Língua salar

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Salar (Salırça
سالارچا)
Falado em: China
Região: Qinghai, Gansu
Total de falantes: 60 mil
Família: Turcomana
 Oguz
  Salar
Escrita: Árabe, Escrita chinesa, Pinyin, Latina
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: ---
ISO 639-3: slr

Salar é uma língua turcomana falada pelo povo salar que vive principalmente nas províncias chinesas Qinghai e Gansu, havendo ainda falantes em Ghulja, Xinjiang. Dos cerca de 105 mil Salares étnicos, 60 mil falam o salar e os demais 45 mil falam o chinês.

Os salares chegaram a sua atual área durante o século XIV, tendo vindo do oeste, de Samarcanda, conforme lenda local. Evidências linguísticas indicam que a origem da língua esteja nas línguas turcomanas faladas pelos oguzes. A língua salar de hoje foi muito influenciada pela língua tibetana e pelo chinês.

Status oficial[editar | editar código-fonte]

A língua Salar tem algum status oficial somente nas areas autônomas do povo salar[1] , como os condados autônomos de Xunhua Salar e de Jishishan Bonan, Dongxiang .

Fonologia[editar | editar código-fonte]

A fonologia salar foi influenciada pelas línguas Tibetana e Chinesa. Além disso, os sons consoantes /k, q/ e /g, ɢ/ passaram a ser fonemas separados por causa de palavras de origem externa, como ocorreu em outras línguas turcomanas.[2]

Consoantes
Labial Dental Retroflexa Alvéolo-palatal Velar Uvular Glotal
Oclusiva p b t d k ɡ q ɢ
Africada t͡ʂ d͡ʐ t͡ɕ d͡ʑ
Fricativa f v s z ʂ ɕ x ʁ h
Nasal oclusiva m n
Aproximante l r j

As vogais do Salar seguem a fonologia das línguas turcomanas, com as vogais posteriores a, ɨ, o u e as correspondentes vogais frontais e, i, ø, y.[3]

Influências chinesa e tibetana[editar | editar código-fonte]

Em Amdo, a língua salar é muito influenciada pelas línguas chinesa e tibetana. Mesmo sendo uma língua turcomana, as principais estruturas da língua foram absorvidas do chinês. Cerca de 20% do vocabulário é de 0rugem chinesa e 10% de origem tibetana. Tambem são percebidas influências de outros idiomas chineses das proximidades [4] , bem como palavras Salar inflenciam essas línguas. .[5] .Porém, oficialmente o Governo Comunista Chinês incentiva estudos acadêmicos enfatizando as origens turcomanas da língua e ignorando influências chinesas na língua.[6] O Salar usa os caracteres chineses como uma alternativa por não ter escrita própria.[7]

Escrita[editar | editar código-fonte]

A escrita tradicional do salar foi durante muito tempo a árabe e ainda é usada, sendo preferida à também utilizada uma escrita latina de forma local e não oficial.[8] , a chamada “Salır Latin Oğış”. Essa escrita latina apresenta 25 letras (não há o W) e ainda sete dessas letras com diacríticos.

Há reidinvicações para que se escreva padronizem as escritas árabe e latina especificamente para o Salar, porém o governo da República Popular da China vem rejeitando essas solicitações o que mantem a língua sem uma escrita oficial. [9]

Mesmo havendo um alfabeto latino não oficial para o Salar, cuja base é uma ortografia turcomama, essa escrita não é popular e não conseguiu se impor. A escrita árabe é bem mais aceita, mas o governo prefere que não haja nenhuma escrita para língua. [10] This lack of an official script has led the Salar to use Chinese writing.[11] Essa escrita árabe teve significativa presença no passado, tendo sido descobertos documentos com vários séculos de idade que foram escritos dessa forma Árabe.[12]


Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Fèlix Martí (2005). Fèlix Martí, : . Words and worlds: world languages review. Volume 52 of Bilingual education and bilingualism illustrated ed. Multilingual Matters [S.l.] p. 123. ISBN 1853598275. Consultado em 6-3-2011.  |pages= e |page= redundantes (Ajuda)
  2. Dwyer & 2007 (96)
  3. Dwyer (2007):121
  4. Raymond Hickey (2010). Raymond Hickey, : . The Handbook of Language Contact illustrated ed. John Wiley and Sons [S.l.] p. 664. ISBN 140517580X. Consultado em 2010-06-28.  |pages= e |page= redundantes (Ajuda)
  5. Raymond Hickey (2010). Raymond Hickey, : . The Handbook of Language Contact illustrated ed. John Wiley and Sons [S.l.] p. 664. ISBN 140517580X. Consultado em 6-3-2011. 
  6. William Safran (1998). William Safran, : . Nationalism and ethnoregional identities in China. Volume 1 of Cass series--nationalism and ethnicity illustrated ed. Psychology Press [S.l.] p. 72. ISBN 071464921X. Consultado em 2010-06-28.  |pages= e |page= redundantes (Ajuda)
  7. Thammy Evans (2006). Great Wall of China: Beijing & Northern China illustrated ed. Bradt Travel Guides [S.l.] p. 42. ISBN 1841621587. Consultado em 2010-06-28.  |pages= e |page= redundantes (Ajuda)
  8. Ainslie Thomas Embree, : (1988). Encyclopedia of Asian history, Volume 4 2 ed. Scribner [S.l.] p. 154. ISBN 0684189011. Consultado em 2011-01-01.  |pages= e |page= redundantes (Ajuda); |coautores= requer |autor= (Ajuda)(Original from the University of Michigan)
  9. William Safran (1998). William Safran, : . Nationalism and ethnoregional identities in China. Volume 1 of Cass series--nationalism and ethnicity illustrated ed. Psychology Press [S.l.] p. 77. ISBN 071464921X. Consultado em 2011-01-01.  |pages= e |page= redundantes (Ajuda)
  10. Islam in China 五洲传播出版社 [S.l.] 2004. p. 55. ISBN 7508505336. Consultado em 2010-06-28.  |pages= e |page= redundantes (Ajuda); |coautores= requer |autor= (Ajuda)
  11. Thammy Evans (2006). Great Wall of China: Beijing & Northern China illustrated ed. Bradt Travel Guides [S.l.] p. 42. ISBN 1841621587. Consultado em 2011-01-01.  |pages= e |page= redundantes (Ajuda)
  12. Arienne M. Dwyer (2007). Salar: a study in Inner Asian language contact processes. Phonology, Page 1 Otto Harrassowitz Verlag [S.l.] p. 91. ISBN 3447040912. Consultado em 2011-01-01.  |pages= e |page= redundantes (Ajuda)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Em língua inglesa

  • Hahn, R. F. 1988. Notes on the Origin and Development of the Salar Language, Acta Orientalia Hungarica XLII (2–3), 235–237.
  • Dwyer, A. 1996. Salar Phonology. Unpublished dissertation University of Washington.
  • Dyer, A. M. 1998. The Turkic strata of Salar: An Oghuz in Chaghatay clothes? Turkic Languages 2, 49–83.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Dwyer, Arienne M (2007). Salar: A Study in Inner Asian Language Contact Processes; Part 1: Phonology Harrassowitz Verlag [S.l.] ISBN 3-447-04091-2. 

Referências externas[editar | editar código-fonte]