Laranjeiro

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Portugal Laranjeiro  
—  Freguesia portuguesa extinta  —
Rua do Laranjeiro
Rua do Laranjeiro
Brasão de armas de Laranjeiro
Brasão de armas
Laranjeiro está localizado em: Portugal Continental
Laranjeiro
Localização de Laranjeiro em
Coordenadas 38° 39' 24" N 9° 08' 29" O
Concelho primitivo Almada
Concelho (s) atual (is) Almada
Freguesia (s) atual (is) Laranjeiro e Feijó
Extinção 2013
Área
 - Total 3,66 km²
População (2011)
 - Total 20 988
    • Densidade 5 734,4 hab./km²
Orago Nossa Senhora do Bom Sucesso

Laranjeiro foi uma freguesia portuguesa do concelho de Almada, com 3,88 km² de área e 20 988 habitantes (2011). Densidade: 5 409,3 hab/km². Fazia parte da cidade de Almada.

Foi extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, tendo sido agregada a ela a freguesia de Feijó, para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Laranjeiro e Feijó da qual é sede.[1]

Geografia[editar | editar código-fonte]

O Laranjeiro confina a sul com Corroios (concelho do Seixal), a norte com a Cova da Piedade, a poente com Feijó e a nascente com o Mar da Palha, abrangendo toda a área actualmente ocupada pela Base Naval de Lisboa - no Alfeite.

População[editar | editar código-fonte]

População da freguesia do Laranjeiro [2]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
37 406 21 175 20 988

Criada pela Lei n.º 126/85, de 4 de Outubro, com lugares desanexados da freguesia de Cova da Piedade. Com lugares desta freguesia foi criada a freguesia do Feijó ( Lei n.º 17-B/93, de 11 de Junho)

Distribuição da População por Grupos Etários
Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos
2001 3 186 3 056 11 837 3 096 15,0% 14,4% 55,9% 14,6%
2011 3 094 2 481 11 410 4 003 14,7% 11,8% 54,4% 19,1%

Média do País no censo de 2001: 0/14 Anos-16,0%; 15/24 Anos-14,3%; 25/64 Anos-53,4%; 65 e mais Anos-16,4%

Média do País no censo de 2011: 0/14 Anos-14,9%; 15/24 Anos-10,9%; 25/64 Anos-55,2%; 65 e mais Anos-19,0%

Economia[editar | editar código-fonte]

As principais actividades económicas desta localidade são o comércio e os serviços (sector terciário).

História[editar | editar código-fonte]

Nos seus primórdios o Laranjeiro era conhecido sobretudo como lugar de passagem, ligando o sul do concelho a Cacilhas à vila de Almada, através da estrada que passa pelas Barrocas e Cova da Piedade e conduzia à Mutela.

Nessa época mais antiga, o Laranjeiro não era mais que um espaço rural onde existiam várias quintas com as respectivas casas senhoriais, entre as quais se destacam a Quinta dos Espadeiros, designação apontada por alguns historiadores, por nelas haver permanecido, em finais do século XVII, um foreiro da Albergaria de S. Lázaro, de nome Manuel Ribeiro, fabricante de espadas; a da Quinta de Santa Ana, edifício do mesmo século, propriedade do Marquês de Sabugos, mas aforada a Agostinho de Rosales Santana; a da Quinta do Secretário, edifício do século XVIII, cujo nome vem do seu proprietário, D. Gil Eanes da Costa, ser na época, secretário de estado; e a Quinta de Santo Amaro (século XIX), onde a câmara municipal de Almada instalou um centro de actividades culturais e em torno do qual se aponta ter dado origem ao topónimo Laranjeiro.

Contudo esta opinião não é unânime, certos historiadores defendem a tese segundo a qual a origem do topónimo se deve à alcunha pelo qual era conhecido o habitante de Cacilhas, José Rodrigues (O Laranjeiro), proprietário da Quinta de São Amaro, situada naquele perímetro, generalizando o aludido topónimo entre as gentes da época.

Toda a área que se estende do Caramujo à foz do Rio Judeu, é pertença do Alfeite, propriedade da Ordem de Santiago, através da doação de D. Sancho I, em consequência da doação de Almada à referida ordem militar, em 1186. Voltou à posse da coroa com D. Dinis, em 1298. A partir de então, passou a pertencer ao dote das rainhas e D. Leonor Teles doou e vendeu-o ao judeu David Negro.

Com a conquista da independência, D.João I incluiu na doação a Nuno Álvares Pereira que por sua vez, o doou à Ordem do Carmo ficando, pouco a pouco alienado em fracções.

Em 1641, D. João IV confiscou a fracção que pertencia ao duque de Caminha e em 1654 criou a Casa do Infantado, doando-a ao infante D. Pedro. Até 1834, data da extinção da referida casa, os vários reis foram adquirindo diversas fracções concentrando-as no referido património. De tal forma, que o Alfeite chegou a compreender as Quintas da Penha, da Piedade, do Outeiro, da Romeira, do Antelmo e da Bomba. nele estavam incluídos, os pinhais de Corroios, e do Cabral na margem do Rio Judeu, os moinhos do Galvão, da Passagem, do capitão e da Torre, hoje pertencentes ao actual concelho do Seixal.

O Laranjeiro foi elevado a freguesia em 4 de Outubro de 1985, em consequência da aprovação, por parte da Assembleia da República do Decreto-Lei 126/85.

Património[editar | editar código-fonte]

Arquitectura
Escultura
Metro Sul do Tejo, em testes no Laranjeiro.

Feiras, festas e romarias[editar | editar código-fonte]

  • Arraiais de S. João e Semana Cultural

Colectividades[editar | editar código-fonte]

As principais colectividades são:

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro (Reorganização administrativa do território das freguesias). Acedido a 2 de fevereiro de 2013.
  2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes