Uarini

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Município de Uarini
"Terra da Farinha"
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Fundação 10 de dezembro de 1981 (37 anos)
Gentílico uariniense
Prefeito(a) Antônio Waldertrudes Uchôa de Brito (PMN)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Uarini
Localização de Uarini no Amazonas
Uarini está localizado em: Brasil
Uarini
Localização de Uarini no Brasil
02° 59' 24" S 65° 06' 28" O02° 59' 24" S 65° 06' 28" O
Unidade federativa Amazonas
Mesorregião Centro Amazonense IBGE/2008[1]
Microrregião Tefé IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Alvarâes, Juruá, Fonte Boa, Maraã
Distância até a capital 570 km
Características geográficas
Área 10 246,220 km² [2]
População 13 276 hab. (AM: 54º) –  estimativa populacional - IBGE/2016[3]
Densidade 1,3 hab./km²
Altitude 50 m
Clima Tropical quente e úmido
Fuso horário UTC-4
Indicadores
IDH-M 0,527 (AM: 47º) – baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 106 174 mil (AM: 41º) – IBGE/2013[5]
PIB per capita R$ 8 294,22 IBGE/2013[5]

Uarini é um município brasileiro do interior do estado do Amazonas, Região Norte do país. Faz parte da Mesorregião do Centro Amazonense e da Microrregião de Tefé. Sua população, de acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), era de 13 276 habitantes em 2016.[3]

História[editar | editar código-fonte]

Tem sua história vinculada à de Tefé, que remonta à aldeia fundada no fim do século XVII pelo jesuíta Samuel Fritz. Até fins do século XVII sucederam-se as disputas entre espanhóis e portugueses pelo domínio do território, só se consolidando a ocupação militar lusitana em 1790. Como município, Tefé chegou a possuir área de 500.000 km². A partir de meados do século XIX, vão-se sucedendo desmembramentos de seu território, para dar origem aos novos municípios de São Paulo de Olivença, Coari, Fonte Boa, São Felipe (atual Eirunepé), Xibauá (atual Carauari) Japurá e Maraã.[6]

Em fins de 1981, Tefé apresentava uma estrutura administrativa em que estavam previstos cinco Subdistritos: Tefé, Caiambé, Alvarães, Jarauá e Uarini. Pelos novos desmembramentos determinados pela Emenda Constitucional nº 12 de 10.12.1981, o subdistrito de Uarini passou a constituir município autônomo.[6]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua população estimada em 2016 era de 13 276 habitantes.[3]

Economia[editar | editar código-fonte]

  • Setor Primário
    • Agricultura: é a atividade econômica mais produtiva, com destaque especial para a cultura da mandioca, da qual se fabrica a farinha de Uarini. A castanha-do-pará está em 2º lugar na economia. Possui culturas de arroz, feijão, juta, malva, milho e cana-de-açúcar entre as culturas temporárias e, manga, abacate, banana, laranja e limão entre as culturas permanente.
    • Pecuária: em termos econômicos a pecuária tem papel insignificante.
    • Avicultura: praticada em moldes essencialmente domésticos, voltados para a subsistência e consumo local, não gerando renda para as famílias.
    • Extrativismo Vegetal: alcança sua maior expressão no que se refere a exploração dos seringais nativos, castanha-do-pará e madeira.
  • Setor Secundário
  • Setor Terciário
    • Comércio: varejista.

Dos 5 municípios do país que tiveram decrescimento no IDHM entre 1991 e 2000, três são do Amazonas: Uarini, cujo IDHM passou de 0,611 para 0,599; Silves, de 0,684 para 0,675; e São Sebastião do Uatumã, de 0,661 para 0,659. Isso ocorreu, única e exclusivamente, por causa dos decréscimos registrados na dimensão da renda, que não foram compensados pelos incrementos positivos constatados nas dimensões longevidade e educação.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

O município possuía, em 2009, 4 estabelecimentos de saúde, sendo todos estes públicos municipais ou estaduais, entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Neles havia 18 leitos para internação.[7] Em 2014, 86,41% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia. O índice de mortalidade infantil entre crianças menores de 5 anos, em 2016, foi de 15,15 indicando uma redução em comparação a 2000, quando o índice foi de 23,92 óbitos a cada mil nascidos vivos. Entre crianças menores de 1 ano de idade, a taxa de mortalidade aumentou de 4,78 (2000) para 15,15 a cada mil nascidos vivos, totalizando, em números absolutos, 95 óbitos nesta faixa etária entre 2000 e 2016. No mesmo ano, 35,23% das crianças que nasceram no município eram de mães adolescentes. Conforme dados do Sistema Único de Saúde (SUS), órgão do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade devido a acidentes de transportes terrestres não registrou nenhum óbito em 2016, permanecendo o mesmo resultado de anos anteriores, quando não se registrou nenhum óbito neste indicador. Ainda conforme o SUS, baseado em pesquisa promovida pelo Sistema de Informações Hospitalares do DATASUS, não houveram internações hospitalares relacionadas ao uso abusivo de bebidas alcoólicas e outras drogas, entre 2008 e 2017.[8]

A taxa de mortalidade infantil média na cidade é de 19,8 para 1.000 nascidos vivos. Em 2016, 100% das mortes de crianças com menos de um ano de idade foram em bebês com menos de sete dias de vida, não se registrando nenhum óbitos ocorridos em crianças entre 7 e 27 dias de vida ou em crianças entre 28 dias e um ano de vida. No referido período, houveram 4 registros de mortalidade materna, que é quando a gestante entra em óbito por complicações decorrentes da gravidez. O Ministério da Saúde estima que 100% das mortes que ocorreram em 2016, entre menores de um ano de idade, poderiam ter sido evitadas, especialmente pela adequada atenção à saúde da gestante, bem como por ações de imunização. Cerca de 79,5% das crianças menores de 2 anos de idade foram pesadas pelo Programa Saúde da Família em 2014, sendo que 1,5% delas estavam desnutridas.[8][9][10]

Uarini possuía, até 2009, estabelecimentos de saúde especializados em clínica médica, obstetrícia e traumato-ortopedia e nenhum estabelecimento de saúde com especialização em psiquiatria, pediatria, cirurgia bucomaxilofacial, neurocirurgia ou outras especialidades médicas. Dos estabelecimentos de saúde, apenas 1 deles era com internação.[7] Até 2016, havia 12 registros de casos de HIV/AIDS, tendo uma taxa de incidência, em 2016, era de 15,06 casos a cada 100 mil habitantes, e a mortalidade, em 2016, 7,53 óbitos a cada 100 mil habitantes.[8] Entre 2001 e 2012 houveram 44 casos de doenças transmitidas por mosquitos e insetos, sendo as principais delas a leishmaniose e a dengue.[11]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b c «Estimativas da população residente no Brasil e Unidades da Federação com data de referência em 1º de julho de 2016» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 12 de setembro de 2016. Consultado em 12 de setembro de 2016 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 3 de agosto de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2010-2013». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 19 de dezembro de 2015 
  6. a b UOL. «Uarini: História da cidade». City Brazil. Consultado em 6 de março de 2015 
  7. a b Cidades@ - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Serviços de saúde - 2009». Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  8. a b c Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) (2014). «ODS 03: Saúde e bem-estar». Relatórios Dinâmicos. Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  9. Portal ODM (2015). «1 - acabar com a fome e a miséria». Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  10. @Cidades. «Saúde». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 20 de dezembro de 2018 
  11. Portal ODM (2012). «6 - combater a Aids, a malária e outras doenças». Consultado em 20 de dezembro de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]