Metro Transportes do Sul

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Metro Transportes do Sul
Veículo C021 em circulação.
Veículo C021 em circulação.
Bitola: Bitola Padrão
Diagrama
Universidade
Trafaria
(proj.[1])
Costa da Caparica
(proj.) ∥ Atlântico
Minicomboio
F.te Telha (dem.)
Universidade
(prev. “U. da Caparica” [2])
EN377-1
× EN377-1
∥ Al. Timor Lorosae
Monte da Caparica
× Tv. Granja ∥ Al. Timor Lorosae
∥ Al. Timor Lorosae
× Av. Torr. Silva
Fomega
Fomega
× Av. Torr. Silva
∥ Av. Torr. Silva
Boa Esperança
∥ Av. Torr. Silva
× Av. Torr. Silva, R. S. Lourenço P.
× Av. Cardoso Pires
Linha do Sul
Tunes
Pragal
Linha do Sul
× Av. Jorge Peixinho
× A2
Ramalha
Ramalha
Cacilhas
(proj.[1])
25 de Abril
25 de Abril
(prev. “Canecão” [2])
Gil Vicente
Gil Vicente
CCILALMD
S. J. Baptista
S. J. Baptista
(prev. “Fórum Cultural” [2])
Almada
Almada
prev. “C.M.Almada” [2])
Bento Gonçalves
Bento Gonçalves
(prev. “Mendes Pinto” [2])
Cova da Piedade
× acesso IC20
∥ acesso IC20
(viaduto comum)
× Av. Hq. Barbeitos
∥ Av. 23 Julho
(proj.[1])
∥ Av. 23 Julho = EN10
Parque da Paz
├ R. M.ª Lamas
× R. M. Noronha ∥ Av. 23 Julho = EN10
António Gedeão
António Gedeão
(prev. “Alfeite[2])
Bento Gonçalves
(prev.[2])├ R. Álamos
├ R. J. C. Melo
Laranjeiro
Laranjeiro
∥ R. 38
× R. Borges Rego
× Pç. Lopes Graça ├ R. D. Duarte
∥ Av. 23 Julho = EN10
∥ Av. 23 Julho = EN10 × R. M. Portugal
∥ R. Artur Semedo ⇡ALMSXL
Miratejo
Miratejo
(prev.[2]) ∥ Av. 25 Abril = EN10
∥ R. Luís Piçarra
Santo Amaro
Santo Amaro
× Av. Arsenal Alfeite
× R. C. Povo
Casa do Povo
Casa do Povo
× R. C. Povo
├ R. Leiria ∥ Av. 25 Abril = EN10
├ Av. 25 Abril = EN10
EN10 (proj. 1995[1])
× jardim
× R. Lisboa
┤ Av. V. Milhaços
∥∥ R. Mário Castrim
∥ R. Estação ×├ R. Mário Castrim
Linha do Sul
Corroios
Linha do Sul
Tunes
× R. Mário Castrim
× Av. 25 Abril = EN10
EN10 (proj. 1995[1])
ciclovia
┤ R. Bento Gonçalves
┤ R. Bento Gonçalves
PMO MTS
PMO MTS
acesso PMO MTS
∥ Av. 25 Abril = EN10ciclovia
Talaminho
(proj.[2])
(proj.2001[2])
Foros de Amora
(proj.[2])
Cruz de Pau
(proj.[2])
(proj.2001[2])
Paivas
(proj.[2])
Amora
(proj.[2])
Correr de Água
(proj.[2])
Fogueteiro
(proj.[2])
Fogueteiro C.F.
(proj.[2])
Torre da Marinha
(proj.[2])
Arlindo Vicente
(proj.[2])
Arrentela
(proj.[2])
Cavaquinhas
(proj.[2])
Centro Cívico / Mundet
(proj.[2])
(proj.2001[2])
(proj.2001[2])
Seixal
(proj.[2])
Estaleiros / Seixal T.Fl.
(proj.[2])
(proj.2001[2])
× Rio Judeu (proj.) ⇡SXLBRR
Barreiro T.Fl.
(proj.[2])
Linha do Alentejo
Barreiro
(proj.[2])
Seixalinho
(proj.[2])
Lavradio
(proj.[2])
BRRMTA
Moita
(proj.)
Veículo C003 do MST, circulando com destino a Cacilhas no serviço da Linha 3

O Metro Sul do Tejo (mais conhecido por MST), é um sistema de transportes públicos fornecido através do denominado metro ligeiro de superfície, nos concelhos de Almada e Seixal, em Portugal, com expansão projectada para os concelhos vizinhos de Barreiro e Moita. O primeiro troço foi inaugurado em 2007 e a rede actual está em funcionamento desde finais de 2008.

