Jaguar Racing

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Panasonic Jaguar Racing
Informações gerais
Categorias Fórmula E
Categorias anteriores Fórmula 1 (2000–2004)
Pilotos Brasil Nelson Piquet Jr.
Nova Zelândia Mitch Evans
Fórmula E
Estreia ePrix de Hong Kong de 2016
Corridas concluídas 12
Campeã de equipes 0
Campeã de pilotos 0
Vitórias 0
Pole Positions 0
Volta mais rápida 1
Última corrida ePrix de Montreal de 2017
Posição no último campeonato (2016–17) 10° lugar (27 pontos)

Jaguar Racing é o nome dado aos interesses automobilísticos da Jaguar. Atualmente é a designação usada para a equipe de Fórmula E da fabricante de automóveis de luxo que estreou na temporada de 2016–17. Foi anteriormente uma equipe de Fórmula 1, formada a partir da Stewart que foi comprada pela Ford no final de 1999, e renomeada para Jaguar Racing. Porém, em 2004 esta equipe de Fórmula 1 foi vendida para a Red Bull, dando origem a Red Bull Racing.

Fórmula 1[editar | editar código-fonte]

Reino Unido Jaguar Racing
Jaguar de 2002
Nome completo Jaguar Racing F1 Team
Sede Milton Keynes, Reino Unido
Pessoal notável David Pitchforth
Tony Purnell
Niki Lauda
Bobby Rahal
Nome anterior Stewart Grand Prix
Nome posterior Red Bull Racing
Pilotos Reino Unido Eddie Irvine
Reino Unido Johnny Herbert
Espanha Pedro de la Rosa
Brasil Luciano Burti
Austrália Mark Webber
Brasil Antonio Pizzonia
Reino Unido Justin Wilson
Áustria Christian Klien
Pilotos de teste Brasil Luciano Burti
Espanha Pedro de la Rosa
África do Sul Tomas Scheckter
Suécia Bjorn Wirdheim
Chassis Jaguar R1
Jaguar R2
Jaguar R3
Jaguar R4
Jaguar R5
Motor Cosworth V10
Pneus Bridgestone
Michelin
Histórico na Fórmula 1
Estreia GP da Austrália de 2000
Último GP GP do Brasil de 2004
Grandes Prêmios 85
Campeã de construtores 0 (Melhor posição: 7º em 2002-2004)
Campeã de pilotos 0 (Melhor posição: 9° com Irvine em 2002)
Vitórias 0
Pole Position 0
Voltas rápidas 0
Posição no último campeonato
(2004)
7° lugar (10 pontos)

História[editar | editar código-fonte]

Durante a temporada de 1999, a montadora Ford, na época fornecedora de motores da equipe Stewart, sonha mais alto na categoria e compra a equipe de Jackie Stewart. A temporada de 1999 havia sido muito boa para a Stewart que conquistou o quarto lugar no mundial de construtores, uma coisa inimaginável para uma equipe que havia sido criada a dois anos e que vinha de uma fraca temporada no ano anterior.

A estreia e a decepção[editar | editar código-fonte]

Para 2000, agora a recém criada Jaguar Racing, traz o vice-campeão da temporada anterior, Eddie Irvine, em uma troca com a Ferrari que levou o brasileiro Rubens Barrichello. Junto com Irvine, a equipe mantém o britânico Johnny Herbert, que conquistou uma vitória em 1999, pela Stewart. Com uma boa dupla, a equipe tinha muitas expectativas para a temporada, além de ter um carro que era semelhante ao SF-3. Na Austrália, Irvine consegue um bom 7° lugar no grid, ficando atrás das McLarens, Ferraris e Jordans. O bom desempenho de Irvine no treino contrastava com o 20° lugar de Herbert. A primeira corrida desenhava como seria a temporada para equipe, bem decepcionante. Herbert abandonou na primeira volta, com problemas, e Irvine abandonou na sexta volta, após rodar. Nas corridas seguintes foram mais ou menos parecidas, com Irvine conseguindo boas qualificações, lá na frente, e Herbert penando entre os últimos. A equipe finalmente conseguiu pontuar no sétimo GP do ano, o GP de Mônaco, com o quarto lugar conquistado por Irvine. Parecia que a equipe iria melhorar, porém continua a falta de competitividade nas corridas, oscilando sempre entre o sétimo e 13º lugares os resultados. A Jaguar só conseguiu pontuar novamente na última corrida, o GP da Malásia, com o sexto lugar de Irvine. Na Malásia também, foi a última corrida de Herbert, que decidiu se aposentar, tendo uma temporada fracassante com nenhum ponto conquistado. A temporada acaba decepcionante para a Jaguar, que esperava bastante de seu investimento, porém teve de se contentar com o nono lugar nos construtores com apenas quatro pontos.

Pódios e poucas melhoras[editar | editar código-fonte]

O modelo R2 de 2001.

