José Márcio Ayres

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José Márcio Ayres
Nome completo José Márcio Corrêa Ayres
Nascimento 21 de fevereiro de 1954
Belém,  Brasil
Morte 7 de março de 2003 (49 anos)
Nova Iorque,  Estados Unidos
Nacionalidade brasileiro
Filho(s) 2
Ocupação Cientista

José Márcio Corrêa Ayres (Belém, 21 de fevereiro de 1954Nova Iorque, 7 de março de 2003)[1] foi um cientista brasileiro que estudou os primatas da Amazônia e idealizou a criação das reservas de desenvolvimento sustentável Mamirauá e Amanã.[2] Além de ser biólogo preocupado com a conservação da biota, Ayres preocupou-se com o bem-estar das populações humanas na Amazônia. O modelo de participação comunitária que ele implantou em Mamirauá, para definir as políticas de gerenciamento da reserva, foi uma inovação importante.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Formou-se em 1976 pela Universidade de São Paulo (USP) em Ciências Biológicas.[3] Em 1981, iniciou o mestrado em primatologia, no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), quando tratou da gestão de unidades de conservação.[3] Doutorou-se na Universidade de Cambridge, em 1986, com a tese "Os Uacaris Brancos e a Floresta Amazônica Inundada".

Ayres dedicou-se ao desenvolvimento sustentável da Amazônia. Junto com outros ambientalistas e pesquisadores fundou o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, que desenvolve há mais de 20 anos pesquisas na região da Amazônia Central. Seu trabalho lhe rendeu o Prêmio Rolex.[4]

Morte[editar | editar código-fonte]

José Márcio Ayres faleceu em 7 de março de 2003 na cidade de Nova Iorque, em decorrência de um câncer de pulmão. Ele deixou dois filhos.[1]

Referências

  1. a b «Morre José Márcio Ayres, criador de grandes reservas amazônicas». Folha de S. Paulo. 12 de março de 2003. Consultado em 4 de agosto de 2020 
  2. Cavalcanti, Klester (1 de setembro de 1999). «A força do senhor dos macacos». Veja. Consultado em 4 de agosto de 2020. Cópia arquivada em 1 de julho de 2003 
  3. a b Saxon, Wolfgang (11 de março de 2003). «José Márcio Ayres Dies at 49; Saved Heart of the Amazon». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331 
  4. «O legado da Amazônia - Prêmios Rolex». rolex.org (em inglês). Consultado em 4 de agosto de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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