O sistema de transporte, em 2015, custou 125,5 milhões de euros desde 2005 e traz encargos anuais para os contribuintes de oito milhões de euros.[3]

História[editar | editar código-fonte]

Cais de Cacilhas em 1950.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Ramal do Seixal

Os primeiros planos para uma ligação ferroviária circular na margem sul da foz do Tejo, interceptando rotas (fluviais e ferroviárias) oriundas da capital, datam da década de 1930. O pouco que foi posto em prática, integrado na rede da actual Refer, teve vida breve — o Ramal do Seixal, desactivado e demolido em 1970.[4]

MST/MTS[editar | editar código-fonte]

Publicidade in situ ao primeiro troço, aquando da sua inauguração.
Veículo C007 circulando em direcção à Universidade, sobre trilho ainda inacabado, em 2008.
Terminal de Cacilhas em 2008, pouco antes da sua entrada ao serviço.

Datam de 1985 as primeiras posições públicas da Câmara Municipal de Almada conducentes ao sistema actual, tendo sido assinado dez anos mais tarde entre o Governo e as autarquias envolvidas (já então incluindo não apenas Almada e Seixal, mas também Barreiro e Moita) um Protocolo para o desenvolvimento do metropolitano ligeiro na margem sul do Tejo (fac simile), nos Paços do Concelho do Barreiro, a 18 de Abril de 1995. O anteprojecto havia sido elaborado por um consórcio liderado pela empresa francesa Semaly-HP-Pret.[1]

O projecto original é o que está ainda em vigor, tendo sido incorporadas apenas alterações de pormenor no traçado, e o calendário de obras e inaugurações sucessivamente dilatado. As três linhas finalmente construídas em 2007-2008 (rede actual) constam do traçado proposto em 1995, com entradas ao serviço previstas para 1997-1999 no eixo Barreiro-Almada-Pragal. Os atrasos sucedem-se e a obra arranca finalmente apenas em 2002, após novo protocolo assinado em 1999.[1]

A empresa que ganhou o concurso internacional para exploração do MST por 30 anos foi a Sociedade Concessionária MTS – Metro, Transportes do Sul, SA, cujo principal accionista é o Grupo Barraqueiro/Arriva (que controla também os comboios Fertagus).

O troço entre Corroios e Cova da Piedade foi inaugurado em 30 de Abril de 2007 entrando ao serviço da população em 1 de Maio de 2007. Em 15 de Dezembro de 2007 foi inaugurado o troço entre Cova da Piedade e Universidade. Em 26 de Novembro de 2008, foi inaugurado ao público o troço até Cacilhas.

As 2.ª e 3.ª fases de construção, que prevêem o alargamento pelo concelho do Seixal e a ligação aos da Moita (na Baixa da Banheira) e do Barreiro, mantém-se previstas mas suspensas desde 2008. Em 11 de julho de 2017 a Câmara Municipal do Seixal, juntamente com as juntas de freguesia de Amora e Corroios, e a Comissão de Utentes dos Transportes do Concelho do Seixal, organizou uma ação de sensibilização e protesto na EN10.[5]

Frota[editar | editar código-fonte]

Os 24 veículos do “metro ligeiro” MSTforam numerados de C001 a C024. A libré dos veículos é azul escuro e branco, cores dominantes também no logótipo da empresa.

São eléctricos articulados de quatro segmentos, do modelo Combino Plus fabricado pela Siemens (maior que os articulados da Carris de Lisboa, também Siemens, e menor que os eurotrams do Metro do Porto). A sua velocidade máxima é 70 km/h.

Transportam entre 225 e 300 pessoas, 74 das quais sentadas; têm espaços reservados para cadeiras de rodas e carrinhos de bebé e dispõem de ar condicionado. O piso é 100% rebaixado, com uma altura de 30 cm acima do solo ao longo de todo o veículo.

Caraterísticas da via[editar | editar código-fonte]

Aspecto da linha junto à paragem Universidade, entre as duas faixas de rodagem de rodovia.

As vias do MST correm em separado do trânsito rodoviário, ainda que quase sempre em paralelo com a rodovia — tanto lateral como centralmente. Têm apenas cruzamentos de nível com o tráfego rodoviário, com prioridade para os veículos do metro ligeiro; o sistema integrado de localização do veículo permite que este tenha prioridade nos cruzamentos de nível com as ruas ao sinalizar-se a semáforos programados para o efeito[carece de fontes?].

