José Carlos Loureiro

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José Carlos Loureiro
Nascimento 2 de dezembro de 1925 (96 anos)
Covilhã
Nacionalidade Portugal portuguesa
Ocupação arquitecto
Edifício da Capelinha das Aparições, Santuário de Fátima, 1980-82

José Carlos Loureiro (Covilhã, 2 de Dezembro de 1925) é um arquitecto português. É uma figura destacada no seio da terceira geração de arquitetos modernistas portugueses.[1][2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Até 1972, foi assistente da cadeira de Arquitectura[1] e, depois, docente na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, onde se licenciara[1] com uma tese denominada "Azulejo na Arquitectura". A sua intensa actividade como arquitecto foi variada e abrangeu vários projectos e estudos para habitação, renovação urbana, construção de edifícios comerciais e de serviços e planeamento urbanístico. De entre os diversos trabalhos realizados ou iniciados na sua longa vida de arquitecto destacam-se e salientam-se os seguintes: o Edifício Parnaso e o Pavilhão dos Desportos Central nos jardins do demolido Palácio de Cristal, ambos no Porto,[1] a sua habitação própria em Valbom, Gondomar, uma residência paroquial em Oliveira do Hospital, habitações para bombeiros voluntários, em Leça da Palmeira, uma pousada em Bragança,[1] um prédio na Foz do Douro, a Central Térmica do Douro ou da Tapada do Outeiro,[1] a cadeia do Sabugal, a Estação Fronteiriça de Valença, blocos residenciais, habitações individuais, etc.[1]

A partir de 1960, trabalhou sempre em associação com o arquitecto Luís Pádua Ramos. Com ele e com o Arq.º Luís Cunha, obteve o 1.º Prémio no Concurso de Anteprojectos para uma Colónia de Férias de 1300 pessoas.[1] Nessa época, projectou a moradia para o pintor Júlio Resende, no Porto, o Hotel D. Henrique no Porto, o mercado de Barcelos, vários edifícios habitacionais na cidade de Aveiro e um conjunto habitacional no antigo campo do Luso no Porto.

Participou na 1.ª Bienal de São Paulo e no Congresso da U.I.A., em Lisboa, e obteve Menção Honrosa na Exposição de Arte dos Jogos Olímpicos de Verão de 1952, em Helsínquia.[1]

Na década de 1970 trabalhou em vários projectos em regime de co-autoria: o Conservatório Regional de Aveiro, edifícios da UAP, no Porto; uma agência bancária em Braga e a Igreja de Valbom.

Com projecto dos anos 80, mas com inauguração em 1991, concebeu também o Fórum da Maia.

José Carlos Loureiro fez ainda o Plano de Urbanização da cidade de Barcelos, para onde projectou também o edifício do Tribunal.

Foi membro da Organização de Arquitectos Modernos.[2]

Referências

  1. a b c d e f g h i Vários. Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. [S.l.]: Editorial Enciclopédia, L.da. pp. Volume 40 Apêndice. 29 
  2. a b França, José Augusto - A Arte em Portugal no Século XX: 1911-1961 [1974]. Lisboa: Bertrand Editora, 1991, p. 438, 439

Ligações externas[editar | editar código-fonte]