Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá

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Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá
Categoria VI da IUCN (Área Protegida de Manejo de Recursos)
Saimiri vanzolinii, espécie encontrada dentro da reserva.
Localização Tefé,  Amazonas,
 Brasil.
Dados
Área 11.240 km2
Criação 16 de julho de 1996 (22 anos)[1]
Gestão IBAMA
Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional
Coordenadas 2° 15' 36" S 65° 40' 48" O
Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá está localizado em: Brasil
Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, localizada no estado do Amazonas, na região do médio Solimões, é uma área protegida brasileira componente do Sistema Nacional de Unidades de Conservação. Trata-se da maior reserva florestal do Brasil dedicada exclusivamente à proteção da várzea amazônica.[2]

Está localizada a cerca de 600 km a oeste de Manaus, na região do curso médio do rio Solimões. Abrange uma área de 1.124.000 hectares, que passa pelos municípios de Uarini, Fonte Boa e Maraã. Outros importantes municípios amazonenses situam-se em sua área de influência como Jutaí, Alvarães e Tefé, o principal centro urbano da região. É em Tefé que fica a sede do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, que partilha com o Governo do Amazonas a gestão das Reservas Mamirauá e Amanã.

Mamirauá foi a primeira Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) implantada no país. É uma unidade de conservação legalmente instituída pelo poder público, tendo objetivos de conservação e limites bem definidos. A conservação da natureza e a utilização de parcela dos recursos naturais é o objetivo básico dessa unidade de desenvolvimento sustentável.

Este modelo de área protegida para o uso sustentado está profundamente ligado à permanência e participação da população local bem como à formação e mantimento de uma forte base científica para manejo e conservação da biodiversidade da região.

A exploração racional e sustentada dos recursos naturais dá origem à melhoria da qualidade de vida da população local,dessa forma conservando o meio ambiente e aperfeiçoando o conhecimento sobre técnicas de manejo.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Antes de ser uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável, Mamirauá foi definida como uma Estação Ecológica, a partir de solicitação feita em 1985 pelo pesquisador José Márcio Ayres para a então Secretaria de Meio Ambiente da Presidência da República. O pedido foi feito para proteger o macaco uacari-branco, espécie estudada por Ayres em seu doutorado.

Mamirauá é a primeira Reserva de Desenvolvimento Sustentável brasileira, criada por decreto do Governo do Amazonas, em 16 de julho de 1996. A proposta de uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável é conciliar a conservação da biodiversidade com o desenvolvimento sustentável numa unidade habitada também por populações humanas.[2] Algumas das espécies mais importantes das madeiras tropicais encontram-se nas áreas protegidas de Mamirauá. As populações humanas locais ajudam a preservar a reserva, por meio de seu envolvimento nas atividades de pesquisa, extensão e manejo. A reserva possui mais de 300 espécies de peixes catalogadas, incluindo os ornamentais, e também cerca de 400 espécies de aves e, pelo menos, 45 espécies de mamíferos. O nome Mamirauá vem do lago localizado no coração da reserva e seu significado mais aceito é filhote de peixe-boi. Trata-se de um lugar singular: um complexo ecossistema de lagos, lagoas, ilhas, restingas, chavascais, paranás e muitas outras formações, que permanece de 7 a 15 metros debaixo d'água por seis meses no ano.[3]

Referências

  1. «LEI Nº 2411 de 16/07/1996». sapl.al.am.leg.br. 16 de julho 1996. Consultado em 17 de agosto 2018. 
  2. a b «Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá - Portal Amazônia». www.portalamazonia.com.br. Consultado em 17 de agosto de 2018. 
  3. «Mamirauá». www.mamiraua.org.br. Consultado em 17 de agosto de 2018.