Toda a rede apresenta um par de vias paralelas, permitindo dupla circulação — que é habitualmente efectuada pela direita. Além do parque de manobras no depósito em Corroios, existem dois pontos da rede com mais que duas vias paralelas (Pragal e Corroios-Estação), vários aparelhos de mudança de via isolados, e um segmento de via única sem saída na direcção da expansão proposta em Corroios.

As vias são encastradas no pavimento e têm a face interior dos carris (aonde encaixam as golas das rodas) a uma distância de 1435 mm (bitola internacional, idêntica à dos metropolitanos de Lisboa e do Porto).

Toda a rede é provida de alimentação elétrica feita, como habitual neste tipo de transporte, por cabo metálico nu suspenso sobre a via de fiação esticada isolada em de postes eregidos para o efeito, a 750 V em corrente contínua.[6]

As plataformas contam com uma altura bastante reduzida, tornando o seu acesso fácil e sem necessidade de grandes infraestruturas.

Linhas[editar | editar código-fonte]

Mapa da rede, incluindo projectos de prolongamento.

O MST tem três “linhas” de exploração comercial circulando numa rede em forma de "Y", com três braços estendendo-se respectivamente para sul (Corroios), oeste (Caparica), e nordeste (Cacilhas), com um triângulo central; cada linha usa, total ou parcialmente, dois dos três braços desta topologia. Apresenta esta rede um total de 19 paragens e uma extensão total de 13,5 km.[7]:

Veículo do MST na paragem Laranjeiro, equipada com sinalização passiva de passagem para peões.
Metro Transportes do Sul
 
Pier
Unknown route-map component "CPICrr" + Unknown route-map component "fKBHFa"
Unknown route-map component "uCPICra"
 Cacilhas
Universidade 
Unknown route-map component "fKBHFa" Unknown route-map component "fCPICl" Left side of urban cross-platform interchange
 25 de Abril
Mt. Caparica 
Unknown route-map component "fBHF" Unknown route-map component "fCPICl" Left side of urban cross-platform interchange
 Gil Vicente
Fomega 
Unknown route-map component "fBHF" Unknown route-map component "fCPICl" Left side of urban cross-platform interchange
 S. J. Batista
Boa Esperança 
Unknown route-map component "fBHF" Unknown route-map component "fCPICl" Left side of urban cross-platform interchange
 Almada
Pragal BSicon BAHN.svg 
Unknown route-map component "CPICrr" + Unknown route-map component "KBHFa yellow"
Unknown route-map component "fCPICr" Unknown route-map component "fCPICl" Left side of urban cross-platform interchange
 B. Gonçalves
 
Unknown route-map component "kSTR2 yellow" Unknown route-map component "fSTRl"
Unknown route-map component "CPICuu" + Unknown route-map component "fSTRq" + Unknown route-map component "flBHF"
Unknown route-map component "fSTRr" Urban straight track
 
Ramalha 
Unknown route-map component "kSTRc1 yellow" Unknown route-map component "kSTRl+4 yellow"
Unknown route-map component "CPICdd" + Unknown route-map component "BHFq yellow"
Unknown route-map component "STR+r yellow" Urban straight track
 
 
Unknown route-map component "CPICl yellow" Left side of urban cross-platform interchange
 Cv. Piedade
 
Unknown route-map component "CPICl yellow" Left side of urban cross-platform interchange
 Pq. Paz
 
Unknown route-map component "CPICl yellow" Left side of urban cross-platform interchange
 Ant.º Gedeão
 
Unknown route-map component "CPICl yellow" Left side of urban cross-platform interchange
 Laranjeiro
 
Unknown route-map component "CPICl yellow" Left side of urban cross-platform interchange
 Santo Amaro
 
Unknown route-map component "CPICl yellow" Left side of urban cross-platform interchange
 Casa do Povo
 
Unknown route-map component "BAHN"
Unknown route-map component "CPICrr" + Unknown route-map component "KBHFe yellow"
Unknown route-map component "uCPICre"
 Corroios
fonte: diagrama no sítio oficial

Todas as paragens da rede (com excepção de Bento Gonçalves) têm correspondência com paragens de autocarro (TST), havendo pontos intermodais em Cacilhas (Transtejo, fluvial), Corroios (Fertagus, ferroviário pesado), e Pragal (Fertagus e CP, ferroviário pesado).[8]

Existem planos de extensão para todas as três extremidades da rede, alguns mais concretos que outros, atingindo nos seus limites a Costa da Caparica / Trafaria, Seixal, Barreiro, Moita, Montijo, e mesmo Lisboa.