Após o fiasco da temporada de 2000, a Jaguar efetiva o brasileiro Luciano Burti para o lugar de Herbert, e mantém Irvine para temporada de 2001. A esperança de apagar o fiasco da temporada era muita e de tentar pelo menos uma posição digna nos construtores em 2001. No quarto GP, Burti faz sua última corrida na equipe, sendo substituído por Pedro de la Rosa para o resto da temporada. A equipe consegue pontuar só no sétimo GP, em Mônaco, assim como na temporada passada, e é conquistado através de seu primeiro pódio, com o terceiro lugar de Irvine no GP. No GP seguinte, no Canadá, de la Rosa conquista seu primeiro ponto na temporada, com um sexto lugar. O desempenho, ao menos, já era melhor que o da temporada passada, porém ainda era muito abaixo do esperado. Após esses dois GPs, a equipe só voltou a marcar pontos no 15º e 16º GPs, com dois quintos lugares, um de Pedro de la Rosa na Itália e outro de Irvine, no GP dos EUA. No Japão os dois carros abandonam. A temporada acaba com uma pontuação melhor e com um pódio conquistado para a Jaguar, mas se mantém o ar de decepção com o fraco oitavo lugar nos construtores, e nove pontos conquistados.

Mais uma temporada começa para a Jaguar, e começa com a mesma dupla de 2001, Irvine e de la Rosa. Desta vez a temporada começa bem, com Irvine conquistando um quarto lugar no conturbado GP da Austrália, onde oito carros terminaram a prova. Mas a realidade bate na porta novamente, e acontece muitos abandonos este ano. Apenas no GP da Bélgica, o 14° da temporada, que a equipe volta a pontuar, com o sexto lugar de Irvine. O GP seguinte, o da Itália, reservava o segundo pódio e último da equipe, com um surpreendente terceiro lugar de Irvine. Porém nos dois últimos GPs não é repetido o resultado da Itália e a equipe termina em sétimo lugar com oito pontos. de la Rosa não marca nenhum ponto na temporada, e toma rumo para a McLaren para ser pilotos de testes, além de Irvine anunciar que estava se aposentando da categoria em 2002.

Os últimos suspiros[editar | editar código-fonte]

O R5 de 2004, último modelo da equipe.

Em 2003, foi preciso formar uma nova dupla e a equipe contratou Mark Webber e Antonio Pizzonia, emprestado pela equipe Williams. Webber teve um desempenho superior e fez doze pontos contra nenhum de Pizzonia durante sua passagem. A equipe opta pela demissão de Pizzonia e para o lugar dele contrata o britânico Justin Wilson. Os desempenhos de Webber nos treinos era muito bom, conseguindo largar algumas vezes em terceiro, porém em corridas não passava das expectativas. No final das contas, com as mudanças no regulamento e no sistema de pontuação, a equipe fez 18 pontos e mais um vez chega em sétimo lugar nos construtores.

Para 2004, a Jaguar mantém Webber e contrata o novato austríaco Christian Klien. Webber tem um desempenho inferior ao da temporada passada e Klien faz apenas três pontos na temporada. Com o melhor resultado da equipe no ano sendo um sexto lugar na Alemanha, com Webber, e na Bélgica com Klien. No final do ano, após cinco temporadas de pouquíssimos resultados, a Ford decide se retirar da categoria e com isso a montadora vende a equipe Jaguar Racing para a Red Bull, que a renomeia de Red Bull Racing para 2005.

Pilotos[editar | editar código-fonte]

Ano Nome Carro Pneus Motor Óleo Pilotos Pilotos de testes Classificação
2004 HSBC Jaguar Racing R5 M Cosworth CR-6 Texaco Austrália Mark Webber
Áustria Christian Klien
Estados UnidosTownsend Bell
África do SulTomas Scheckter
7º lugar (10 pts)
2003 HSBC Jaguar Racing R4 M Cosworth CR-5 Texaco Austrália Mark Webber
Brasil Antonio Pizzonia
Reino Unido Justin Wilson
Alemanha André Lotterer 7° lugar (18 pts)
2002 HSBC Jaguar Racing R3 M Cosworth CR-4 Texaco Reino Unido Eddie Irvine
Espanha Pedro de la Rosa
Alemanha André Lotterer
Suécia Bjorn Wirdheim
7º lugar (8 pts)
2001 HSBC Jaguar Racing R2 M Cosworth CR-3 Texaco Reino Unido Eddie Irvine
Brasil Luciano Burti
Espanha Pedro de la Rosa
Espanha Pedro de la Rosa
África do Sul Tomas Scheckter
8° lugar (9 pts)
2000 Jaguar Racing R1 B Cosworth CR-2 Texaco Reino Unido Eddie Irvine
Brasil Luciano Burti*
Reino Unido Johnny Herbert
Brasil Luciano Burti
Reino Unido Dario Franchitti
9° lugar (4 pts)

* Disputou um GP, o da Áustria, em substituição a Irvine que estava lesionado.

