Ketu (Benim)

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Ketu ou Queto[1] é uma região da República do Benim. Se localiza ao redor da cidade de Kétou. Foi uma das mais antigas capitais dos iorubás.

História[editar | editar código-fonte]

Segundo a mitologia iorubá, Queto foi fundada por uma das filhas de Odudua. Os regentes da cidade eram tradicionalmente chamados de "Alaketu", e se acredita estarem relacionados com o sub-grupo Egba dos iorubás atuais da Nigéria. Ketu é considerado um dos sete reinos originais estabelecidos pelos filhos de Oduduwa segundo a mitologia do Império de Oyo, embora esta crença seja um tanto negligenciada na investigação histórica contemporânea iorubá, que tende a priorizar as comunidades que existem na Nigéria atual. O status exato de Ketu dentro do Império de Oyo é controverso. Os Ewés (termo que significa "ovelhas" em português) referem-se a Ketu como Amedzofe ("origem da humanidade") ou Mawufe ("casa do Ser Supremo"). Acredita-se que os habitantes de Ketu originalmente pertenciam ao Império de Oyo e que foram pressionados para o oeste por uma série de guerras entre os séculos X e XIII. No Ketu, os antepassados dos atuais falantes de línguas Gbe (Fons, Ajas, Ewés etc.) separaram-se de outros refugiados e começaram a criar as suas próprias identidades, mas foram pressionados ainda mais para o oeste pelos iorubas durante os séculos XIV e XV. Por volta de 1500, os iorubás transferiram sua capital para Queto.

As fontes de Oyo afirmam que Ketu era uma dependência que pagava um tributo anual e que seus governantes assistiam ao festival de Bere em Oyo. As tradições próprias de Ketu, entretanto, não reconhecem nenhuma obrigação a Oyo. Em todo caso, não há nenhuma dúvida que Ketu e Oyo mantiveram relações amigáveis, em decorrência de seus profundos laços culturais, históricos, étnicos e linguísticos.[2] O reino foi um dos principais inimigos do ascendente reino do Daomé, lutando frequentemente contra os daomeanos como parte das forças imperiais de Oyo, tendo finalmente sucumbido aos Fons na década de 1880, quando o reino foi devastado. Um grande número de cidadãos de Ketu foi preso e vendido como escravo durante estas invasões, o que esclarece a importância do reino de Queto na atual religião brasileira do candomblé, onde veio a constituir o seu ramo mais importante: o candomblé queto. Em 1893, Queto foi restaurado pelos franceses sob a forma de um protetorado.

Problemas atuais[editar | editar código-fonte]

Um conflito atual na região começou quando os comerciantes hauçás e iorubas começaram a lutar pelo controle de um mercado popular do alimento no distrito de Ketu, nas periferias do norte da cidade nas quintas-feiras. Os iorubas, que são a maioria no sudoeste do país, e os haúças, no norte, são os dois maiores grupos étnicos da Nigéria, e os conflitos entre eles conduziram à renovação do medo e à ameaça para a estabilidade do país mais populoso da África.

Quadro cronológico[editar | editar código-fonte]

  • c. 1500 - o estado ioruba moveu sua capital para Ketu.
  • 1886 - Foi conquistado pelo Reino do Daomé.
  • 1893 - Restaurado pela França sob a forma de protetorado.
  • 1963 - O estado se extinguiu.
Chefe de Queto por volta de 1900
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Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 433.
  2. Law, R 1977, The Oyo Empire, Clarendon Press, Oxford, p.141
  • Parrinder, E.G. The Story of Ketu: An ancient Yoruba kingdom. Ibadan, Nigeria, Ibadan University Press, 1