismo e cabalistas (2008)
- Diderot: Obras VI - O Enciclopedista (2007)
- Diderot: Obras III - O Sobrinho de Rameau (2006)
- A República de Platão (2006)
- Diderot: Obras IV - Jacques, o Fatalista, e seu Amo (2006)
- Teatro pós-dramático (2006)
- O Pós-Modernismo (2005)
- Büchner: na pena e na cena (2004)
- A paz perpétua: um projeto para hoje (2004)
- Nas sendas do judaísmo (2003)
- Anatol On The Road (2003)
- O Expressionismo. (2002)
- Diálogos sobre teatro (2002)
- Diderot: o espírito das luzes (2002)
- Stanislavski, Meierhold & cia (2001)
- Contos de I. L. Peretz. (2001)
- Diálogo sobre a Natureza do Teatro (2001)
- O classicismo (1999)
- Um Encenador de Si Mesmo: Gerald Thomas (1996)
- Sobre Anatol Rosenfeld (1995)
- Vanguarda e absurdo: uma cena do nosso tempo (1990)
- Stanislávski e o Teatro de Arte de Moscou (1985)
- Semiologia do teatro (1979)
- O Romantismo (1978)
- Círculo Linguístico de Praga (1978)
- O Judeu e a Modernidade (1970)
- O conto Ídiche (1966)
- Nova e Velha Pátria (1966)
- Evreinov: o Teatro da Vida
Tradução
- Antropologia Aplicada (2009)
- Pequena Estética (2009)
- Pirandello: do Teatro no Teatro (1999). Editora Perspectiva.
- Leone de' Sommi: um judeu no teatro da renascença italiana (1989)
- O Dibuk (1988)
- O nascimento da tragédia - Friedrich Nietzsche (1872)
- Linguagem e Mito
- O prazer do texto
- A ideia do Teatro
- A Filosofia do Judaísmo
- A Magia (1957) de Jérome Antoine Rony, volume 43 da Coleção Saber Atual, da Difel, tradução de “La magie”.[15]
- A Literatura Russa (1956) de Marcelle Ehrhard volume 32 da Coleção Saber Atual, da Difel.
- A Estética (1955) de Denis Huisman, volume 21 da Coleção Saber Atual, da Difel, tradução de "L'esthétique".[16]
- O Existencialismo (1955) de Paul Foulquié, volume 20 da Coleção Saber Atual, da Difel, tradução de “L'Existentialisme”. Última edição em 1975.[16][17]
- O Marxismo (1955) de Henri Lefebvre, volume 19 da Coleção Saber Atual, da Difel, tradução de "Le marxisme".[16][18]
- As Doutrinas Econômicas (1955) de Joseph Lajugie, volume 12 da Coleção Saber Atual, da Difel, tradução de “Les doctrines économiques”.[15]
- História da Sociologia (1954) de Gaston Bouthoul, volume 3 da Coleção Saber Atual, da Difel, tradução de “Histoire de la sociologie”.[16]
- As Sociedades Secretas (1954) de Serge Hutin, volume 7 da Coleção Saber Atual, da Difel, tradução de “Les sociétés secrètes”.[15]
- Crimes e Crimes (1952) de Strindberg, publicado pela Edusp em 1999.
- República - Platão
Prêmios
[editar | editar código]- (2009) - Prêmio Shell de Teatro, aos 87 anos e em plena atividade, Jacó Guinsburg recebe por sua contribuição ao pensamento crítico do teatro no Brasil.[19]
- (1983) - Prêmio do Mérito Intelectual Judeu do Congresso Judaico Latino-americano.[2]
- (1975) - Medalha Anchieta da Câmara Municipal de São Paulo.[2]
- Prêmio Mambembe de Teatro.[20]
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ «100 Jacó - A cultura dos livros -». centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br. Consultado em 11 de novembro de 2025
- ↑ a b c d e f g h «Jacó Guinsburgs». Enciclopédia Itaú
- ↑ a b c d e «Jacó Guinsburg | Projeto Memórias da ECA/USP: 50 anos». memorias.eca.usp.br. Consultado em 11 de novembro de 2025
- ↑ França, Valéria. «Um editor à frente de seu tempo». Consultado em 11 de novembro de 2025
- ↑ «Editor, crítico e ensaísta Jacó Guinsburg morre em São Paulo, aos 97 anos». Folha de S.Paulo. 21 de outubro de 2018
- ↑ Guinsburg, Jacó; Rosenfeld, Anatol. «ROMANTISMO E CLASSICISMO» (PDF). Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC. Centro de Artes – CEART - Departamento de Música. Consultado em 3 de dezembro de 2025
- ↑ «Jacó Guinsburg: O editor da academia». Consultado em 13 de novembro de 2025
- ↑ Sadow, Stephen (21 de outubro de 2020). «Jacobo "Jacó" Guinsburg — (1921-2018) — Escritor e professor judaico brasileiro/Brazilian Jewish Writer and Professor — "Reforçando Forças"– conto poderoso sobre o último dia do bom omen comum /"Gathering Strength" –/Short-story about the last day of a good average guy». jewishlatinamerica (em inglês). Consultado em 3 de dezembro de 2025
- ↑ a b c Guinsburg, Jacó (1989). «Nota biográfica». Editando o editor. São Paulo: Editora COM-ARTE. pp. 73–76
- ↑ a b «Os editores | Jacó Guinsburg». Biblioteca Pública do Paraná. Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ a b c «Evento celebra o centenário do multifacetado Jacó Guinsburg». Jornal da USP. 20 de setembro de 2021. Consultado em 25 de novembro de 2025
- ↑ a b c d e f Guinsburg, Jacó (1989). «A Perspectiva não foi pensada como empresa, foi pensada como projeto cultura». Editando o editor. São Paulo: Editora COM-ARTE. pp. 45–
- ↑ «Jacó Guinsburg é homenageado por seu legado na área teatral». Jornal da USP. 19 de setembro de 2022. Consultado em 25 de novembro de 2025
- ↑ «Jacó Guinsburg: O editor da academia». Consultado em 25 de novembro de 2025
- ↑ a b c Cunha, Celso Ferreira da (abril de 1959). Exposicion del Libro Brasileno Contemporâneo (PDF). Madrid: Biblioteca Nacional, MEC
- ↑ a b c d Cunha, Celso Ferreira da. Exposição do Livro Brasileiro Contemporâneo (PDF). Assunção: Biblioteca Nacional, MEC
- ↑ FOULQUIÉ, Paul. “O Existencialismo”. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1975, 3.ed.
- ↑ LEFEBVRE, Henri. “O Marxismo”. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1955.
- ↑ «Lançamento do livro J.Guinsburg, A Cena em Aula inaugura atividades da Livraria João Alexandre Barbosa em 2010». Jornal da USP. 30 de novembro de 1999. Consultado em 13 de novembro de 2025
- ↑ atelieeditorial (20 de setembro de 2021). «JACÓ GUINSBURG, 100 ANOS - Ateliê». Consultado em 27 de novembro de 2025
Referências bibliográficas
[editar | editar código]- Exposição do Livro Brasileiro Contemporâneo, Assunção, 1960
- Exposicion del Libro Brasileno Contemporâneo, Madrid, 1959