Fórmula E[editar | editar código-fonte]

Em 19 de agosto de 2016, foi anunciado que a Jaguar traria o campeão da A1 GP Adam Carroll, o campeão da Le Mans Harry Tincknell e os campeões da GP3 de 2012 e 2014, respectivamente Mitch Evans e Alex Lynn para o teste de pré-temporada da Fórmula E em Donington Park, com planos para um lançamento da equipe em 8 de setembro de 2016.[1] Carroll e Evans foram subsequentemente contratados como pilotos titulares da equipe[2][3] e a Panasonic foi nomeada como o patrocinador principal da equipe.[4]

Resultados[editar | editar código-fonte]

Resultados na Fórmula 1[editar | editar código-fonte]

(legenda) (resultados em negrito indicam pole position; resultados em itálico indicam volta mais rápida)

Ano Chassis Motor Pneus Pilotos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Pontos Class.
2000 R1 Cosworth CR-2 3.0 V10 B AUS BRA SMR GBR ESP EUR MON CAN FRA AUT ALE HUN BEL ITA EUA JPN MAL 4
Reino Unido Eddie Irvine Ret Ret 7 13 11 Ret 4 13 13 PO 10 8 10 Ret 7 8 6
Brasil Luciano Burti 11
Reino Unido Johnny Herbert Ret Ret 10 12 13 11 9 Ret Ret 7 Ret Ret 8 Ret 11 7 Ret
2001 R2 Cosworth CR-3 3.0 V10 M AUS MAL BRA SMR ESP AUT MON CAN EUR FRA GBR ALE HUN BEL ITA EUA JPN 9
Reino Unido Eddie Irvine 11 Ret Ret Ret Ret 7 3 Ret 7 Ret 9 Ret Ret Ret Ret 5 Ret
Brasil Luciano Burti 8 10 Ret 11
Espanha Pedro de la Rosa Ret Ret Ret 6 8 14 12 Ret 11 Ret 5 12 Ret
2002 R3
R3B
Cosworth CR-3 3.0 V10
Cosworth CR-4 3.0 V10
M AUS MAL BRA SMR ESP AUT MON CAN EUR GBR FRA ALE HUN BEL ITA EUA JPN 8
Reino Unido Eddie Irvine 4 Ret 7 Ret Ret Ret 9 Ret Ret Ret Ret Ret Ret 6 3 10 9
Espanha Pedro de la Rosa 8 10 8 Ret Ret Ret 10 Ret 11 11 9 Ret 13 Ret Ret Ret Ret
2003 R4 Cosworth CR-5 3.0 V10 M AUS MAL BRA SMR ESP AUT MON CAN EUR FRA GBR ALE HUN ITA EUA JPN 18
Austrália Mark Webber Ret Ret 9 Ret 7 7 Ret 7 6 6 14 11 6 7 Ret 11
Brasil Antônio Pizzonia 13 Ret Ret 14 Ret 9 Ret 10 10 10 Ret
Reino Unido Justin Wilson Ret Ret Ret 8 13
2004 R5 Cosworth CR-6 3.0 V10 M AUS MAL BHR SMR ESP MON EUR CAN EUA FRA GBR ALE HUN BEL ITA CHN JPN BRA 10
Austrália Mark Webber Ret Ret 8 13 12 Ret 7 Ret Ret 9 8 6 10 Ret 9 10 Ret Ret
Áustria Christian Klien 11 10 14 14 Ret Ret 12 9 Ret 11 14 10 13 6 13 Ret 12 14
Notas
  • – O piloto não terminou o Grande Prêmio, mas foi classificado por ter completado 90% da corrida.

Resultados na Fórmula E[editar | editar código-fonte]

(legenda) (resultados em negrito indicam pole position; resultados em itálico indicam volta mais rápida)

Ano Chassis Pneus No. Pilotos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Pontos Class.
2016–17 Spark-Jaguar I-Type 1 M HKG MAR BNA MEX MON PAR BER NYC MTR 27 10°
20 Nova Zelândia Mitch Evans Ret 17 13 4 10 9 Ret 17 Ret Ret 7 12
47 Reino Unido Adam Carroll 12 14 17 8 14 15 14 16 10 11 16 14
Notas
  • * – Temporada ainda em andamento.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Mitchell, Scott (19 de agosto de 2016). «Jaguar Formula E team to evaluate four drivers in Donington test». Autosport. Consultado em 9 de fevereiro de 2017 
  2. «Jaguar signs Carroll as Lynn, Tincknell, Evans vie for second seat». 19 de agosto de 2016. Consultado em 9 de fevereiro de 2017 
  3. «Evans to partner Carroll at Jaguar». 2 de agosto de 2016. Consultado em 9 de fevereiro de 2017 
  4. «Jaguar names Panasonic as title sponsor of its Formula E team». 8 de setembro de 2016. Consultado em 9 de fevereiro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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