Segurança[editar | editar código-fonte]

Máquina automática de venda de títulos

Localizado na Margem Sul do Tejo fazendo se passar pelo Monte da Caparica e o Pragal é considerado dos transportes mais perigosos da Área Metropolitana de Lisboa tendo a igualdade como a de Linha de Sintra[carece de fontes?]. Em horários nocturnos e em dias de festa são inúmeros os passageiros que circulam sem título de transporte válido. Há bastantes relatos na comunicação social de estudantes da Universidade Nova de Lisboa assaltados dentro do MST.[9] A empresa confirma[carece de fontes?] e diz que irá fazer de tudo para diminuir a criminalidade dentro dos seus transportes[carece de fontes?] tendo já colocado uma equipa de seguranças agindo-se em conformidade como fiscais porém a criminalidade mantém-se. Dos projectos para diminuir os passageiros sem título de transporte é colocar os validadores fora das composições pois são inúmeros os passageiros que ficam à espera dos fiscais e só validam quando estes aparecem.

A linha da Universidade, que serve a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, é notória pelos episódios de criminalidade, onde se destacam os assaltos a alunos da universidade com recurso a violência física.[10][11]

Em 2009 um grupo de 15 jovens oriundo do Monte da Caparica atacou na estação da Ramalha os fiscais e uma guarda-freio em resposta à exigência por parte dos fiscais que pagassem um bilhete de 85 cêntimos. Derivado a esse ataque, um fiscal ficou com “um braço partido em dois sítios”, outro com “a cara toda amassada” e a guarda-freio com “hematomas nas costas devido aos pontapés”.[12]

Em Julho de 2010 um grupo com cerca de 20 elementos espancou e assaltou um grupo de utentes na estação de Santo Amaro, tendo dois utentes necessitado de serem assistidos no Hospital Garcia de Orta.[13]

Em Setembro de 2011 uma jovem foi violada à saída do Metro Sul do Tejo, tendo sido encontrada em choque pelos pais junto à estação da Fertagus do Pragal.[14]

Em Março de 2012 um vigilante numa empresa de segurança foi esfaqueado três vezes na estação do Metro Sul do Tejo do Pragal. O segurança afirmou "Por sorte não foi mais grave, mas eu e os meus colegas somos ameaçados todos os dias com armas de fogo, bastões e até cadeados e correntes".[15]

A 16 de Abril de 2015 a PSP deteve dois indivíduos indiciados pela prática de vários crimes de roubo praticados contra passageiros no metro.[16]

Referências

  1. a b c d e f g António VITORINO: “Metro vai chegar à Margem Sul” Sul Expresso 1995.03.29 (ver fac simile; mapa; enquadramento)
  2. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome mst08sxl
  3. «Concessões na Fertagus e Metro Sul do Tejo já custaram 202,5 milhões ao Estado» 
  4. «Linhas Portuguesas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1101). 19 páginas. 1933. Consultado em 2 de Maio de 2010  (sobre a ligação Cacilhas-Caparica)
  5. CMS: “Seixal - Construção da 2.ª e 3.ª fases do Metro Sul do Tejo Ligará os quatro concelhos: Almada, Seixal, Barreiro e MoitaRostos 2017.07.07
  6. Der weltweite Markt für Light-Rail-Vehicles : Märkte – Beschaffungen – Hersteller – Trends: 8. SCI Verkehr GmbH: Köln, 2008.09
  7. Metro em pleno. Comunicado da C.M.A. à imprensa; 2008.12.05 (original arquivado).
  8. a b c d Diagrama da rede no sítio oficial
  9. [1]
  10. «Margem Sul: Assaltos e violência no metro geram medo nos estudantes». Diário de Notícias. 15 de março de 2010. Consultado em 4 de agosto de 2012 
  11. «Caparica: Roubos e agressões assustam utentes do Metro Sul do Tejo». Diário de Notícias. 1 de Julho de 2010. Consultado em 5 de agosto de 2012 
  12. «Almada: Três feridos junto à estação da Ramalha Gang invade metro e espanca fiscais». Correio da Manhã. 14 de Novembro de 2009. Consultado em 4 de agosto de 2012 
  13. Miguel Curado (26 de Junho de 2010). «Almada: Agredidos e roubados no Metro Sul do Tejo - Gang espanca irmãos no Metro». Correio da Manhã. Consultado em 4 de agosto de 2012 
  14. «Crime assusta Margem Sul». 4 de setembro de 2011. Consultado em 4 de agosto de 2012 
  15. Lurdes Mateus (31 de Março de 2012). «Almada: Vigilante do metro Sul do Tejo esfaqueado na barriga - "Sou ameaçado todos os dias"». Correio da Manhã. Consultado em 4 de agosto de 2012 
  16. Tânia Jesus (20 de abril de 2015). «Almada: PSP detém assaltantes do metro de superfície». Distrito Online. Consultado em 20 de junho de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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